domingo, 10 de janeiro de 2016

Uma fresta deixa ver uma paisagem

Fresta em nosso pensamento conturbado, também deixa passar luz

Para quem gosta de apreciar as belezas dos céus, não raro se depara com situações inspiradoras. Aconteceu comigo recentemente. De manhã cedo, olhei o céu que estava encoberto de nuvens que prometiam chuvas iminentes. Em meio a esse lençol de nuvens havia para o lado leste uma fresta que permitia a entrada de uma réstia de luz do sol no cenário do dia. Lembrei-me de um dito popular pertinente: “uma fresta deixa ver uma paisagem”.

Não foi difícil transpor a cena para uma situação psicológica. Nosso pensamento se parece muitas vezes como um colchão de nuvens a obliterar a visão direta da luz. Basta uma fresta nesse ambiente enuviado para que a luz da Verdade da presença do bem nos ilumine o ambiente mental. Essa luz inspira e ilumina todo nosso ser e penetra nosso ser de várias maneiras. Às vezes basta um “cicio tranquilo e suave”, como foi o caso de Elias (ver 1 Reis 19), que se sentia derrubado e perseguido pela rainha de Israel. Estava tão acabrunhado que pediu para si a morte—sentia-se no fundo do poço. As nuvens do remorso pesavam na consciência dele.

Obedecendo à ordem divina, postou-se à entrada da caverna que lhe servia de abrigo. Viu passarem “forças” da natureza (vento, fogo, terremoto), mas percebeu quer o Senhor não estava nessas manifestações de pseudo poder. Até que ouviu

um cicio tranquilo e suave” (I Reis. 19: 12).

Isso lhe abriu o pensamento para a percepção de que nunca estivera fora da presença de Deus. Essa pequena brecha ou fresta em meio à escuridão do medo, remorso, incertezas lhe conferiu o retorno à sua condição de profeta do Senhor, capaz de proezas extraordinárias diante do povo. 

PONTO METAFISICO:
A analogia de uma fresta nas nuvens é um artifício de argumentação, pois, na verdade, a luz do sol nos alcança mesmo estando o céu encoberto. Se assim não fosse, não teríamos o dia que é símbolo da luz infinita sempre presente. Assim também numa consciência humana ainda que obscurecida aparentemente, tem a luz da Verdade e da Vida infinitas transparecendo em algum gesto, alguma palavra que denote a claridade no pensamento. Mary Baker Eddy tem uma colocação interessante:

“Envoltos nas brumas do erro (o erro de se crer que a matéria possa ser inteligente parta o bem ou para o mal), só podemos captar claros vislumbres de Deus [a verdade de nosso ser] quando a neblina [mental] se dissipa, ou se torna tão tênue que percebemos a imagem divina em alguma palavra ou ato que indica a verdadeira ideia—a supremacia e a realidade do bem, a nulidade e a irrealidade do mal” (CeS, p. 205).

Cada um pode esforçar-se por manter sua consciência limpa de materialidade para ser transparente ou translúcida às verdades do ser criado por Deus. Assim a Verdade pode entrar e purificar e iluminar o ambiente mental do homem, o que terá um resultado de harmonização da experiência/vivência do mesmo; de superação de limitações; de realização satisfatória na profissão; de êxito em empreendimentos meritórios; de relacionamento harmonioso na família e na sociedade; de cidadania exemplar entre seus pares.

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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

A pureza de Madalena

Sentimentos de inveja ou falsamente científicos tentam empanar o brilho da vida de Jesus Cristo

Muitas teorias imaginativas (mas perversas) tratam de denegrir e diminuir a glória da sagrada missão religiosa de Cristo Jesus. Há os que chegam a dizer que Maria Madalena fosse amante do Mestre; que ele tinha um caso com o discípulo amado, João; que seria impossível que um homem vigoroso como Jesus não tivesse momentos de prazer sexual. Me sinto triste só de escrever essas coisas. Apenas mentes poluídas pelo pecado são capazes de pensar em amor como mera relação sexual.

Se os cristãos fossem radicais como em outras religiões quando um escritor menciona  coisas incorretas sobre seu líder religioso, os autores de tais teorias teriam de viver escondidos, pois absurdo maior não se pode dizer de nosso Mestre.

Jesus esteve sempre cônscio de sua missão junto ao povo israelense e ao mundo de levar e demonstrar aos homens os fatos do Espírito: a imortalidade do homem; o alcance infinito do pensamento do homem espiritual; a perfeição sempre-presente; a demonstração prática de um cristianismo científico; a mansidão inata do filho de Deus. Mas as tentativas do mal de subjugar a influência que Jesus Cristo representava não são de hoje. Mary Baker Eddy destaca:
“Herodes e Pilatos puseram de lado suas velhas rixas a fim de, unidos, ultrajarem e matarem o melhor homem que jamais pisou na terra”(CeS, p. 52).

O sentimento básico de doutrina de Jesus era o Amor: amor espiritual a Deus e ao próximo. Esse sentimento é o que deveria identificar seus seguidores:

Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos; se tiverdes amor uns aos outros” (João 13: 35)

O Mestre realizou muitas curas espirituais de vários tipos de males, quase todos de cunho terminal. O que os críticos e malversadores da vida e missão do Mestre ignoram é que para realizar curas espirituais (como as que o Mestre realizou) alguém precisa exercitar espiritualidade no mais alto e depurado grau. Qualquer pessoa envolvida em transas interpessoais de cunho imoral, não consegue realizar curas nem demonstrar o poder que Cristo Jesus demonstrou. Não basta ter fé, tem de haver santidade de alma e coração. Alguém de coração impuro, pecador, desonesto, afeito à materialidade, não serve como elemento transparente ao poder divino, não pode ser dotado de poder espiritual. Mary Baker Eddy diz:

“Deus cura os doentes por intermédio do homem, sempre que o homem é governado por Deus (CeS, p.495)

A causa mais provável de qualquer problema de saúde no meio humano tem no medo, no pecado ou na ignorância sua principal causa. A pessoa que se apresente como sanador espiritual tem de estar livre dessas características, caso contrário fomentará em vez de desfazer os males do gênero humano.

Dos contemporâneos do Mestre Cristo Jesus, a figura de Maria Madalena é a que tem suscitado mais insinuações de pessoas com a mente poluída e maledicente. Maria Madalena andou próxima ao Mestre por causa de sua proximidade psicológica. Diz a Bíblia que o Senhor expulsara 7 demônios dela. O número 7 na literatura hebraica tem a conotação de total. Então, Jesus expulsara todos os demônios de que era possuída; ela teve purificação total. Em que momento se deu tal transformação? Foi quando ela se aproximou do Mestre na casa do fariseu Simão durante um ágape especial. Ela adentrou o ambiente que lhe era proibido socialmente. Venceu a barreiras que lhe eram impostas humanamente. Aproximou-se dos pés de Jesus e lavou-os com suas lágrimas, ungiu-os com bálsamo caríssimo. Uma demonstração pública de que estava arrependida de sua vida, e que via no ensinamento do Mestre a melhor opção de regeneração. Ninguém mais, além de Jesus Cristo, percebeu essa regeneração íntima, humilde e absoluta dessa mulher da pior classe social da época: a prostituição.

Esse estado de coração e alma purificados possibilitou a que Maria fosse a primeira pessoa a ver o Mestre ressuscitado. Logicamente ocupou lugar de destaque entre os discípulos, pois ela havia demonstrado o crescimento espiritual apregoado pelo Mestre.

A outra mentira que se propaga, de que o apóstolo João fosse amigo de intimidades com o Mestre, não só carece de credibilidade, como merece, pelo contrário, nossa descrença e repúdio. João foi chamado de discípulo amado, porque se destacou entre seus pares no quesito AMOR tão apregoado e exigido pelo Mestre. No Evangelho que tem seu nome, o amor puro e incondicional é destacado como em nenhum outro, como a característica dos seguidores cristãos. João acompanhou o apóstolo Pedro em muitas das peregrinações e pregações, realizando junto com eles demonstrações de curas entre o povo. Como eu já disse antes, sem uma condição moral absolutamente limpa e pura, ninguém pode realizar curas espirituais.


Espero que este artigo tenha ajudado a quem tinha dúvidas sobre a impecável vida de nosso Mestre, Jesus Cristo, a desvencilhar-se dessas dúvidas, verdadeiros andrajos psicológicos que só perturbam a comunidade cristã no seu afã de seguir o ensinamento do “melhor homem que já palmilhou a Terra”.
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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Natal no ano

Celebrações em cunho espiritual contribuem para espiritualizar a consciência

Houve uma época há alguns anos, em que eu era assaltado por uma certa depressão nos dias anteriores ao Natal.  Dizem que é um mal que aflige um número considerável de pessoas.  Mas isso não me consolava.  Quanto mais próximo do Natal, mais forte era a sensação de desgosto.

Como Cristão devoto e estudioso dos assuntos bíblicos, essa tristeza pré-natalina não era  coerente com a expectativa de alegria que a comemoração da data enseja.  Como Cristão sabia também onde buscar um antídoto para esse peso de consciência.  Como Cientista Cristão meu procedimento foi o de buscar um entendimento claro do que realmente era envolvido.  O Mestre Cristão, Jesus Cristo, nos assegurou que quem nele cresse, conheceria a verdade, e “...a verdade”, disse, “vos libertará”.  Então, a verdade era o antídoto que eu deveria buscar e empregar.

Uma análise compenetrada revelou-me que a razão de minha tristeza radicava no excessivo materialismo que eu via ao redor de mim, e que se acentuava com a aproximação da data do Natal.  “Como não percebem as pessoas”, perguntava-me, “que o Natal tem que ser celebrado pelo seu valor espiritual, intrínseco à natureza da vida e da mensagem do Cristo?  Que barbaridade!”  Continuando com minha auto-análise, percebi que sempre que me concentrava no “barbarismo” materialista demonstrado generalizadamente, minha tristeza aparecia;  e sempre que aplicava o pensamento aos valores espirituais que o “menino de Belém” veio trazer à humanidade, meu pensamento era alegre.

Quando o processo mental esclareceu minha situação, entendi que minha sensibilidade humana ao modo mundanístico de festejar o Natal, em vez de celebrá-lo condignamente, não deveria empanar o brilho de minha sensibilidade espiritual aos valores espirituais.  Cada indivíduo tem sua responsabilidade no modo de conduzir a vida. Foi essa a lição que Jesus passou a Pedro ao dizer-lhe enfaticamente:
 “que te importa a ti?  Segue-me tu(João 21:22).

 O que eu precisava realmente era cuidar em que minha valoração da data natalina não fosse materialística, mas sim fosse compatível ao que havia aprendido desde criança. O valor ou importância do dia de Natal, não está apenas na história de um menino, mas muito mais na vida e exemplo de Cristo Jesus, nas suas palavras e nos seus atos, na renovação mental e espiritual que trouxe aos homens e na promessa de libertação de todos os males da humanidade.

Homens e mulheres, velhos e crianças, negros e brancos ou amarelos, ricos e pobres, analfabetos e letrados, empregados e desempregados, de qualquer geografia ou origem, todos podem aprender a conhecer e aplicar as lições da Ciência do Cristianismo trazida ao nosso mundo por aquele que reconheceu sua filiação divina, e, por extensão, a nossa.  Não foi ele quem nos ensinou a orar “Pai Nosso...” - Pai de todos?

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PONTO METAFÍSICO:
Hoje me rejubilo com o Natal e o que ele significa, e isso não é só para um dia, mas para todos os dias do ano.  Diariamente estudo na Bíblia e na literatura da Ciência Cristã o Cristianismo prático que Jesus Cristo legou a todos nós; e quando ponho em prática esse estudo vejo cristalizada a atualidade das palavras do Mestre:

 “...aquele que crê em mim, fará também as obras que eu faço.” (João 14:12)

Ver a promessa de Jesus realizar-se hoje em dia, não é motivo de orgulho pessoal, mas de alegria íntima pela fidelidade das palavras de Jesus Cristo.  “Aquele que crê em mim” refere-se a todos os tempos e lugares; é, pois, normal que os cristãos de hoje se incluam entre os que crêem.  E aquele que crê com a fé que o Mestre demonstrou e exigiu de seus seguidores, “fará também as obras” que ele fez.  Isso não é exclusividade de qualquer denominação ou igreja.  A condição é para o indivíduo crer, e então realizar as obras (curas e etc). A mera tradição humana na época de Natal (árvores, ceias, presentes,...) não contribui em nada para a espiritualização dos seguidores do Mestre Jesus Cristo. O que importa, sim, é a dedicação aos princípios que ele apregoou: o Filho nada pode fazer de si mesmo; amai-vos cordialmente assim como eu vos amei; amai a Deus com toda vossa força, e sabedoria e entendimento. A menos que emulemos as obras do Mestre em nossas vidas, de nada nos servirá a comemoração e bebemoração festivas na época do fim de ano.

Celebrar o Natal de forma mais espiritual, trouxe alegria para os meus natais, sem que meus familiares ficassem privados de um presente.  Também meus dias do ano são cheios de felicidade.  Não é essa a salvação que o Cristianismo oferece a cada pessoa?

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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Ajuda importante


Ajuda divina em momentos intrigantes

Fui criado desde a infância dentro dos ensinamentos da Ciência Cristã. Meus pais haviam iniciado seu estudo poucos anos antes do meu nascimento. De modo que era natural na família recorrer a Deus, nosso Pai-Mãe, diante de problemas humanos que variavam desde doenças até hábitos indesejáveis. Por mais relevantes que possam ser os resultados obtidos na solução de problemas de infância, a gente só assimila bem os ensinamentos dessa denominação cristã quando a gente mesmo os aplica. A experiência seguinte passou-se quando eu devia ter uns 12 anos, e foi minha “primeira” experiência própria.

Nossa família havia recebido visita de parentes do interior do Estado, e meus pais resolveram ir com eles assistir um espetáculo circense. A visita de circos à cidade naquela época era esporádica. De modo que ir ao circo era um programa e tanto. Chegando ao local, meu pai tomou conhecimento que o ingresso a menores de 15 anos era proibido. Não restou outra solução senão deixar-me com a chave do carro para poder entrar e dormir até que eles viessem. Entrei no carro, mas não dormi. Ao invés disso, pus a chave na ignição com a intenção de ligar o motor. Que tentação! Por vários minutos lutei entre o querer virar a chave e o não dever. Acabei não fazendo nada. Para espairecer um pouco resolvi ir até o circo, distante cerca de 50m, saber quanto tempo de espetáculo ainda haveria. Tranquei a porta e fui. Na volta deparei com o problema. A porta estava trancada e a chave... estava... lá dentro! E agora?

Tentei abrir algum vidro, mas nenhum cedeu. Mais vezes, e nada. Junto com frustração havia o temor pela zanga de meu pai. Sem outra alternativa, pus-me a orar. Orei muito, até chegar a convicção de que Deus sempre me ajudara, e iria ajudar-me também naquele momento. Nova tentativa de baixar um pouco algum vidro, e já na primeira o vidro cedeu o suficiente para permitir que eu introduzisse o braço e destrancasse a porta. Que alivio e alegria, por ter presenciado a eficácia do poder divino em favor dos filhos de Deus.

Por simples e pequena que possa ser, esta experiência ajudou-me muitíssimo na afirmação dos meus passos na caminhada do Cristianismo científico. Muitas experiências tive depois, e aparentemente mais duras. Mas a primeira ficou indelével na memória, como algo que solidamente demonstrou a infalibilidade da ajuda divina, como diz na Bíblia:

Deus é um socorro bem presente nas tribulações” (Salmo 46:1).

Ao longo das atividades estudantis e acadêmicas o recurso da fé em Deus foi uma constante. Provas, testes e relacionamentos todos tiveram soluções felizes e satisfatórias. A prova mais difícil, e por isso mais gratificante, passei na universidade, quando cursava a segunda série do curso de engenharia. A disciplina Física tinha um professor, tido entre os alunos, mais como filósofo do que físico. Ao longo do ano fui nessa onda, e como os outros alunos, não me dediquei muito ao estudo da matéria; mas enquanto os demais alcançavam notas satisfatórias (às vezes por meios ilícitos), minhas notas deixavam a desejar, com resultado de ter que fazer exames finais por não ter atingido a média 7 durante o ano.

Foi então que começou o drama. Eu não tinha ânimo nem vontade de estudar aquela disciplina. Pegava nos livros a contra-gosto, e qualquer coisa era motivo para desviar-me do estudo. Até o retorno a estudo de violino, cujas aulas havia abandonado havia anos, parecia-me razoável naqueles dias. A aproximação da data do exame aumentava a pressão e o medo. Eu nunca havia rodado em exames, e essa perspectiva parecia muito real dessa vez. Estudei o que pude, repassando uma vez toda a matéria. No domingo que antecedia a data da prova decidi apoiar-me na oração a Deus. Mas por onde começar? Não seria perda de tempo, orar em vez de estudar? Tomei a Bíblia e Ciência e Saúde, marquei a lição bíblica para a semana seguinte, cujo tema não me recordo, e pus-me a estudá-la buscando inspiração e tranqüilidade de pensamento. Nos trechos bíblicos estava incluído o versículo de Provérbios:

“Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento.(Provérbios 3: 5)

Essa mensagem foi direta ao coração e acalmou o pensamento. Era a resposta que eu havia procurado desesperadamente. Todo o tempo anterior eu estava fazendo o errado, tentando apoiar-me “no meu próprio entendimento”. Eu só precisava confiar em Deus, a Mente divina, mas confiar sem restrições; entregar-me inteiramente à orientação divina. Quando o peso da responsabilidade de eu ter que saber a matéria me caiu dos ombros, senti-me bem e lágrimas de gratidão ao Pai-Mãe me rolaram na face. Pela primeira vez em meses senti-me preparado para enfrentar o exame.

Fui para a prova confiante. O exame escrito foi de bom resultado. Mas faltava o exame oral diante de uma banca de professores, que seria realizado alguns dias depois. Minha preparação para esse exame restringiu-se a estudo de mensagens da Ciência do Cristianismo. Até me ocorreu, como seria curioso se numa prova de física eu falasse sobre metafísica.  Minha confiança ficou clara ao me decidir levar para a faculdade, não livros de física, mas um Arauto da Ciência Cristã, (na época a edição era trilingüe Espanhol-Português-Italiano). Havia poucos alunos para a prova, e eu fiquei por último por causa da ordem alfabética. Quando me dirigi à mesa, elevei em mão o Arauto, sem nenhuma intenção, e o pus sobre a mesa do professor “filósofo”. Ele se mostrou curioso pela publicação de capa verde e perguntou a respeito dela. Quando viu o nome Ciência Cristã, comentou que uma prima dele havia freqüentado nossa igreja e que ele mesmo conhecera A Igreja Mãe, em Boston, numa de suas visitas. A propósito da oportunidade perguntou-me sobre alguns pontos de nossa doutrina. Discorri então sobre metafísica, num exame de física. Aquele pensamento do dia anterior, fora um anjo que me anunciou o que haveria de ocorrer. Quando o professor se deu por satisfeito, mandou-me ao próximo examinador, com quem tive um bom desempenho. E assim obtive notas mais do que necessárias para passar de ano.

Com tantas demonstrações da presteza do auxílio do Amor divino só posso ser grato a Mary Baker Eddy, por ter trazido à luz e doado à humanidade esse maravilhoso ensinamento de um Cristianismo prático e demonstrável.


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terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Direitos e deveres

A questão dos direitos humanos é discutida em todas as camadas sociais. Emprega-se muita energia em movimentos e aglomerações, em debates e acusações. Ouve-se muitas críticas, às vezes candentes outras vezes redundantes. Prestando-se atenção a qualquer discurso em favor dos direitos humanos, dificilmente se ouvirá referência aos deveres correspondentes. Por que essa ausência, se direitos estão intimamente ligados e dependentes de deveres? O dito popular é verdadeiro: “Quem quer o bônus, tem o ônus”. Qualquer pessoa que queira ser coerente no seu discurso sobre direitos humanos precisará incluir no quadro os deveres humanos.
Assim como não há direitos sem deveres, a recíproca também é verdadeira, não há deveres sem os respectivos direitos deles decorrentes. Quem cumpre seus deveres sociais e pessoais tem direito a reivindicar os benefícios de seu compromisso. A situação ruim na sociedade é quando se fazem reivindicações de direitos sem ter cumprido deveres respectivos. Esse mal não é exclusivo de um país. O que se vê na Europa com a invasão de exilados do oriente médio, é que essas pessoas conhecem suas necessidades que são prementes, mas não raro, pensam que têm direito de reclamar sustento, para quem elas não exerceram o cumprimento de deveres. É um problema social e político mesmo para países desenvolvidos economicamente.
O que ninguém pode esquecer é que o direito de alguém esbarra no direito de outrem. Se caminhoneiros fecham estradas, ou grupos sociais fecham ruas movimentadas na cidade, estão exercendo a liberdade que a autoridade lhes dá para manifestar-se. Mas e o direito de ir e vir dos demais cidadãos, que em geral nada têm a ver com o pleito dos manifestantes? Se eu falo de meus direitos, tenho que saber dos meus deveres, e se falo dos deveres de outros tenho que saber que eles também têm direitos.
A busca do equilíbrio entre essas duas faces do dilema daria ao cidadão equilíbrio emocional, o que, uma vez generalizado, geraria uma sociedade mais equânime e menos beligerante. Cidadãos de todos os níveis econômicos, empregados e empregadores, dirigentes e subordinados, alunos e professores, e assim por diante, buscando o equilíbrio próprio criaria uma sociedade mais justa, interessada em vir ao encontro dos necessitados e estes se empenhando em cooperar dentro de suas possibilidades. Assim veríamos deveres cumpridos e direitos observados.

Precisaríamos de um mundo melhor?!

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Amar de verdade!

Faça dessa regra uma norma de vida!

Quando amamos alguém, este sentimento vem associado a alegria. Gostamos de estar com essa pessoa, nos sentimos felizes com sua presença. Vê-se que amor verdadeiro e alegria são amigos que andam de mãos dadas. Essa interação é intrínseca a esses sentimentos e ocorre de modo fácil e expontâneo. É assim que nos relacionamos com nossos familiares e amigos, colegas e companheiros. Mas tente alguém cumprir a ordem de Jesus:

 “Amai os vossos inimigos. Pois se amardes aos que vos amam, que recompensa tendes?” (Mateus 5: 44, 46).

“Essa não dá para engolir!”, diriam alguns. Mas nosso treinamento em demonstrar o caráter cristão, nos induz a tentar cumprir a ordem do Mestre. Insistir na demonstração cristã é um dos ensinamentos. O que poderia ajudar a cumprir o mandado é um esclarecimento a respeito de quem sejam nossos inimigos. Se pudermos fazer uma distinção entre a pessoa, o ser humano, e as atitudes desse ser, poderá ser mais fácil aplicar a regra do amor aos inimigos. O ser humano é o objeto de nossa afeição, nosso amor; suas atitudes talvez sejam reprováveis; essas não precisamos amar. Nosso amor à pessoa nos capacitará a ajudar a pessoa a desfazer-se ou corrigir as atitudes indesejáveis. Nosso motivo de assim agir é um sentimento de amor.

Nossos inimigos, nem sempre o são; não raro é nosso conceito a respeito deles que nos faz inimigos. Por exemplo, relações familiares estremecidas por erros morais, às vezes antigos, são capazes de impedir uma aproximação de duas pessoas que deveriam no mundo serem próximas e amigas, ambas merecendo o amor e consideração e perdão mútuos. E quando o amor vinga e vence os empecilhos, vê-se a alegria e felicidade tomarem conta dos sentimentos humanos. Onde ficaram os inimigos? Em verdade, eles não existiram; eram apenas os pensamentos deturpados das pessoas envolvidas que as faziam visualizar os outros como inimigos. É como olhar através de uma vidraça suja, e imaginar que as pessoas que vemos do outro lado sejam sujas.

Se alguém pratica algo mau ou fora da lei, fá-lo com medo de ser apanhado, e com isso se esconde de sua própria consciência. Quando nós odiamos um malfeitor, atraímos a tristeza para nossa alma. Por isso o Mestre Cristão disse para amarmos os nossos inimigos, para não cairmos na condição de albergar a tristeza, que é inimiga da alegria.

Quando o sentimento de amor no coração é genuíno, ele sempre vem acompanhado de alegria. Podemos levar essa norma de vida para nossas atividades, afazeres, diversões, trabalho, escola, trânsito, viagens. Se você ama seu trabalho, faça-o com alegria; se você gosta de dirigir, faça-o com alegria; se você gosta de falar às pessoas, faça-o com alegria; se você ama a Deus, faça-o com alegria (redobrada); se você gosta de cumprir a lei, faça-o com alegria; se você gosta de servir, faça-o com alegria. Há tantos exemplos a serem citados.

 Nossa índole e nosso caráter deveriam incorporar o amor e a alegria qual semente lançada em solo bom, a desabrochar na vida envolvendo a todos e a tudo. Talvez nossos sentimentos irrompam irresistíveis qual uma explosão, pois são uma expressão (pressão-para-fora) do Amor divino. Uma onda de amor e alegria que parta de nossas atitudes, pensamentos, e consciência e que inclua todos é o melhor presente que podemos dar à humanidade, tão carente nestes dias por afeto e amor genuínos.

O amor verdadeiro cumpre naturalmente a lei divina exemplificada por Cristo Jesus:

Fazei aos outros  o que quereis eles vos façam (Mateus 7: 12).

A Lei Áurea do Cristianismo é um distintivo religioso que todos os Cristãos deveriam levar na lapela para ser visto por todos, qual um “pin” reluzente a chamar a atenção.
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FOCO METAFÍSICO
A demonstração de amor tem a capacidade de elevar nossa existência a alturas espirituais. Quando compreendemos que “Deus é Amor(I João 4:5), como diz a Bíblia, vemos porque expressar amor nos aproxima de Deus. O nosso Mestre Cristão alertou seus seguidores:

“Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros” (João 13: 35).

Mary Baker Eddy corrobora a importância dessa disposição individual ao afirmar:

O amor a Deus e ao homem é o verdadeiro incentivo, tanto para curar como para ensinar. O Amor inspira, ilumina, designa o caminho e nele nos guia” (CeS, p.454).

Amor com maiúscula é para designar a natureza divina. Não há sentimento mais nobre na humanidade. Envolvamos a todos nesse cobertor espiritual e não receemos as consequências. Os que estudam a Bíblia Sagrada encontram em suas páginas muitas joias de sabedoria e recomendação a respeito de como deve ser nosso amor. A epístola de Paulo aos Coríntios é o exemplo mais clássico dessas passagens bíblicas. Mas... ele não deve ser apenas lido. Ele tem de ser vivido diária e constantemente:

E eu passo a mostrar-vos ainda um caminho sobremodo excelente:” (I Coríntios 13: 1- 13)

Temos uma responsabilidade para com a humanidade: a de vivenciar no dia-a-dia os preceitos dessa carta de Paulo. Isso enriquecerá nossas vidas e a de quem compartilha nossa companhia.

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domingo, 22 de novembro de 2015

Minorias atuantes x Maioria passiva

A humanidade parece refém de grupos de gananciosos, corruptos, fanáticos, violentos; e como vítima parece não saber como agir ou reagir. Mas o que será que se passa no pensamento do indivíduo?

Manchetes e notícias da mídia dão conta do grande desassossego vigente entre  pessoas em várias partes do mundo. A humanidade parece ter-se tornado refém de grupos de minorias atuantes contra as quais não ousa levantar reação, geralmente por medo de retaliações. A grande maioria da sociedade não compactua com essas ações agressivas, mas não se sente capacitada a dar passos efetivos de combate aos malfeitores ou de defesa de seus interesses ou bens. Será solução ficar de bico calado e braços cruzados? Vários tipos de grupos podem ser identificados:

Os gananciosos agem visando a obtenção de ganhos e lucros a qualquer custo, (traficantes de drogas, grandes grupos financeiros, empresas multinacionais),  mesmo a prejuízo de outros ou toda uma classe social, ou até do meio ambiente.
Os corruptos fazem parte do grupo anterior, mas levam no seu caminho (descaminho) funcionários públicos, prejudicando todo um planejamento de realizações públicas.
Fanáticos abraçam uma “causa” (religiosa, política, esportiva, regional) e por ela arriscam sua própria vida e dos outros. Colocam viseiras ao lado dos olhos e só conseguem ver numa direção.
Os Violentos são grupos de gangues para domínio local, depredadores em manifestações, desrespeitadores familiares, estupradores, criminosos em família.

Os componentes de tais grupos só se sentem fortes e inclinados a agir dentro do grupo. Quando acossados por alguma força de autoridade, tratam de fugir ou esconder-se,  pois sabem que seus atos ferem a lei, assim como ferem os cidadãos.

Diante das ações dos grupos atuantes, a maioria das pessoas comporta-se de modo pacífico (não seria passivo?) como se não fosse com ela. Quando muito fica espantada diante da violência ou audácia dos atuantes. Isso ocorre porque são pessoas de boa paz e preferem um transcurso de sua vida sem radicalismos. Imagine se a maioria pacífica (antes passiva) fosse tão atuante como os grupos da minoria? O que aconteceria? Será que a mídia daria a mesma cobertura nos noticiosos? Acho que sim, pois às vezes vemos matérias muito edificantes de ações comunitárias levadas a cabo por entidades assistenciais ou ambientais. Só não aparecem mais dessas notícias porque não ocorrem mais ações de igual impacto na comunidade.

Qual seria a melhor defesa da sociedade em geral contra as investidas dos grupos atuantes na ânsia de alcançar seus objetivos escusos? Assim como estes só conseguem atuar dentro de sua organização, também a sociedade precisa organizar-se para tentar alcançar um objetivo definido. A primeira ação será individual: vencer a passividade. O conforto do lar tende a segurar o indivíduo de tomar a iniciativa de alguma ação fora de casa. A conscientização do problema social por parte do cidadão não é suficiente; ele precisa sensibilizar-se com alguma causa. A sensibilização do indivíduo faz com que ele arregace as mangas e se ponha a trabalhar, e agir com o grupo de sua predileção;  dispõe-se a participar de alguma ação (definida pelo grupo do bem) no sentido de anular os objetivos dos grupos do mal. Quantos mais grupos do bem existirem, tanto menor o espaço de manobra dos grupos de minorias atuantes. Mas os métodos de ação têm de ser diferentes ou opostos a esses, sem violência, sem rancores, sem visar prejudicar pessoas, mas apenas defender, dentro da lei. Coragem é um requisito importante nesse ponto.

Outro tipo de ação ou atividade benevolente ou protetora seria o combate à ociosidade da juventude oferecendo atividades esportivas, ou musicais, culturais ou ambientais. Já há exemplos semelhantes sendo realizados.  A maioria do povo poderia apoiar tais iniciativas e delas participar voluntariamente, fortalecendo-as dessa maneira.

As autoridades estão se equipando com tecnologias cada vez mais avançadas que possibilitam ao cidadão aproximar-se por meio de denúncias para que as autoridades possa atuar em favor do cidadão. Valem aqui denúncias tanto de ações coletivas como individuais perpretadas por grupos ou por indivíduos.

Grupos de ajuda mútua em favor da defesa de atingidos por ataques ou calamidades é um tipo de ação muito positiva. Quanto mais a comunidade se aproximar de vítimas, menos espaço sobrará para ações vitimadoras contrárias. Quantas vezes vê-se notícias de pessoas que não querem deixar suas casas atingidas por enchente, por medo de serem roubadas de seus pertences domésticos enquanto estiverem fora .  Gatos (e gatunos) agem às escuras, para não serem vistos.

As ações ostensivas de grupos atuantes são plenamente visíveis e sensíveis. Mas não são fáceis de combater. Ao passo que as ações malévolas que partem do indivíduo são engendradas no pensamento individual e por isso podem ser combatidas uma a uma. Se uma ação vil for combatida na sua origem ela não prejudicará ninguém e não causará danos.

Pouco adianta para a solução de problemas a maioria da população ficar atordoada pelos noticiosos e ficar recolhida em suas fortalezas domésticas. Atitudes e iniciativas individuais pelos membros da maioria pacífica acabarão por gerar uma consciência comunitária apoiativa e proativa. Podemos, assim, sonhar com um mundo melhor.

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PONTO METAFÍSICO:
A defesa individual fica no campo da consciência e da religiosidade. Os cristãos se apoiarão na Bíblia, o muçulmanos e os israelitas também têm seu livro sagrado básico. O recurso ao valor espiritual da fé cristã enseja ao crente um recolhimento espiritual e psicológico capaz de lhe propiciar segurança em casa ou fora de casa. Os ensinamentos bíblicos mostram a realidade das promessas emitidas pelo Criador. Quando o Salmo 91 diz:
 “A pessoa que procura segurança no Deus Altíssimo e se abriga na sombra protetora do Todo-poderoso pode dizer a ele: ‘Ó Senhor Deus, tu és o meu defensor e o meu protetor. Tu és o meu Deus; eu confio em Ti’ (NTLH, Salmo 91: 1, 2),

podemos acreditar na veracidade da afirmação. Ou quando o mesmo Salmo promete:

“Deus mandará que os anjos dele cuidem de você para protegê-lo aonde quer que você for” (idem 91: 11),


 podemos confiar no Todo-poderoso. Quando nos recolhemos ao esconderijo do Altíssimo estamos escondidos das agressões do mal. Não seremos visíveis. A fé absoluta, a certeza de que Deus nos protege com Seu Amor se evidencia na percepção de segurança para nós e nossos familiares. Permitam-me repetir: fé absoluta e certeza sem vacilação. Quem assim agir verá!

                                                             ...oo0oo...