sábado, 5 de março de 2016

Progresso espiritual

O progresso não é só desejável, ele é conquistável

O conceito de progresso subentende estar em movimento, ir em frente. É o oposto de estagnação, aguardar, ou retrocesso, ir para trás. Num estratagema militar qualquer movimento é válido, cfe as circunstâncias.

Os 3 movimentos podem fazer parte da vida de qualquer pessoa, ou empresa, ou Município, Estado ou País. Logicamente o progresso é o mais desejado; os outros têm de ser ou tolerados ou superados. Na vida das pessoas a postura moral pode assumir condições desses três estágios de progresso.

Até na natureza observamos fenômenos de progresso, com o qual contamos para harmonia de nossas vidas. Dou como exemplo, o nascer do sol, diariamente. À medida que vemos seu progresso nos céus, nos regozijamos com a normalidade do dia. Outros exemplos de progresso na natureza é o fenômeno do crescimento que vemos na flora e na fauna, e com o qual contamos para nosso sustento e suprimento, além de nossa atividade comercial e industrial.

A presença de progresso na vida de uma família, dá-lhe a sensação de estabilidade, bem-estar, possibilidade de realização de planos ou sonhos, tranquilidade, e até felicidade. Não importa o ponto de partida, movendo-se à frente para melhores condições o progresso está presente. Estou lembrando de alguém que tendo frequentado grupo de AA agora consegue resistir à vontade de tomar bebida alcoólica. A mesma sensação de realização sente quem saiu de uma clínica de reabilitação social por causa de drogadição. E o que dizer da pessoa que sente sua saúde melhorar de um mal demorado? São exemplos de progresso na vida humana. Bem-aventuradas são as pessoas que se dedicam a ajudar pessoas que desejam progredir, seja na recuperação como na progressão. São fomentadoras de felicidade na sociedade.

No que tange a vida individual das pessoas, cada um precisa aprender a identificar os parâmetros que fomentem ou o progresso, ou o retrocesso, ou a estagnação.

Parâmetros positivos: Iniciativa, coleguismo, afinco, estudo, preparação, dedicação, solidariedade, honestidade, ética, sinceridade, amor fraternal, castidade, despontar de novas ideias.
Parâmetros negativos: preguiça, desânimo, falta de planejamento individual, negativismo, despreparo, ódio, hábito de postergar, medo, mentira, ódio, ciúme, cobiça.

As melhorias na condição humana da vida das pessoas são influenciadas pela presença desses e outros parâmetros na vida de cada um.

E quanto ao progresso espiritual? Como o medimos? Não o medimos, nós o sentimos; no fundo da alma. Ansiamos por ele? Sim! Podemos atingi-lo?  Sim! Vale a pena busca-lo? Com certeza! Mas como?

Por exemplo: percebemos que estamos progredindo espiritualmente quando notamos que estamos mais amigáveis com as pessoas, mais interessados no bem-estar delas; quando nos alegramos com o progresso de outros; quando percebemos que podemos amar ao próximo como a nós mesmos, e de fazer aos outros o que queremos que façam a nós: no trânsito, por exemplo, ou no escritório, na família, na escola, no trabalho, no esporte, etc.
Outro traço de progresso espiritual pode ser visto quando a pessoa busca na fonte Divina solução para seus problemas, inclusive os de doença, de “azar”, ameaças, violência, escassez, desamor, infelicidade, relações difíceis. Essa atitude de voltar-se a Deus para solução de problemas, com base na fé de que  o Pai gosta de ajudar e que pode fazê-lo como ninguém, é a que encaminha as melhores soluções e que melhor prepara nosso caminho para o progresso. Qualquer solução de origem divina é definitiva e plenamente satisfatória, motivando nossa gratidão e reconhecimento.

Mary Baker Eddy, que restaurou a Ciência do Cristianismo para nossa época, alentava seus alunos e seguidores a fazerem seu esforço particular para progredirem espiritualmente:

“Cada dia exige de nós provas mais elevadas, em vez de declarações do poder cristão... Esse é um elemento de progresso e o progresso é a lei de Deus, lei que exige de nós apenas aquilo que com certeza podemos cumprir” (CeS,  p. 233).

O apóstolo Paulo exortou seus amigos de Éfeso a movimentarem sua fé a fim de progredirem espiritualmente. Escreveu:

“...quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo  as concupiscências  do engano, e vos revistais no espírito do vosso entendimento, e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade” (Efésios 4: 22-24).

Pode-se ver nitidamente o progresso espiritual em andamento. A versão NTLH projeta mais um pouco de luz no tema:

“...abandonem a velha natureza de vocês, que fazia com que vocês vivessem uma vida de pecados e que estava sendo destruída pelos seus desejos  enganosos. É preciso que a mente e o coração de vocês sejam completamente renovados. Vistam-se com a nova natureza criada por Deus,  que é parecida com a Sua própria natureza e que se mostra na vida verdadeira, a qual é correta e dedicada a ele.” (Efésios 4: 22-24)

Como fecho de ouro gostaria de oferecer umas palavras de Eddy:

“O propósito e o motivo de viver corretamente podem ser alcançados agora. Conquistado esse ponto, terás começado como devias. Terás começado pela tabuada da Ciência Cristã [a Ciência do Cristo], e nada, a não ser a  intenção errônea, poderá impedir teu progresso. Se trabalhares e orares com motivos puros, teu Pai abrirá o caminho” (CeS, p. 326).


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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Cuidado com o contagio ... mental

Há mais cuidados a serem atendidos além dos cuidados físicos

A onda de medo que assola o país e países no mundo tem vários nomes: “Zica, Dengue, mosquito e etc.” A mídia, cheia de cuidados com a saúde pública, divulga números, dados , tristes relatos de casos reais, detalhes de sintomas, detalhes de cuidados a tomar para corrigir os descuidos. Conquanto tais divulgações sejam sinceras nos propósitos cooperativos e sociais, elas , contudo, podem contagiar a consciência das pessoas. Fazem-no involuntariamente ao incutirem nos ouvintes cidadãos o medo ou pavor, como se fossem presas indefesas de um monstro assustador e malvado.

Mas isso não precisa ser assim. É importante que a par dos informes sejam divulgadas mensagens de encorajamento e ânimo para enfrentar e vencer o avanço da “epidemia”. As promessas de novos recursos medicinais ainda demorados não encorajam a sociedade para uma postura de enfrentamento, que muito a ajudaria a superar limitações de toda ordem. A postura psicológica da comunidade é de suma importância, pois pode coadjuvar soluções e gerar uma energia afirmativa para enfrentar o problema.

A questão do contágio tem um vetor psíquico que normalmente é desconhecido ou desprezado. A questão da propagação do mal por contágio físico é algo a ser pensado sob outra perspectiva. Cito um exemplo do livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, publicado em 1866 nos Estados Unidos. Diz a autora Mary Baker Eddy:

“Visto que é uma lei da mente mortal que certas doenças devam ser consideradas contagiosas, essa lei ganha influência por associação de ideias—despertando o medo que cria a imagem da doença e sua consequenrte manifestação no corpo.
“O seguinte incidente é um exemplo desse fato da metafísica:  fizeram crer a um homem que ele estava ocupando uma cama em que um doente de cólera havia morrido. Imediatamente lhe apareceram os sintomas dessa doença, e o homem morreu. O fato é que ele não havia contraído cólera por contato material, porque nenhum paciente de cólera havia ocupado aquela cama” (p. 154)

Se aquele homem tivesse sido instruído corretamente de que essa doença não se transmite por contato físico, ele provavelmente não teria se tornado vítima do pseudo contágio e teria resistido incólume à experiência. O conhecimento correto é uma defesa segura e garantia de imunidade em qualquer situação.

Por acaso, essa cogitação valeria em meio a essa onda crescente em que estamos envolvidos? Com certeza! Assim como é certa nossa defesa contra o mal que a tantos aflige. O medo é o grande inimigo das pessoas, que incontido e incutido assusta a tantos, grandes e pequenos, acabando por enfraquecer o sistema imunológico de pessoas. O medo guardado na consciência é o fator propagador dos males. Mesmo escondido atrás de preocupações e afazeres é fácil de perceber a presença dele. É o  puxador do cordão das conversas malsãs na sociedade.

E há ainda mais um recurso ao qual as pessoas podem recorrer sem dispender um “tostão”: a oração da fé. Todo cristão que estuda a Bíblia conhece o conselho do apóstolo Tiago:

“Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja e estes façam oração sobre ele...em nome do Senhor. E a oração da fé salvará o enfermo e o Senhor o levantará” (Tiago 5: 14, 15).

Os cristãos podem unir-se em círculos de oração para protegerem a sí e também à comunidade. A oração da fé é dirigida ao poder e presença do AMOR divino, Deus. Ela nunca nos volta vazia, mas retorna com bênçãos de bem estar, de saúde e de felicidade. Quem crer verá!
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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

A Crítica


Criticar ou censurar te fechará a porta do paraíso   
Francis Fluno, CSB    

A crítica te impedirá de ter demonstrações próprias e para outros, te bloqueará o progresso; deterá teu progresso; te levará a problemas; te encaminhará para a discórdia, a todo tipo de mal, inimizades, ódio e inveja. Enquanto esse espírito de crítica permanecer em teu pensamento sem que o desalojes, não poderás encontrar teu caminho na verdade, pois estás buscando erros constantemente, estás agindo em planos materiais e mortais.

Vais criticar a todos e tudo, vais censurar as pessoas de toda forma possível. O modo de vestir, o modo caminhar, de falar, a forma como leem, como cantam, tudo o que os demais fazem, como pronunciam e articulam suas palavras. Vais criticá-las de todo modo possível e vais te concentrar nisso.

Se o espírito de crítica estiver em teu coração, irá crescer. O que quero dizer é que se ele está ali e não te desfazes dele depois de tê-lo detectado, ele naturalmente ficará ali e continuará crescendo. Então, com o tempo quererás saber por que não consegues ter demonstrações; quererás saber por que não conheces e demonstras a Verdade, e todo o bem que gostarias. É porque tomaste o costume de criticar as pessoas; censuras o que fazem e o que dizem; não estás buscando a verdade no que é feito, mas estudando erros. Erros é o que estás buscando e é só nisso que pensas.

Criticar é umas das piores coisas a que podes te dedicar numa comunidade; é uma das piores coisas a que podes te dedicar numa igreja, é uma das piores coisas em que ocupar teu pensamento. É uma das chaves para a perdição porque conduz a ela. Te leva a aborrecer-te, a ser ingrato, leva a tudo menos ao amor ao próximo e aos amigos.

Qualquer um pode criticar. Jamais vi uma pessoa, por mais débil mental que fosse, se pudesse falar, que não falasse dos erros dos outros. Jamais vi alguém tão embriagado que, ao falar, não falasse para criticar aos outros. Qualquer um pode fazê-lo e enquanto permitires que isso entre em teu pensamento e ali o deixes quieto, ele seguirá aumentando até creres que foste escolhido como crítico e que essa seja tua missão; que essa seja tua tarefa e o trabalho a fazer. CRITICAR é algo terrível. Nunca fez nenhum bem e nunca fará. Não consegue faze-lo, porque opera inteiramente no plano mortal. Quando criticas, não estás ajudando ninguém e nem estás ajudando a ti mesmo.

A crítica não pertence à Ciência Cristã, porque não tem nada de cristã e certamente nada de científica, nem um til sequer – tenho visto isto toda minha vida; desde minha mais tenra idade e sei que todos já  o vimos. É um hábito que devemos investigar em nosso interior para ver se o abrigamos ou não. Olha profundamente em teu coração para ver se o tens ou não, pois és um estudante da Ciência Cristã, és estudante da Ciência do Ser ou Ciência do Cristianismo. Se a estás estudando então irás progredir em tudo o que fazes, tudo irá bem porque essa Ciência espiritual te guia à sabedoria, te encaminha ao Amor, te leva a ser amável, a estar satisfeito. Te coloca no caminho da bondade para com todos, te leva a buscar meios de seres útil aos demais e te conduzirá a ver possibilidades e propostas abertas para ti que nunca antes havias visto, em tudo, em cada aspecto de tua vida, para fazer o melhor em tudo que empreendas, para ser um mecânico melhor, um melhor professor na escola, te converterás num pai ou mãe melhor, melhor irmão ou irmã, melhor vizinho. Serás uma pessoa melhor em todos teus assuntos.

Tudo o que tocas ficará claro ante teus olhos; pelo fato de seres um estudante do Existir, estás estudando a Ciência e os fatos do Ser, tudo fica elucidado, tudo se aclara e tudo fica fácil. Não há caminhos difíceis nem trabalho árduo quando encontras teu caminho nos fatos do Ser. Se estás estudando os grandes fatos do Ser, não irás encontrar etapas difíceis nem acharás trabalhoso te relacionares bem com os demais. Tua grande tarefa é te despojares do senso mortal e estudar a Verdade, estudar os fatos do Existir. Acaso crês que devas apegar-te com uma mão à lei mortal e sua forma de viver? Encontrarás um modo de viver mais seguro, melhor e mais fácil do que nunca se não te apegares a essa lei mortal.

Ao não te apegares a ela tu a deixas ir-se, tu a perdes e com ela perdes a preocupação de perde-la, perdes a preocupação de desperdiçar oportunidades, ou de não encontrá-las. Deixas de pensar no corpo, perdes a preocupação de que possas perder a vida ou a saúde, porque estás crescendo em fortaleza, estás expressando melhor a vida, a saúde e a liberdade. Por estares crescendo em tua qualidade de homem e mulher, empregas um melhor critério com respeito a ti mesmo, ao mundo e a tudo o que entra em contato contigo. Se és estudante da Ciência Cristã não és estudante de pessoas, não és estudante do modo como caminham na rua, dos erros que cometem, de seus defeitos, suas pequenas falhas ou seus pequenos fracassos.

        CRITICAR = INHABILIDADE DE VER A IDEIA DE DEUS
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O autor era professor de Ciência Cristã, na California, EUA.

Equilíbrio emocional

À medida que o conhecimento material diminuir e a compreensão espiritual aumentar os objetos reais serão percebidos mentalmente em vez de materialmente” (CeS, p. 96)

O “conhecimento material” e a “compreensão espiritual” são dois opostos que albergamos em nossa consciência. Constantemente fazemos cotejos desses opostos sob o balizamento de padrões definidos em nossa escala de valores. O processo em nosso pensamento aumenta ou diminui um deles, alternadamente. Quando crescemos em compreensão ou percepção espiritual, é porque o conhecimento material está sendo mantido sob controle. Lamentavelmente, o oposto também pode ocorrer.

Ele, o processo, se dá na consciência humana. Até quando ele se estende? O confronto final não tem tempo para ocorrer; segue até o conhecimento material se anular e a percepção espiritual se engrandecer e se unir à Consciência Universal. Um se anula e outro se torna infinito. E isso para o bem da humanidade.

Humanamente talvez busquemos o auxílio do livre arbítrio; mas neste caso ele não será de utilidade, pois seu emprego tende a buscar um equilíbrio, que humanamente é muito desejado, mas espiritualmente não podemos nos satisfazer com equilíbrio entre o bem e o mal em nossa consciência. Nessa o bem e o mal se combatem e mutuamente se excluem; não podem conviver em paz.  De um lado podemos anotar: crenças materiais, conhecimento material, materialismo, sugestões mentais agressivas, ódio, medo, preocupações, escassez, doenças, mortalidade. Em contraposição vemos: compreensão espiritual, percepção espiritual, conceitos divinos, Amor, Mente, atributos divinos, coragem, confiança, fé, abundância, saúde, espiritualidade, imortalidade. É muito fácil aumentar as listas de ambos os lados.    
                                          
A colocação de M. B. Eddy no resumo deste artigo, dá uma rápida pincelada do que acontece quando deixamos a compreensão espiritual predominar em nosso pensamento. Quando a percepção espiritual aumenta o conhecimento material diminui, e então a realidade das coisas nos aparece nitidamente, sendo percebida mentalmente. Em outra página Eddy esclarece:

“Quando a compreensão muda os pontos de vista sobre a vida e a inteligência, de uma base material [conhecimento material] para uma base espiritual, alcançamos a realidade da Vida, o controle da Alma sobre os sentidos, e percebemos o Cristianismo...em seu Princípio divino” (CS, p. 322).

O balanceamento entre os dois lados começa no pensamento dos indivíduos e se estende depois à comunidade e humanidade. Mas onde reina o egotismo e materialismo (a mundanalidade) o equilíbrio de forças não aparece com muita nitidez. Por isso Eddy diz:

“Este mundo material está se tornando  uma arena de forças em conflito. De um lado haverá desarmonia e consternação; do outro lado haverá Ciência e paz. A desagregação das crenças materiais pode parecer fome e peste... Essas perturbações continuarão até o fim do erro...” (CeS, p. 96).

A questão do cotejamento entre o bem e o mal, não é privilégio da presente geração. O apóstolo Paulo já chamava a atenção de seus leitores romanos:

“Por que os que se inclinam para a carne [conhecimento material] cogitam das coisas da carne; mas os que se inclinam para o Espírito [percepção espiritual] das coisas do Espírito” (Romanos 8: 5).

O próprio apóstolo mostra os resultados das duas opções:

“O pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito para a vida e paz” (Idem 8: 6).

Temos o livre arbítrio para escolher, mas tenhamos em mente o que nos espera num futuro que pode não ser remoto. E se não gostarmos do que se tornou nossa vida humana e nossos afazeres, não culpemos a ninguém, nem ao Pai-Mãe. Aconselhamento temos às pampas (em abundância), e dou um exemplo:

“A mente humana age mais poderosamente para corrigir as desarmonias da matéria e os males da carne, na proporção em que põe menos peso no prato material ou carnal da balança e mais peso no prato espiritual” (CeS, p. 155)

A comparação do processo de escolha do que vamos aceitar como realidade, seja com uma gangorra ou com uma balança, tem o foco principal na importância que a pessoa dedique a um ou outro aspecto. É importante saber que essas opções determinarão a harmonia e ou não da experiência das pessoas (cada um com sua). É também importante que as decisões individuais tenham um equilíbrio interno entre a razão e a emoção, entre a mente e a alma, entre a cabeça e o coração. Tem de haver unidade emocional individual. 

      Essas duas aptidões individuais precisam andar juntas e servirem de balizas no direcionamento de nossa mente para a Mente divina. Isso determinará a harmonia de nossa existência, e servirá de modelo para toda a humanidade, ajudando-a, assim, a superar suas deficiências e fraquezas.
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FOCO  HOLÍSTICO:
Esta crônica me faz lembrar da estória do sábio indígena falando com seu neto.  Explicava o sábio que dentro de cada um de nós existem 2 lobos em constante briga - um lobo bom (que representa todas as coisas boas), e um lobo mau (que representa todas as coisas ruins).  E o neto indagou: mas qual vai vencer? E o sábio respondeu: aquele que você alimentar.  E escolha é nossa de qual vamos alimentar, engordar e fazer vencer a briga.  Muitas vezes alimentamos os lobos sub ou inconscientemente. Portanto sempre importante rever nossos padrões mentais, crenças, tradições, emoções-base (tristeza, escassez, raiva, separação, e todos os medos).  Entendendo o “filme” ou software que esteja rodando e sendo projetado na nossa consciência, podemos fazer escolhas conscientes e alinhadas com a vontade divina. William Trentini.

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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Beleza & Alegria

Vemos a beleza das coisas ao redor quando estamos alegres.

Alguém que tenha a consciência perturbada por causa da tristeza ou da preocupação ou do medo e mesmo do ódio não vê a beleza das coisas ao seu redor. Nós ditamos a natureza do que vemos, com nosso pensamento. Um mesmo quadro que gostamos de ver, não nos parece belo quando a tristeza ou a preocupação dominam em nosso coração. Se esses sentimentos forem de caráter temporário, eles se desfarão com o tempo, e a visão das coisas belas voltará. Pior para alguém é ter essas nuvens negras pesando na consciência, seja na sub ou inconsciência, pois terá mais trabalho para desfazer-se desses empecilhos. Mas é bom saber que é possível.

 Uma alma alegre vê a beleza se expressando até nos detalhes mais insignificantes de uma flor, de um inseto, de um gesto amigo. Nós vemos as coisas com nosso pensamento, quero dizer vemos com o acompanhamento de nosso pensamento. Algo que em nosso pensamento dizemos ser feio, assim o veremos; e vice-versa.

         “O homem vê o que crê, tão certamente como crê o que vê” (CeS, p...),

diz Mary Baker Eddy. Isso é igualmente verdade quando vemos gestos ou atitudes de pessoas. Nossos conceitos de bom e belo nos farão gostar ou detestar do que as pessoas diante de nós façam. Tudo aquilo que fere ou ataca nossos padrões básicos de beleza ou de ordem, nos desagrada; vêmo-lo até à distância e não gostamos.

O outro lado da moeda também é importante. As coisas belas que vemos ao nosso redor cooperam para nos dar alegria. E quando há todo um conjunto de coisas belas chamando nossa atenção, irrompe uma grande felicidade dentro de nós. Quando a radiância da Alma—a beleza da natureza—e a alegria de nossa alma se unem há uma conjugação de sentimentos que eleva nosso eu a alturas espirituais. Acho que é o que sentimos no paraíso.

O que a natureza nos oferece podemos chamar de beleza perene; a beleza que produzimos humanamente podemos chamar de beleza fugaz porque os elementos que a  constituem se mudarão com o tempo. Gosto do que disse Eddy:

“A beleza faz parte da vida, habita para sempre na Mente eterna e reflete os encantos do bem divino em expressão, forma, contorno e cor. É o Amor que pinta as pétalas com miríades de matizes, cintila no cálido raio de sol, traça na nuvem o arco de beleza, adorna a noite com joias estelares e cobre de encanto a terra” (CeS, p. 247).

Poderíamos resumir a ação divina com a frase:

“O Amor, perfumado pelo desprendimento do ego, inunda tudo de beleza e de luz” (CeS, p. 516).

Que alegria para nossa alma, sentir e saber de toda essa presença benévola!

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domingo, 10 de janeiro de 2016

Uma fresta deixa ver uma paisagem

Fresta em nosso pensamento conturbado, também deixa passar luz

Para quem gosta de apreciar as belezas dos céus, não raro se depara com situações inspiradoras. Aconteceu comigo recentemente. De manhã cedo, olhei o céu que estava encoberto de nuvens que prometiam chuvas iminentes. Em meio a esse lençol de nuvens havia para o lado leste uma fresta que permitia a entrada de uma réstia de luz do sol no cenário do dia. Lembrei-me de um dito popular pertinente: “uma fresta deixa ver uma paisagem”.

Não foi difícil transpor a cena para uma situação psicológica. Nosso pensamento se parece muitas vezes como um colchão de nuvens a obliterar a visão direta da luz. Basta uma fresta nesse ambiente enuviado para que a luz da Verdade da presença do bem nos ilumine o ambiente mental. Essa luz inspira e ilumina todo nosso ser e penetra nosso ser de várias maneiras. Às vezes basta um “cicio tranquilo e suave”, como foi o caso de Elias (ver 1 Reis 19), que se sentia derrubado e perseguido pela rainha de Israel. Estava tão acabrunhado que pediu para si a morte—sentia-se no fundo do poço. As nuvens do remorso pesavam na consciência dele.

Obedecendo à ordem divina, postou-se à entrada da caverna que lhe servia de abrigo. Viu passarem “forças” da natureza (vento, fogo, terremoto), mas percebeu quer o Senhor não estava nessas manifestações de pseudo poder. Até que ouviu

“um cicio tranquilo e suave” (I Reis. 19: 12).

Isso lhe abriu o pensamento para a percepção de que nunca estivera fora da presença de Deus. Essa pequena brecha ou fresta em meio à escuridão do medo, remorso, incertezas lhe conferiu o retorno à sua condição de profeta do Senhor, capaz de proezas extraordinárias diante do povo. 

PONTO METAFISICO:
A analogia de uma fresta nas nuvens é um artifício de argumentação, pois, na verdade, a luz do sol nos alcança mesmo estando o céu encoberto. Se assim não fosse, não teríamos o dia que é símbolo da luz infinita sempre presente. Assim também numa consciência humana ainda que obscurecida aparentemente, tem a luz da Verdade e da Vida infinitas transparecendo em algum gesto, alguma palavra que denote a claridade no pensamento. Mary Baker Eddy tem uma colocação interessante:

“Envoltos nas brumas do erro (o erro de se crer que a matéria possa ser inteligente parta o bem ou para o mal), só podemos captar claros vislumbres de Deus [a verdade de nosso ser] quando a neblina [mental] se dissipa, ou se torna tão tênue que percebemos a imagem divina em alguma palavra ou ato que indica a verdadeira ideia—a supremacia e a realidade do bem, a nulidade e a irrealidade do mal” (CeS, p. 205).

Cada um pode esforçar-se por manter sua consciência limpa de materialidade para ser transparente ou translúcida às verdades do ser criado por Deus. Assim a Verdade pode entrar e purificar e iluminar o ambiente mental do homem, o que terá um resultado de harmonização da experiência/vivência do mesmo; de superação de limitações; de realização satisfatória na profissão; de êxito em empreendimentos meritórios; de relacionamento harmonioso na família e na sociedade; de cidadania exemplar entre seus pares.

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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

A pureza de Madalena

Sentimentos de inveja ou falsamente científicos tentam empanar o brilho da vida de Jesus Cristo

Muitas teorias imaginativas (mas perversas) tratam de denegrir e diminuir a glória da sagrada missão religiosa de Cristo Jesus. Há os que chegam a dizer que Maria Madalena fosse amante do Mestre; que ele tinha um caso com o discípulo amado, João; que seria impossível que um homem vigoroso como Jesus não tivesse momentos de prazer sexual. Me sinto triste só de escrever essas coisas. Apenas mentes poluídas pelo pecado são capazes de pensar em amor como mera relação sexual.

Se os cristãos fossem radicais como em outras religiões quando um escritor menciona  coisas incorretas sobre seu líder religioso, os autores de tais teorias teriam de viver escondidos, pois absurdo maior não se pode dizer de nosso Mestre.

Jesus esteve sempre cônscio de sua missão junto ao povo israelense e ao mundo de levar e demonstrar aos homens os fatos do Espírito: a imortalidade do homem; o alcance infinito do pensamento do homem espiritual; a perfeição sempre-presente; a demonstração prática de um cristianismo científico; a mansidão inata do filho de Deus. Mas as tentativas do mal de subjugar a influência que Jesus Cristo representava não são de hoje. Mary Baker Eddy destaca:
“Herodes e Pilatos puseram de lado suas velhas rixas a fim de, unidos, ultrajarem e matarem o melhor homem que jamais pisou na terra”(CeS, p. 52).

O sentimento básico de doutrina de Jesus era o Amor: amor espiritual a Deus e ao próximo. Esse sentimento é o que deveria identificar seus seguidores:

“Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos; se tiverdes amor uns aos outros” (João 13: 35)

O Mestre realizou muitas curas espirituais de vários tipos de males, quase todos de cunho terminal. O que os críticos e malversadores da vida e missão do Mestre ignoram é que para realizar curas espirituais (como as que o Mestre realizou) alguém precisa exercitar espiritualidade no mais alto e depurado grau. Qualquer pessoa envolvida em transas interpessoais de cunho imoral, não consegue realizar curas nem demonstrar o poder que Cristo Jesus demonstrou. Não basta ter fé, tem de haver santidade de alma e coração. Alguém de coração impuro, pecador, desonesto, afeito à materialidade, não serve como elemento transparente ao poder divino, não pode ser dotado de poder espiritual. Mary Baker Eddy diz:

“Deus cura os doentes por intermédio do homem, sempre que o homem é governado por Deus” (CeS, p.495)

A causa mais provável de qualquer problema de saúde no meio humano tem no medo, no pecado ou na ignorância sua principal causa. A pessoa que se apresente como sanador espiritual tem de estar livre dessas características, caso contrário fomentará em vez de desfazer os males do gênero humano.

Dos contemporâneos do Mestre Cristo Jesus, a figura de Maria Madalena é a que tem suscitado mais insinuações de pessoas com a mente poluída e maledicente. Maria Madalena andou próxima ao Mestre por causa de sua proximidade psicológica. Diz a Bíblia que o Senhor expulsara 7 demônios dela. O número 7 na literatura hebraica tem a conotação de total. Então, Jesus expulsara todos os demônios de que era possuída; ela teve purificação total. Em que momento se deu tal transformação? Foi quando ela se aproximou do Mestre na casa do fariseu Simão durante um ágape especial. Ela adentrou o ambiente que lhe era proibido socialmente. Venceu a barreiras que lhe eram impostas humanamente. Aproximou-se dos pés de Jesus e lavou-os com suas lágrimas, ungiu-os com bálsamo caríssimo. Uma demonstração pública de que estava arrependida de sua vida, e que via no ensinamento do Mestre a melhor opção de regeneração. Ninguém mais, além de Jesus Cristo, percebeu essa regeneração íntima, humilde e absoluta dessa mulher da pior classe social da época: a prostituição.

Esse estado de coração e alma purificados possibilitou a que Maria fosse a primeira pessoa a ver o Mestre ressuscitado. Logicamente ocupou lugar de destaque entre os discípulos, pois ela havia demonstrado o crescimento espiritual apregoado pelo Mestre.

A outra mentira que se propaga, de que o apóstolo João fosse amigo de intimidades com o Mestre, não só carece de credibilidade, como merece, pelo contrário, nossa descrença e repúdio. João foi chamado de discípulo amado, porque se destacou entre seus pares no quesito AMOR tão apregoado e exigido pelo Mestre. No Evangelho que tem seu nome, o amor puro e incondicional é destacado como em nenhum outro, como a característica dos seguidores cristãos. João acompanhou o apóstolo Pedro em muitas das peregrinações e pregações, realizando junto com eles demonstrações de curas entre o povo. Como eu já disse antes, sem uma condição moral absolutamente limpa e pura, ninguém pode realizar curas espirituais.


Espero que este artigo tenha ajudado a quem tinha dúvidas sobre a impecável vida de nosso Mestre, Jesus Cristo, a desvencilhar-se dessas dúvidas, verdadeiros andrajos psicológicos que só perturbam a comunidade cristã no seu afã de seguir o ensinamento do “melhor homem que já palmilhou a Terra”.
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