segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Equilíbrio emocional

À medida que o conhecimento material diminuir e a compreensão espiritual aumentar os objetos reais serão percebidos mentalmente em vez de materialmente” (CeS, p. 96)

O “conhecimento material” e a “compreensão espiritual” são dois opostos que albergamos em nossa consciência. Constantemente fazemos cotejos desses opostos sob o balizamento de padrões definidos em nossa escala de valores. O processo em nosso pensamento aumenta ou diminui um deles, alternadamente. Quando crescemos em compreensão ou percepção espiritual, é porque o conhecimento material está sendo mantido sob controle. Lamentavelmente, o oposto também pode ocorrer.

Ele, o processo, se dá na consciência humana. Até quando ele se estende? O confronto final não tem tempo para ocorrer; segue até o conhecimento material se anular e a percepção espiritual se engrandecer e se unir à Consciência Universal. Um se anula e outro se torna infinito. E isso para o bem da humanidade.

Humanamente talvez busquemos o auxílio do livre arbítrio; mas neste caso ele não será de utilidade, pois seu emprego tende a buscar um equilíbrio, que humanamente é muito desejado, mas espiritualmente não podemos nos satisfazer com equilíbrio entre o bem e o mal em nossa consciência. Nessa o bem e o mal se combatem e mutuamente se excluem; não podem conviver em paz.  De um lado podemos anotar: crenças materiais, conhecimento material, materialismo, sugestões mentais agressivas, ódio, medo, preocupações, escassez, doenças, mortalidade. Em contraposição vemos: compreensão espiritual, percepção espiritual, conceitos divinos, Amor, Mente, atributos divinos, coragem, confiança, fé, abundância, saúde, espiritualidade, imortalidade. É muito fácil aumentar as listas de ambos os lados.    
                                          
A colocação de M. B. Eddy no resumo deste artigo, dá uma rápida pincelada do que acontece quando deixamos a compreensão espiritual predominar em nosso pensamento. Quando a percepção espiritual aumenta o conhecimento material diminui, e então a realidade das coisas nos aparece nitidamente, sendo percebida mentalmente. Em outra página Eddy esclarece:

“Quando a compreensão muda os pontos de vista sobre a vida e a inteligência, de uma base material [conhecimento material] para uma base espiritual, alcançamos a realidade da Vida, o controle da Alma sobre os sentidos, e percebemos o Cristianismo...em seu Princípio divino” (CS, p. 322).

O balanceamento entre os dois lados começa no pensamento dos indivíduos e se estende depois à comunidade e humanidade. Mas onde reina o egotismo e materialismo (a mundanalidade) o equilíbrio de forças não aparece com muita nitidez. Por isso Eddy diz:

“Este mundo material está se tornando  uma arena de forças em conflito. De um lado haverá desarmonia e consternação; do outro lado haverá Ciência e paz. A desagregação das crenças materiais pode parecer fome e peste... Essas perturbações continuarão até o fim do erro...” (CeS, p. 96).

A questão do cotejamento entre o bem e o mal, não é privilégio da presente geração. O apóstolo Paulo já chamava a atenção de seus leitores romanos:

“Por que os que se inclinam para a carne [conhecimento material] cogitam das coisas da carne; mas os que se inclinam para o Espírito [percepção espiritual] das coisas do Espírito” (Romanos 8: 5).

O próprio apóstolo mostra os resultados das duas opções:

“O pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito para a vida e paz” (Idem 8: 6).

Temos o livre arbítrio para escolher, mas tenhamos em mente o que nos espera num futuro que pode não ser remoto. E se não gostarmos do que se tornou nossa vida humana e nossos afazeres, não culpemos a ninguém, nem ao Pai-Mãe. Aconselhamento temos às pampas (em abundância), e dou um exemplo:

“A mente humana age mais poderosamente para corrigir as desarmonias da matéria e os males da carne, na proporção em que põe menos peso no prato material ou carnal da balança e mais peso no prato espiritual” (CeS, p. 155)

A comparação do processo de escolha do que vamos aceitar como realidade, seja com uma gangorra ou com uma balança, tem o foco principal na importância que a pessoa dedique a um ou outro aspecto. É importante saber que essas opções determinarão a harmonia e ou não da experiência das pessoas (cada um com sua). É também importante que as decisões individuais tenham um equilíbrio interno entre a razão e a emoção, entre a mente e a alma, entre a cabeça e o coração. Tem de haver unidade emocional individual. 

      Essas duas aptidões individuais precisam andar juntas e servirem de balizas no direcionamento de nossa mente para a Mente divina. Isso determinará a harmonia de nossa existência, e servirá de modelo para toda a humanidade, ajudando-a, assim, a superar suas deficiências e fraquezas.
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FOCO  HOLÍSTICO:
Esta crônica me faz lembrar da estória do sábio indígena falando com seu neto.  Explicava o sábio que dentro de cada um de nós existem 2 lobos em constante briga - um lobo bom (que representa todas as coisas boas), e um lobo mau (que representa todas as coisas ruins).  E o neto indagou: mas qual vai vencer? E o sábio respondeu: aquele que você alimentar.  E escolha é nossa de qual vamos alimentar, engordar e fazer vencer a briga.  Muitas vezes alimentamos os lobos sub ou inconscientemente. Portanto sempre importante rever nossos padrões mentais, crenças, tradições, emoções-base (tristeza, escassez, raiva, separação, e todos os medos).  Entendendo o “filme” ou software que esteja rodando e sendo projetado na nossa consciência, podemos fazer escolhas conscientes e alinhadas com a vontade divina. William Trentini.

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