sexta-feira, 25 de março de 2016

HINO 224

Hinário da Ciência Cristã
1.      Apraz-me em Ti pensar, Senhor, / De Ti dependo eu;
Afastas todo meu temor, / Fiel amigo és.
E quando tudo mais falhar, / Só Tu me restarás;
Que satisfeito, possa eu, / Teu nome celebrar.

2.      E todo o bem que pode haver, / de Tua fonte vem.
Já tudo tenho em meu viver, / Pois Deus é eterno bem.
Mais forte seja a minha fé, / P’ra ver além do véu,
E crer então no Salvador, / No Verbo redentor.

3.      Aquele que meu céu firmou, / Sustento aqui dará;
Se Cristo tudo me legou, / Que pode me faltar?
Nas mãos de Deus me entregarei, / Por fim vou triunfar.
De hoje em diante buscarei / Louvar-te sem cessar.

     Os versos deste hino me são muito gratos pela inspiração que propiciaram  em várias ocasiões. Vou mostrar como uso a inspiração de cada frase do hino.
1)     Apraz-me em Ti pensar, Senhor”:                                                                Tenho prazer nos Teus decretos e inspirações, Meu Pai-Mãe;
De Ti dependo eu”:                                                                                          Sem a Tua ajuda ou ação sou nada; Tu me dás forças e inteligência para qualquer realização.
Afastas todo meu temor”:                                                                      Com a consciência de Teu Amor presente o medo se vai.
Fiel amigo és”:                                                                                        A Tua fidelidade e benevolência me mantém.
E quando tudo mais falhar”:                                                                Sejam ameaças ou ajudas inúteis.
Só Tu me restarás”:                                                                                             És o primeiro e último socorro; não procuro outra ajuda.
“Que satisfeito possa eu”:                                                                                           Terei total alegria em Tua ajuda.
“Teu nome celebrar”:                                                                                            Nenhum outro nome honrar.

2)     E todo bem que pode haver”:                                                                            Tu és a fonte de suprimento para minhas necessidades.
De Tua fonte vem”:                                                                                    Nenhum bem em minha vida tem outra origem.
Já tudo tenho em meu viver”:                                                                         Plena satisfação de necessidades e benevolências.
Pois Deus é o eterno bem”:                                                                                       Além de eterno é infinito, sem limites de tempo ou espaço.
Mais forte seja a minha fé”:                                                                                       Para cumprir Teu mandado.
P’ra ver além do véu”:                                                                                                    A visão material não ajuda nesse afã.
“E crer então no Salvador”:                                                                                           O Teu Cristo que me apoia sempre.
“No verbo redentor”:                                                                                                   Tua Palavra tem a solução para meus problemas humanos.

3)     Aquele que meu céu firmou”:                                                                            Tu és o que firma meus passos e vida.
Sustento aqui dará”:                                                                                       Aqui e agora tenho soluções à disposição.
Se Cristo tudo me legou”:                                                                                Tua Verdade supre todas minhas necessidades
Que pode me faltar?”:                                                                                  Nada, absolutamente nada me falta.
“Nas mãos de Deus me entregarei”:                                                                  No cuidado do Pai-Mãe posso confiar.
“Por fim vou triunfar”:                                                                                      Posso ter a certeza no final feliz.
“De hoje em diante buscarei”:                                                                         Meu objetivo de vida.
“Louvar-Te sem cessar”:                                                                                  Dar cumprimento à oração: “Santificado seja o Teu nome!”

Associando a esse texto de profundo significado espiritual e que eleva nossa alma ao paraíso a bela melodia do hino, tem-se uma joia de inspiração para mente e coração, razão e sentimento, capaz de afastar pensamentos de angustia ou temor, pressentimentos ou ressentimentos.

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terça-feira, 8 de março de 2016

O que você pede a Deus?

Para fazer um pedido a Deus tem de saber pedir

Os cristãos são ensinados a rogar ou pedir a Deus por suas necessidades. Nada mais acertado. Mas cada pedinte deveria ter bem claro os motivos para fazer o pedido, as expectativas de atendimento, a certeza do merecimento. Uma coisa que precisa estar claro também é que o Pai atende necessidades humanas, não vontades humanas.

A indagação do título desta crônica faz parte de uma família de questões de fé. Cada pergunta tem uma questão implícita que pode encaminhar devidamente nossa petição.

O que você pede a Deus? Sabe-se que alguém faz uma petição a Deus porque tem alguma necessidade, ou melhor, sente falta de algo que muito quer: bens, suprimentos, dinheiro, carros, casas, coisas medidas em quantidades; conhecimento, superar obstáculos, expressar mais qualidades boas. O que você está pedindo é algo que o Pai normalmente supre a Seus filhos? Você sente falta desse “algo”? Parece que Deus lhe esqueceu ou excluiu do rol de beneficiados? Corrigir esses pensamentos é um passo que deveria anteceder o pronunciamento da petição.

A quem você se dirige quando faz um pedido? Você tem em mente um Ser Supremo que ama Sua criação e zela por ela, ou faz o pedido a um ser antropomórfico sentado num trono no céu, de longas barbas brancas, observando os homens para ou ajudar ou castigar? Este é o Deus apresentado à humanidade há séculos e aceito como único. Se for este seu conceito a  respeito da Divindade Infinita, recomendo uma reformulação, pois tal Ser imaginado não é Deus e não pode fazer nada. Você se dirige em oração diretamente a Deus ou a algum intermediário? Veja bem a quem dirige seu pedido.

Quando você faz um pedido a Deus? De vez em quando, conforme as necessidades ou circunstâncias? Isso não é suficiente, pois dá a impressão que você só se lembra do Pai divino e Todo-poderoso quando algum problema aperta. Quando foi a ultima vez que pediu algo ao Pai?

De que modo você faz o pedido? Em sagrado recolhimento, ou abertamente para que outras pessoas saibam? Quanto mais reservado o momento da petição tanto mais próximo você se sentirá do Pai e mais certo será o atendimento. O pedido que fazemos a Deus é assunto reservado aos dois interessados – você e Deus. É um momento sagrado que não pode ser compartilhado para não ser espoliado. O modo de fazer um pedido corretamente foi ensinado pelo Mestre Cristão, Jesus Cristo:

“Quando orares, entra no teu quarto e, fecha a porta, orarás a Teu Pai que está em secreto; e Teu Pai que vê em secreto te recompensará abertamente” (Mateus 6: 6).

Não se esqueça de que Deus conhece nossos pensamentos antes mesmo que expressemos em palavras.
Você sente que merece receber o que é pedido?  A expectativa de atendimento mostra uma sintonia de alma e mente com o Doador, Deus, e demonstra afinidade e proximidade espiritual. Cito novamente o que Cristo Jesus que recomendou:
“Por isso, vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco” (Marcos 11: 24).
Quem é merecedor do atendimento se predispõe a ser grato antes mesmo de ver o resultado de sua petição.

Pedir a Deus é como pedir a um amigo?  Pode ser, se consideramos o Pai Supremo como o identificou Jesus no Pai-Nosso: “Abba-Pai”, ou seja, papai!. Pedir algo ou um favor a um amigo nos deixa na expectativa de receber o que foi pedido.

Você sente gratidão junto com a expectativa?  A sensação de alegria junto com a expectativa de uma resposta positiva do Pai-Mãe, aliada ao entendimento de que Deus já atendeu, abre o caminho para o sentimento de gratidão antecipada. O Mestre Cristão deu exemplo dessa disposição no evento da ressurreição de Lázaro:
         “Pai, graças te dou porque me ouviste” (João 11: 41).
Mary Baker Eddy também cita esse sentimento nobre:
“Somos realmente gratos pelo bem já recebido? Então... estaremos preparados para receber mais” (CeS, p. 3).
Você está pronto para uma resposta negativa? Esta é uma pergunta um tanto desafiadora; mas ela é válida nos casos em que estamos pedindo algo que não servirá para nosso adiantamento moral e espiritual. Aqui entra o fator humildade na questão do pedir a Deus. Conta-se que um garoto era conhecido por suas orações a Deus. Certa feita, no âmbito de uma exposição de animais, ele gostou especialmente de um pônei. Então, recomendaram-lhe que pedisse a Deus. O que o garoto fez. Dali a pouco foi novamente interpelado, face a não concretização do pedido. “Deus não ouviu tua oração?”.  “Ah, ouviu sim, mas Ele disse Não!” Essa disposição pura e inocente e do garoto serve de exemplo para nossa disposição ao fazer um pedido a Deus.

PONTO METAFISICO:
Pedir a Deus por causa de uma carência, tem na base um pensamento e reconhecimento dessa falta, de que carecemos de algo. Sabendo, sempre, que Deus tem o suprimento pronto, nos ajuda a afastar “ganchos” que tenderiam a trancar ou reter a solução de se manifestar visivelmente em nossa experiência. As diversas perguntas que foram formuladas acima servem para remover esses “ganchos”. A fixação do pensamento em algo que nos falte, quero dizer que  parece nos faltar, precisa ser erradicada para vermos o caminho livre até a consecução do pedido.

Jesus Cristo tinha um pensamento livre de limitações sugeridas pelo senso material. Seu “segredo” ele revelou no Sermão da Montanha:

“Deus, vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade, antes que lho peçais” (Mateus 6: 8).

Uma dúvida atroz talvez assalte o pensamento humano desavisado: “Se Deus sabe o que preciso, porque Ele me deixa passar necessidade ou me deixa sofrendo?” A quem faça tal indagação está na hora de saber que a visão de carência humana é pura ilusão mental, qualquer que seja sua natureza ou forma visível. Por isso é que Jesus ressaltou a seus seguidores, como foi indicado acima: crede que já recebestes, é o  mesmo que dizer: saibam que nada lhes falta!

O ímpeto/impulso de nos dirigirmos a Deus por algo que desejamos ou queiramos é sinal de fé cristã que encontra no Salmo da Proteção uma forte ajuda, e que promete ajuda a qualquer tipo de petição:

“Eu salvarei aqueles que me amam e protegerei os que reconhecem que eu sou Deus, o Senhor. Quando eles me chamarem, eu responderei e estarei com eles nas horas de aflição. Eu os livrarei e farei com que sejam respeitados. Como recompensa, eu lhes darei vida longa e mostrarei que sou o seu Salvador” (Salmo 91: 14-16, NTLH)

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sábado, 5 de março de 2016

Progresso espiritual

O progresso não é só desejável, ele é conquistável

O conceito de progresso subentende estar em movimento, ir em frente. É o oposto de estagnação, aguardar, ou retrocesso, ir para trás. Num estratagema militar qualquer movimento é válido, cfe as circunstâncias.

Os 3 movimentos podem fazer parte da vida de qualquer pessoa, ou empresa, ou Município, Estado ou País. Logicamente o progresso é o mais desejado; os outros têm de ser ou tolerados ou superados. Na vida das pessoas a postura moral pode assumir condições desses três estágios de progresso.

Até na natureza observamos fenômenos de progresso, com o qual contamos para harmonia de nossas vidas. Dou como exemplo, o nascer do sol, diariamente. À medida que vemos seu progresso nos céus, nos regozijamos com a normalidade do dia. Outros exemplos de progresso na natureza é o fenômeno do crescimento que vemos na flora e na fauna, e com o qual contamos para nosso sustento e suprimento, além de nossa atividade comercial e industrial.

A presença de progresso na vida de uma família, dá-lhe a sensação de estabilidade, bem-estar, possibilidade de realização de planos ou sonhos, tranquilidade, e até felicidade. Não importa o ponto de partida, movendo-se à frente para melhores condições o progresso está presente. Estou lembrando de alguém que tendo frequentado grupo de AA agora consegue resistir à vontade de tomar bebida alcoólica. A mesma sensação de realização sente quem saiu de uma clínica de reabilitação social por causa de drogadição. E o que dizer da pessoa que sente sua saúde melhorar de um mal demorado? São exemplos de progresso na vida humana. Bem-aventuradas são as pessoas que se dedicam a ajudar pessoas que desejam progredir, seja na recuperação como na progressão. São fomentadoras de felicidade na sociedade.

No que tange a vida individual das pessoas, cada um precisa aprender a identificar os parâmetros que fomentem ou o progresso, ou o retrocesso, ou a estagnação.

Parâmetros positivos: Iniciativa, coleguismo, afinco, estudo, preparação, dedicação, solidariedade, honestidade, ética, sinceridade, amor fraternal, castidade, despontar de novas ideias.
Parâmetros negativos: preguiça, desânimo, falta de planejamento individual, negativismo, despreparo, ódio, hábito de postergar, medo, mentira, ódio, ciúme, cobiça.

As melhorias na condição humana da vida das pessoas são influenciadas pela presença desses e outros parâmetros na vida de cada um.

E quanto ao progresso espiritual? Como o medimos? Não o medimos, nós o sentimos; no fundo da alma. Ansiamos por ele? Sim! Podemos atingi-lo?  Sim! Vale a pena busca-lo? Com certeza! Mas como?

Por exemplo: percebemos que estamos progredindo espiritualmente quando notamos que estamos mais amigáveis com as pessoas, mais interessados no bem-estar delas; quando nos alegramos com o progresso de outros; quando percebemos que podemos amar ao próximo como a nós mesmos, e de fazer aos outros o que queremos que façam a nós: no trânsito, por exemplo, ou no escritório, na família, na escola, no trabalho, no esporte, etc.
Outro traço de progresso espiritual pode ser visto quando a pessoa busca na fonte Divina solução para seus problemas, inclusive os de doença, de “azar”, ameaças, violência, escassez, desamor, infelicidade, relações difíceis. Essa atitude de voltar-se a Deus para solução de problemas, com base na fé de que  o Pai gosta de ajudar e que pode fazê-lo como ninguém, é a que encaminha as melhores soluções e que melhor prepara nosso caminho para o progresso. Qualquer solução de origem divina é definitiva e plenamente satisfatória, motivando nossa gratidão e reconhecimento.

Mary Baker Eddy, que restaurou a Ciência do Cristianismo para nossa época, alentava seus alunos e seguidores a fazerem seu esforço particular para progredirem espiritualmente:

“Cada dia exige de nós provas mais elevadas, em vez de declarações do poder cristão... Esse é um elemento de progresso e o progresso é a lei de Deus, lei que exige de nós apenas aquilo que com certeza podemos cumprir(CeS,  p. 233).

O apóstolo Paulo exortou seus amigos de Éfeso a movimentarem sua fé a fim de progredirem espiritualmente. Escreveu:

“...quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo  as concupiscências  do engano, e vos revistais no espírito do vosso entendimento, e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade” (Efésios 4: 22-24).

Pode-se ver nitidamente o progresso espiritual em andamento. A versão NTLH projeta mais um pouco de luz no tema:

“...abandonem a velha natureza de vocês, que fazia com que vocês vivessem uma vida de pecados e que estava sendo destruída pelos seus desejos  enganosos. É preciso que a mente e o coração de vocês sejam completamente renovados. Vistam-se com a nova natureza criada por Deus,  que é parecida com a Sua própria natureza e que se mostra na vida verdadeira, a qual é correta e dedicada a ele.” (Efésios 4: 22-24)

Como fecho de ouro gostaria de oferecer umas palavras de Eddy:

“O propósito e o motivo de viver corretamente podem ser alcançados agora. Conquistado esse ponto, terás começado como devias. Terás começado pela tabuada da Ciência Cristã [a Ciência do Cristo], e nada, a não ser a  intenção errônea, poderá impedir teu progresso. Se trabalhares e orares com motivos puros, teu Pai abrirá o caminho” (CeS, p. 326).


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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Cuidado com o contagio ... mental

Há mais cuidados a serem atendidos além dos cuidados físicos

A onda de medo que assola o país e países no mundo tem vários nomes: “Zica, Dengue, mosquito e etc.” A mídia, cheia de cuidados com a saúde pública, divulga números, dados , tristes relatos de casos reais, detalhes de sintomas, detalhes de cuidados a tomar para corrigir os descuidos. Conquanto tais divulgações sejam sinceras nos propósitos cooperativos e sociais, elas , contudo, podem contagiar a consciência das pessoas. Fazem-no involuntariamente ao incutirem nos ouvintes cidadãos o medo ou pavor, como se fossem presas indefesas de um monstro assustador e malvado.

Mas isso não precisa ser assim. É importante que a par dos informes sejam divulgadas mensagens de encorajamento e ânimo para enfrentar e vencer o avanço da “epidemia”. As promessas de novos recursos medicinais ainda demorados não encorajam a sociedade para uma postura de enfrentamento, que muito a ajudaria a superar limitações de toda ordem. A postura psicológica da comunidade é de suma importância, pois pode coadjuvar soluções e gerar uma energia afirmativa para enfrentar o problema.

A questão do contágio tem um vetor psíquico que normalmente é desconhecido ou desprezado. A questão da propagação do mal por contágio físico é algo a ser pensado sob outra perspectiva. Cito um exemplo do livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, publicado em 1866 nos Estados Unidos. Diz a autora Mary Baker Eddy:

“Visto que é uma lei da mente mortal que certas doenças devam ser consideradas contagiosas, essa lei ganha influência por associação de ideias—despertando o medo que cria a imagem da doença e sua consequenrte manifestação no corpo.
“O seguinte incidente é um exemplo desse fato da metafísica:  fizeram crer a um homem que ele estava ocupando uma cama em que um doente de cólera havia morrido. Imediatamente lhe apareceram os sintomas dessa doença, e o homem morreu. O fato é que ele não havia contraído cólera por contato material, porque nenhum paciente de cólera havia ocupado aquela cama” (p. 154)

Se aquele homem tivesse sido instruído corretamente de que essa doença não se transmite por contato físico, ele provavelmente não teria se tornado vítima do pseudo contágio e teria resistido incólume à experiência. O conhecimento correto é uma defesa segura e garantia de imunidade em qualquer situação.

Por acaso, essa cogitação valeria em meio a essa onda crescente em que estamos envolvidos? Com certeza! Assim como é certa nossa defesa contra o mal que a tantos aflige. O medo é o grande inimigo das pessoas, que incontido e incutido assusta a tantos, grandes e pequenos, acabando por enfraquecer o sistema imunológico de pessoas. O medo guardado na consciência é o fator propagador dos males. Mesmo escondido atrás de preocupações e afazeres é fácil de perceber a presença dele. É o  puxador do cordão das conversas malsãs na sociedade.

E há ainda mais um recurso ao qual as pessoas podem recorrer sem dispender um “tostão”: a oração da fé. Todo cristão que estuda a Bíblia conhece o conselho do apóstolo Tiago:

Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja e estes façam oração sobre ele...em nome do Senhor. E a oração da fé salvará o enfermo e o Senhor o levantará” (Tiago 5: 14, 15).

Os cristãos podem unir-se em círculos de oração para protegerem a sí e também à comunidade. A oração da fé é dirigida ao poder e presença do AMOR divino, Deus. Ela nunca nos volta vazia, mas retorna com bênçãos de bem estar, de saúde e de felicidade. Quem crer verá!
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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

A Crítica


Criticar ou censurar te fechará a porta do paraíso   
Francis Fluno, CSB    

A crítica te impedirá de ter demonstrações próprias e para outros, te bloqueará o progresso; deterá teu progresso; te levará a problemas; te encaminhará para a discórdia, a todo tipo de mal, inimizades, ódio e inveja. Enquanto esse espírito de crítica permanecer em teu pensamento sem que o desalojes, não poderás encontrar teu caminho na verdade, pois estás buscando erros constantemente, estás agindo em planos materiais e mortais.

Vais criticar a todos e tudo, vais censurar as pessoas de toda forma possível. O modo de vestir, o modo caminhar, de falar, a forma como leem, como cantam, tudo o que os demais fazem, como pronunciam e articulam suas palavras. Vais criticá-las de todo modo possível e vais te concentrar nisso.

Se o espírito de crítica estiver em teu coração, irá crescer. O que quero dizer é que se ele está ali e não te desfazes dele depois de tê-lo detectado, ele naturalmente ficará ali e continuará crescendo. Então, com o tempo quererás saber por que não consegues ter demonstrações; quererás saber por que não conheces e demonstras a Verdade, e todo o bem que gostarias. É porque tomaste o costume de criticar as pessoas; censuras o que fazem e o que dizem; não estás buscando a verdade no que é feito, mas estudando erros. Erros é o que estás buscando e é só nisso que pensas.

Criticar é umas das piores coisas a que podes te dedicar numa comunidade; é uma das piores coisas a que podes te dedicar numa igreja, é uma das piores coisas em que ocupar teu pensamento. É uma das chaves para a perdição porque conduz a ela. Te leva a aborrecer-te, a ser ingrato, leva a tudo menos ao amor ao próximo e aos amigos.

Qualquer um pode criticar. Jamais vi uma pessoa, por mais débil mental que fosse, se pudesse falar, que não falasse dos erros dos outros. Jamais vi alguém tão embriagado que, ao falar, não falasse para criticar aos outros. Qualquer um pode fazê-lo e enquanto permitires que isso entre em teu pensamento e ali o deixes quieto, ele seguirá aumentando até creres que foste escolhido como crítico e que essa seja tua missão; que essa seja tua tarefa e o trabalho a fazer. CRITICAR é algo terrível. Nunca fez nenhum bem e nunca fará. Não consegue faze-lo, porque opera inteiramente no plano mortal. Quando criticas, não estás ajudando ninguém e nem estás ajudando a ti mesmo.

A crítica não pertence à Ciência Cristã, porque não tem nada de cristã e certamente nada de científica, nem um til sequer – tenho visto isto toda minha vida; desde minha mais tenra idade e sei que todos já  o vimos. É um hábito que devemos investigar em nosso interior para ver se o abrigamos ou não. Olha profundamente em teu coração para ver se o tens ou não, pois és um estudante da Ciência Cristã, és estudante da Ciência do Ser ou Ciência do Cristianismo. Se a estás estudando então irás progredir em tudo o que fazes, tudo irá bem porque essa Ciência espiritual te guia à sabedoria, te encaminha ao Amor, te leva a ser amável, a estar satisfeito. Te coloca no caminho da bondade para com todos, te leva a buscar meios de seres útil aos demais e te conduzirá a ver possibilidades e propostas abertas para ti que nunca antes havias visto, em tudo, em cada aspecto de tua vida, para fazer o melhor em tudo que empreendas, para ser um mecânico melhor, um melhor professor na escola, te converterás num pai ou mãe melhor, melhor irmão ou irmã, melhor vizinho. Serás uma pessoa melhor em todos teus assuntos.

Tudo o que tocas ficará claro ante teus olhos; pelo fato de seres um estudante do Existir, estás estudando a Ciência e os fatos do Ser, tudo fica elucidado, tudo se aclara e tudo fica fácil. Não há caminhos difíceis nem trabalho árduo quando encontras teu caminho nos fatos do Ser. Se estás estudando os grandes fatos do Ser, não irás encontrar etapas difíceis nem acharás trabalhoso te relacionares bem com os demais. Tua grande tarefa é te despojares do senso mortal e estudar a Verdade, estudar os fatos do Existir. Acaso crês que devas apegar-te com uma mão à lei mortal e sua forma de viver? Encontrarás um modo de viver mais seguro, melhor e mais fácil do que nunca se não te apegares a essa lei mortal.

Ao não te apegares a ela tu a deixas ir-se, tu a perdes e com ela perdes a preocupação de perde-la, perdes a preocupação de desperdiçar oportunidades, ou de não encontrá-las. Deixas de pensar no corpo, perdes a preocupação de que possas perder a vida ou a saúde, porque estás crescendo em fortaleza, estás expressando melhor a vida, a saúde e a liberdade. Por estares crescendo em tua qualidade de homem e mulher, empregas um melhor critério com respeito a ti mesmo, ao mundo e a tudo o que entra em contato contigo. Se és estudante da Ciência Cristã não és estudante de pessoas, não és estudante do modo como caminham na rua, dos erros que cometem, de seus defeitos, suas pequenas falhas ou seus pequenos fracassos.

        CRITICAR = INHABILIDADE DE VER A IDEIA DE DEUS
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O autor era professor de Ciência Cristã, na California, EUA.

Equilíbrio emocional

À medida que o conhecimento material diminuir e a compreensão espiritual aumentar os objetos reais serão percebidos mentalmente em vez de materialmente” (CeS, p. 96)

O “conhecimento material” e a “compreensão espiritual” são dois opostos que albergamos em nossa consciência. Constantemente fazemos cotejos desses opostos sob o balizamento de padrões definidos em nossa escala de valores. O processo em nosso pensamento aumenta ou diminui um deles, alternadamente. Quando crescemos em compreensão ou percepção espiritual, é porque o conhecimento material está sendo mantido sob controle. Lamentavelmente, o oposto também pode ocorrer.

Ele, o processo, se dá na consciência humana. Até quando ele se estende? O confronto final não tem tempo para ocorrer; segue até o conhecimento material se anular e a percepção espiritual se engrandecer e se unir à Consciência Universal. Um se anula e outro se torna infinito. E isso para o bem da humanidade.

Humanamente talvez busquemos o auxílio do livre arbítrio; mas neste caso ele não será de utilidade, pois seu emprego tende a buscar um equilíbrio, que humanamente é muito desejado, mas espiritualmente não podemos nos satisfazer com equilíbrio entre o bem e o mal em nossa consciência. Nessa o bem e o mal se combatem e mutuamente se excluem; não podem conviver em paz.  De um lado podemos anotar: crenças materiais, conhecimento material, materialismo, sugestões mentais agressivas, ódio, medo, preocupações, escassez, doenças, mortalidade. Em contraposição vemos: compreensão espiritual, percepção espiritual, conceitos divinos, Amor, Mente, atributos divinos, coragem, confiança, fé, abundância, saúde, espiritualidade, imortalidade. É muito fácil aumentar as listas de ambos os lados.    
                                          
A colocação de M. B. Eddy no resumo deste artigo, dá uma rápida pincelada do que acontece quando deixamos a compreensão espiritual predominar em nosso pensamento. Quando a percepção espiritual aumenta o conhecimento material diminui, e então a realidade das coisas nos aparece nitidamente, sendo percebida mentalmente. Em outra página Eddy esclarece:

“Quando a compreensão muda os pontos de vista sobre a vida e a inteligência, de uma base material [conhecimento material] para uma base espiritual, alcançamos a realidade da Vida, o controle da Alma sobre os sentidos, e percebemos o Cristianismo...em seu Princípio divino” (CS, p. 322).

O balanceamento entre os dois lados começa no pensamento dos indivíduos e se estende depois à comunidade e humanidade. Mas onde reina o egotismo e materialismo (a mundanalidade) o equilíbrio de forças não aparece com muita nitidez. Por isso Eddy diz:

“Este mundo material está se tornando  uma arena de forças em conflito. De um lado haverá desarmonia e consternação; do outro lado haverá Ciência e paz. A desagregação das crenças materiais pode parecer fome e peste... Essas perturbações continuarão até o fim do erro...” (CeS, p. 96).

A questão do cotejamento entre o bem e o mal, não é privilégio da presente geração. O apóstolo Paulo já chamava a atenção de seus leitores romanos:

“Por que os que se inclinam para a carne [conhecimento material] cogitam das coisas da carne; mas os que se inclinam para o Espírito [percepção espiritual] das coisas do Espírito” (Romanos 8: 5).

O próprio apóstolo mostra os resultados das duas opções:

“O pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito para a vida e paz” (Idem 8: 6).

Temos o livre arbítrio para escolher, mas tenhamos em mente o que nos espera num futuro que pode não ser remoto. E se não gostarmos do que se tornou nossa vida humana e nossos afazeres, não culpemos a ninguém, nem ao Pai-Mãe. Aconselhamento temos às pampas (em abundância), e dou um exemplo:

“A mente humana age mais poderosamente para corrigir as desarmonias da matéria e os males da carne, na proporção em que põe menos peso no prato material ou carnal da balança e mais peso no prato espiritual” (CeS, p. 155)

A comparação do processo de escolha do que vamos aceitar como realidade, seja com uma gangorra ou com uma balança, tem o foco principal na importância que a pessoa dedique a um ou outro aspecto. É importante saber que essas opções determinarão a harmonia e ou não da experiência das pessoas (cada um com sua). É também importante que as decisões individuais tenham um equilíbrio interno entre a razão e a emoção, entre a mente e a alma, entre a cabeça e o coração. Tem de haver unidade emocional individual. 

      Essas duas aptidões individuais precisam andar juntas e servirem de balizas no direcionamento de nossa mente para a Mente divina. Isso determinará a harmonia de nossa existência, e servirá de modelo para toda a humanidade, ajudando-a, assim, a superar suas deficiências e fraquezas.
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FOCO  HOLÍSTICO:
Esta crônica me faz lembrar da estória do sábio indígena falando com seu neto.  Explicava o sábio que dentro de cada um de nós existem 2 lobos em constante briga - um lobo bom (que representa todas as coisas boas), e um lobo mau (que representa todas as coisas ruins).  E o neto indagou: mas qual vai vencer? E o sábio respondeu: aquele que você alimentar.  E escolha é nossa de qual vamos alimentar, engordar e fazer vencer a briga.  Muitas vezes alimentamos os lobos sub ou inconscientemente. Portanto sempre importante rever nossos padrões mentais, crenças, tradições, emoções-base (tristeza, escassez, raiva, separação, e todos os medos).  Entendendo o “filme” ou software que esteja rodando e sendo projetado na nossa consciência, podemos fazer escolhas conscientes e alinhadas com a vontade divina. William Trentini.

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