segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Enigmas divinos

As revelações ou comunicações de Deus ao homem muitas vezes parecem enigmas 

Conta uma estória que um homem voltava para casa, numa noite escura, por um caminho que seguia ao lado de um barranco alto. Pela escuridão acabou caindo no barranco e só se safou da queda porque se agarrou em alguns galhos de uma velha árvore. Começou a chamar por socorro, mas ninguém acudiu. Acabou por apelar para sua fé e obteve uma resposta de uma Voz que lhe desafiou sua confiança. A tudo respondeu que tinha fé como a de Moisés e de Jesus. A voz novamente lhe ordenou: “Então larga do galho”. O protagonista não achou razoável a recomendação, e não tendo mais a quem apelar ficou ali na noite fria agarrado ao galho, quase sucumbindo de frio. Pela manhã viu que poderia ter-se livrado do problema se tivesse atendido à ordem de soltar o galho, pois estava a apenas 50cm do chão.

Por que a Voz não lhe disse claramente que ele já estava perto do solo? Por que Deus fala por enigmas? Ocorre que Deus se comunica por ideias, e nós nem sempre estamos sintonizados com as ideias que dEle provêm. Parece, então, como se Ele não nos ouvisse ou atendesse. Na verdade, nós é que não O ouvimos e atendemos. As respostas divinas parecem enigmas porque o conteúdo da comunicação é por ideias as quais nem sempre percebemos.

A intuição é o modo de Deus comunicar Suas ideias. A mente humana tende a resistir à intuição porque esta não se fixa na lógica humana das circunstâncias. Até as parábolas ou lições de Jesus Cristo eram, às vezes, algo enigmático para seus ouvintes: nascer de novo; fonte de água viva; dizer a um monte: lança-te no mar; saquear a casa do valente. Essas parábolas, entretanto, uma vez compreendidas no seu significado espiritual eram—e são—lições  grandiosas e perenes que ainda hoje podem ser aprendidas e aplicadas. E bem faríamos em lançar mão desses ensinamentos cristãos para orientar nossa vida hoje em dia.

Voltando ao personagem da estória inicial, dentro de seu problema humano apelou a todos os meios de que tinha conhecimento. Mas não estavam presentes; nem havia ouvidos humanos disponíveis para ajudar. O homem soube apelar, por fim, à fé em Deus, como último recurso. (Soa familiar, não?) Com certeza, não estava familiarizado com as respostas que o Pai envia, pois duvidou delas até no momento de extrema necessidade. Mas, notem, a resposta estava ali mesmo; bastava que o homem atendesse. Aliás se esse personagem estivesse habituado a confiar em Deus, ele com certeza nem teria caído no barranco! Saberia caminhar à beira do perigo sem medo e sem vacilação. Ouviria a intuição ou orientação divina sobre onde pousar seus pés. [Ver adendo no final deste artigo]. A lição que podemos tirar dessa “parábola” é que confiança absoluta e fé firme são requisitos para se obter o que pedimos a Deus e para reconhecer a resposta do Pai-Mãe. 

O Mestre Cristão ensinou aos seus ouvintes: “Quando vocês orarem e pedirem alguma coisa creiam que já a recebestes, e tudo lhes será dado(Marcos 11: 24; NTLH). Quem acredita nele? Quem acredita no que Jesus disse saberá que as mensagens divinas não são enigmas, mas ordens claras para fiel obediência.

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ADENDO:
Relato feito por Orlando Trentini. Eu lembro que um cientista cristão de Santa Catarina, que em meados do século passado tinha ido com sua carroça puxada por 2 cavalos para a vila para levar alguns produtos da roça e comprar insumos necessários para o uso no sitio.
Enquanto estava na vila fazendo a entrega dos seus produtos no armazém, armou-se um temporal com ventos fortes, nuvens, raios e chuva forte.   Ficou protegido no armazém, até passar a tormenta e o excesso de água da estrada ter rolado para o córrego.

Quando iniciou a viagem de volta já estava escuro.  Noite sem lua e sem estrelas.  Não conseguia ver nada.  Como guiar os cavalos nessa escuridão.  Os cavalos já tinham feito muitas vezes esse trajeto, e eles queriam muito chegar em casa e serem desatrelados e ir descansar e pastar.  Assim, ele soltou a guia e deixou que os cavalos—que  também são criaturas, ideias menores de Deus, por isso mesmo inteligentes—e  confiou que Deus os guiasse para levar a carroça com os mantimentos em segurança para casa. Enquanto isso ele ia orando com o Salmo 91, o Salmo 23, e procurando estar consciente na harmonia de Deus, mesmo que ele não estivesse vendo a estrada.

Já estavam quase em casa quando de repente os cavalos pararam e ele insistiu para que continuassem. Mas eles permaneceram parados.  “Pai divino mostra-lhes o caminho para que possam seguir”, orou o carroceiro, ainda impossibilitado de ver qualquer coisa e sem poder usar o seu raciocínio e sua experiência para guiar os cavalos.
Logo, em seguida os cavalos empurraram a carroça um pouco para trás e, então, viraram para a esquerda num angulo bem fechado e subiram o terreno fora da estrada;  nesse trecho a estradinha tinha um corte no lado esquerdo e  à direita estava o barranco que terminava no riozinho, bem abaixo.

Os cavalos subiram o barranco e seguiram um pedaço pelo terreno inclinado, e depois voltaram com a carroça para a estrada;  mais um pouco e já estavam chegando em casa, quando então pararam no curral embaixo do telhado do celeiro. O carroceiro desatrelou os cavalos, tirou-lhes os arreios e os soltou no campo para pastar e descansar; e ele foi para casa descansar também.

No outro dia depois de atender os afazeres do sitio, foi ver a razão dos cavalos terem parado na estrada e fazerem a manobra de subir o barranco e voltarem com a carroça com toda segurança para a estrada, como se alguém os estivesse guiando.  Era uma pequena distância até o local.  E quando lá chegou viu que a estrada havia sido carregada pela enxurrada e que havia um enorme buraco. No terreno ao lado da estrada estavam os sulcos das rodas no terreno molhado mostrando a perfeição da manobra executada com segurança na escuridão.

Sentiu uma grande gratidão por ter confiado em Deus e deixado as rédeas soltas para que os cavalos seguissem com a preciosa carga pelo caminho como guiados por Deus e completando a viagem em total segurança.

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terça-feira, 8 de setembro de 2015

Menos TER e mais SER

TER menos do transitório e SER mais o duradouro

(Ter)                                                                                                 
Há mudanças que são necessárias na sociedade humana, no convívio social, no modo de vida. Algumas chegam a ser urgentes. Se o que temos é material, então é de valor temporário, transitório. Se TER coisas for nosso ideal então precisamos mudar. O consumismo exagerado é maléfico, pois conduz ao materialismo que acaba por contrapor-se à espiritualidade. Nunca é demais enfatizar essa condição de necessidade de elevação no padrão de vida moral. É uma das grandes necessidades da humanidade. O problema  não é ter bens materiais; é o apego a eles que pode ser mau se for exagerado e incontrolado.

Na metafísica, no campo espiritual—na Ciência Divina—TER é pouco comum. Não temos um Deus, nós expressamos a Deus; não temos uma fé, nós expressamos/vivemos uma fé. Não temos uma religião; nós somos da religião. Não temos uma igreja, nós somos a igreja. Não temos uma família; nós pertencemos a ela, convivemos com ela.

Quando dizemos que temos uma doença é porque nos identificamos com o mal e a matéria. Nós não temos um mal; este é apenas pensamento manifestado.

Como imagem/semelhança de Deus, só temos o que Deus tem; somos o que vem de Deus.
Deus não tem poder; Ele é poder
Deus não tem presença; Ele é toda-presença.
Deus não tem sabedoria; Ele é sabedoria/onisciência.

 (Ser)                                                                                                       
Nossa existência está ligada ao verbo Ser. As qualidades morais e espirituais são vividas por nós. Somos bons, generosos, honestos, estudiosos, e outros tantos adjetivos edificantes. Expressamos qualidades, não quantidades.

Em relação a Deus usamos o verbo SER: Deus é! Fato presente, eterno, definitivo.

As qualidades imorais/más não são possuídas por nós; são apenas vivificadas no corpo. Aqui o verbo SER pode assumir uma condição temporária; tendo uma conotação de ESTAR. Se dizemos que alguém é ladrão, isto quer dizer que um dia poderá  deixar de ser ladrão. O mesmo raciocínio vale para todos os maus adjetivos. Objetos/bens materiais e maus costumes são temporários. Melhor caracterizá-los com “Estar”: estou com um carro; estou desonesto.

Palavras da Bíblia exortam-nos a cultivar qualidades espirituais: “Não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou  Com que nos vestiremos?...Buscai, em primeiro lugar, o Seu reino e a Sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6: 31, 33).

Alguns passos para a humanidade ser melhor, (sem ordem de prioridade):
-- Buscar e vivenciar  a Espiritualidade.
--Cultivar a gratidão, levá-la à flor da pele.
--Ligar-se a Deus; a Ciência do Cristianismo é um bom meio.
--Cultivar o principio: fazer aos outros o que queres te façam.
--Apoiar a família, nossa e de outros; firmar a instituição da família.
--Equilibrar intelecto com sentimentos; razão e emoção em equilíbrio produz os melhores resultados.
--Encontrar a felicidade nas coisas simples. Abrir o coração para coisas belas da natureza.
--Usar as energias espirituais nos seus empreendimentos.
--Buscar bem-estar alheio; ser generosos sempre.  
--Demonstrar boas maneiras a todos.
--Usar coisas belas para alegria dos outros, inclusive nas vestimentas.
--Buscar progresso sem posses.
--Cultivar silencio/harmonia; música inspirada.
--Buscar no teu interior o que queres ser, o significado de tua vida.
--Realizações para o bem do próximo; trabalhar com afinco.
--Melhor oferecer do que exigir.
--Cultivar virtudes e demonstrá-las em todos lugares.
--Onde quer que estejas, o quer que faças, seja tu mesmo.
--Elogiar, melhor do que praguejar.
--Adquirir conhecimento com juízo.

Esse tipo de vida nos torna felizes e favorece a felicidade nos outros,  além de melhorar o gênero humano.

Como Cristãos devemos dar vida à recomendação do apóstolo Paulo: “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento” (Filipenses 4: 8).

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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

“NUVEM PASSAGEIRA...”

“Eu sou nuvem passageira,
Que com o vento se vai.
Eu sou como um cristal bonito,
Que se quebra quando cai.”
(Autor: Hermes Aquino, P.A.)

Interessante a colocação do autor do verso referente à existência humana.  Certa feita fiz uma transposição do texto à situação do mal impessoal cantando: “eu sou nuvem passageira...”; eis que apareceu a cina do mal: ir-se quando sopra o Espírito, o bem; cair e quebrar-se quando perde seu apoio nas crendices humanas e errôneas, uma vez desmanchadas pela compreensão espiritual do que realmente somos e do que realmente é o mal.

A substancia de uma nuvem é similar à “substancia” do mal, ou de qualquer forma de manifestação do mal (medo, ódio, preocupação, tristeza, etc). A nuvem é só uma forma de aparecer o vapor d’água; não tem fixidez; não tem criador; não tem existência real. Na vida humana a manifestação do mal é só uma forma de ver a evidência de nossos temores, do mal que guardamos no pensamento. Na atmosfera o ar frio condensa o vapor d’água presente; na mente humana o frio representado por medo, ódio, etc, faz aparecer alguma manifestação maligna.

Uma nuvem é uma forma de neblina (nebulosidade) que sugere visão perturbada das coisas; obscuridade. É uma manifestação natural que tende a dificultar o progresso, por exemplo, numa estrada ou no mar. Quando não vemos por onde andamos ficamos com medo e isso é verdade tanto nas condições naturais como na situação figurada na vida de uma pessoa. A insegurança de que somos tomados nos caminhos da vida humana, via de regra surge de dúvidas e preocupações a respeito do que nos reserva o futuro. Para vencer essa insegurança a fé cristã tem o melhor dos antídotos: confiança absoluta na presença e na orientação de Deus-Pai-Mãe e no Seu Amor, que nos guia e protege. A Sra. Eddy diz em Ciência e Saúde com a Chave das Escrityuras: “Quando a neblina da mente mortal se dissipa, fica anulada a maldição [sobre o homem]... A Ciência divina dispersa as nuvens do erro com a luz da Verdade,...e mostra que o homem coexiste com seu Criador” (CeS, p. 557).

Na natureza às vezes se acumulam nuvens que ameaçam soltar chuvas qual temporal. Na metafísica, essa condição pode ser assemelhada a um acúmulo de pensamentos de medo, ódio, pesar, preocupações, etc, na consciência da pessoa, prefigurando tempos difíceis. As aparentes forças envolvidas em uma tempestade ou temporal, simulam ou até tentam usurpar o poder do Espírito onipotente: os raios fulgurantes, o ribombar dos trovões, a fúria dos ventos.  Mary Baker Eddy diz: “Os relâmpagos e os trovões do erro [ou mal] podem estrondear e fulgurar até que a nuvem se dissipe e o tumulto vá morrendo ao longe. Então, as gotas de chuva da realidade divina [o bem] revigoram a terra” (Ciência e Saúde, p. 288).

Se uma situação ruim pareça instalar-se em sua vida; não se desespere nem exaspere; deixe o sopro do Espírito, o Bem infinito, passar sobre a condição e ela sumirá como uma “nuvem passageira”.

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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Vida longa e feliz

Sobre a morte não se brinca, se fala sério...

É comum em conversas de roda de amigos, que o assunto gire em torno da morte, tanto como assunto cômico como sério. Não raro o tópico descreve o falecimento de alguém de modo rápido e indolor. Este fato é um tanto inusitado e poderia gerar a aspiração de um acontecimento assim para si. Nunca permitas isso!  Minha mãe dizia: “Com a morte não se brinca”. Eu tinha um amigo, um senhor de muito bom humor; dizia: “Vida longa e feliz, e morte curta, esse é o modo de estragar o prazer do diabo”. A questão é que o tema não deve ser abordado levianamente. Falo disso e recomendo cuidados por duas experiências que vou relatar.

Um companheiro de infância, com quem andava de bicicleta nos arredores de nosso bairro, disse em tom de brincadeira, ao ver um pesado caminhão-tanque: “Se tivesse que ser atropelado, gostaria que fosse por um caminhão desses!” A declaração foi feita em meio a risos e brincadeiras. Anos mais tarde o citado amigo me confidenciou que, ao andarmos de bicicleta pelas ruas, sempre que divisava um caminhão-tanque meu amigo desviava da rota, fazia voltas na quadra para não se encontrar com o “fatídico” veículo. Tinha medo de que sua declaração viesse a se concretizar.  Brincou com a morte--humor negro?--e  sofreu, por isso, por alguns anos de sua juventude.

O outro relato é de minha experiência.  Ouvi certa feita minha esposa relatar que o avô falecera dormindo. “Que bacana!”, pensei comigo sem me dar conta do que pensara, do erro que cometera. Em decorrência, passei muitos anos acossado por tal  pensamento. Até pegar no sono, ficava movendo alguma parte do corpo para sentir que estava “vivo”. Parece absurdo, não? Mas é isso que acontece quando não se cuida do que se pensa. Por isso temo de cuidar muito bem do que falamos e pensamos. Para nos livramos dessa prisão temos de inverter e descartar mentalmente o erro que foi pensado e/ou falado.

Mas o que pensar seriamente sobre a morte? Os cristãos têm o fácil recurso à Bíblia, onde há ensinamentos filosóficos e espirituais a respeito desse tema controverso, tão temido e desconhecido. Por que tememos a morte? É porque não sabemos o que vem depois? Mas isso não precisa ser assim. Não sabemos o vem após a morte, mas não precisamos temê-la. Ficaremos menos compungidos pela morte de alguém querido quando aprendermos que esse momento não é o fim da existência e que a consciência da pessoa continua existindo, mesmo sem o corpo presente, que ela continua amando os seus numa forma agora mais espiritual, e que a “pessoa” não-corporizada está mais próxima de conhecer a verdade sobre o existir humano e o pós-humano. A consciência de quem partiu está mais espiritualizada e não tem que lutar mais com os apegos mundanos ou os sofrimentos do corpo físico.

O Mestre Cristo Jesus afirmou nos seus ensinamentos que “aquele que crer em mim, fará também as obras que eu faço” (João 14: 12) e ele despertou mortos em várias circunstâncias. A uma menina cujo pai fora chamar Jesus, disse: “Levanta-te!”. Pouco antes havia alertado aos presentes no velório que “a menina não está morta, mas dorme” (Mateus 9: 24), e recebeu deles como resposta uma forte risada. Mas ele sabia o que estava dizendo.  Ele sabia que a morte é um “sono” existencial do qual podemos despertar, se nosso papel no mundo ainda não estiver preenchido. O Mestre despertou mortos e disse que podemos fazê-lo também. Como? Temos que crer e saber que a Vida é eterna, ou seja, compreender a Vida como ela realmente é, indestrutível, uma expressão do eterno Deus-Pai-Mãe.

Mary Baker Eddy aborda a questão sob enfoque declarando: “A Vida é real e a morte é a ilusão” (CeS, p. 428). Se e quando aceitamos a primeira dessas afirmações—que a Vida é real—logicamente teremos de aceitar a segunda—que a morte é ilusão. Quanto mais claro tivermos esse fato na consciência, tanto mais perto estaremos da capacidade de demonstrá-lo. E em outra página Eddy diz: “Quando se aprender que a doença não pode destruir a vida e que não é pela morte que os mortais são salvos do pecado ou da doença, essa compreensão nos despertará para uma vida sempre nova. Superará tanto o desejo de morrer, como o pavor ao túmulo, e destruirá assim o grande medo que aflige a existência mortal” (Idem, p. 426).

Se ainda não sabemos como despertar mortos, isso não quer dizer que não possamos fazê-lo. Como cristãos temos obrigação de demonstrar nossa fé, e despertar alguém do sono da morte está entre nossas possibilidades. Sem dúvida, isso requer um crescimento espiritual e um fortalecimento de nossa fé, a qual um apóstolo definiu como “certeza das coisas que se esperam” (Hebreus 11:1).

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sábado, 15 de agosto de 2015

A Crítica

Criticar ou censurar te fechará a porta do paraíso 
     
A crítica te impedirá de ter demonstrações próprias e para outros, te bloqueará o progresso; deterá teu progresso; te levará a problemas; te encaminhará para a discórdia, a todo tipo de mal, inimizades, ódio e inveja. Enquanto esse espírito de crítica permanecer em teu pensamento sem que o desalojes, não poderás encontrar teu caminho na verdade, pois estás buscando erros constantemente, estás agindo em planos materiais e mortais.

Vais criticar a todos e tudo, vais censurar as pessoas de toda forma possível. O modo de vestir, o modo caminhar, de falar, a forma como leem, como cantam, tudo o que os demais fazem, como pronunciam e articulam suas palavras. Vais criticá-las de todo modo possível e vais te concentrar nisso.

Se o espírito de crítica estiver em teu coração, irá crescer. O que quero dizer é que se ele está ali e não te desfazes dele depois de tê-lo detectado, ele naturalmente ficará ali e continuará crescendo. Então, com o tempo quererás saber por que não consegues ter demonstrações; quererás saber por que não conheces e demonstras a Verdade, e todo o bem que gostarias. É porque tomaste o costume de criticar as pessoas; censuras o que fazem e o que dizem; não estás buscando a verdade no que é feito, mas estudando erros. Erros é o que estás buscando e é só nisso que pensas.

Criticar é umas das piores coisas a que podes te dedicar numa comunidade; é uma das piores coisas a que podes te dedicar numa igreja, é uma das piores coisas em que ocupar teu pensamento. É uma das chaves para a perdição porque conduz a ela. Te leva a aborrecer-te, a ser ingrato, leva a tudo menos ao amor ao próximo e aos amigos.

Qualquer um pode criticar. Jamais vi uma pessoa, por mais débil mental que fosse, se pudesse falar, que não falasse dos erros dos outros. Jamais vi alguém tão embriagado que, ao falar, não falasse para criticar aos outros. Qualquer um pode fazê-lo e enquanto permitires que isso entre em teu pensamento e ali o deixes quieto, ele seguirá aumentando até creres que foste escolhido como crítico e que essa seja tua missão; que essa seja tua tarefa e o trabalho a fazer. CRITICAR é algo terrível. Nunca fez nenhum bem e nunca fará. Não consegue faze-lo, porque opera inteiramente no plano mortal. Quando criticas, não estás ajudando ninguém e nem estás ajudando a ti mesmo.

A crítica não pertence à Ciência Cristã, porque não tem nada de cristã e certamente nada de científica, nem um til sequer – tenho visto isto toda minha vida; desde minha mais tenra idade e sei que todos já  o vimos. É um hábito que devemos investigar em nosso interior para ver se o abrigamos ou não. Olha profundamente em teu coração para ver se o tens ou não, pois és um estudante da Ciência Cristã, és estudante da Ciência do Ser ou Ciência Cristã. Se a estás estudando então irás progredir em tudo o que fazes, tudo irá bem porque a Ciência Cristã te guia à sabedoria, te encaminha ao Amor, te leva a ser amável, a estar satisfeito. Te coloca no caminho da bondade para com todos, te leva a buscar meios de seres útil aos demais e te conduzirá a ver possibilidades e propostas abertas para ti que nunca antes havias visto, em tudo, em cada aspecto de tua vida, para fazer o melhor em tudo que empreendas, para ser um mecânico melhor, um melhor professor na escola, te converterás num pai ou mãe melhor, melhor irmão ou irmã, melhor vizinho. Serás uma pessoa melhor em todos teus assuntos.

Tudo o que tocas ficará claro ante teus olhos; pelo fato de seres um estudante do Existir, estás estudando a Ciência e os fatos do Ser, tudo fica elucidado, tudo se aclara e tudo fica fácil. Não há caminhos difíceis nem trabalho árduo quando encontras teu caminho nos fatos do Ser. Se estás estudando os grandes fatos do Ser, não irás encontrar etapas difíceis nem acharás trabalhoso te relacionares bem com os demais. Tua grande tarefa é te despojares do senso mortal e estudar a Verdade, estudar os fatos do Existir. Acaso crês que devas apegar-te com uma mão à lei mortal e sua forma de viver? Encontrarás um modo de viver mais seguro, melhor e mais fácil do que nunca se não te apegares a essa lei mortal.

Ao não te apegares a ela tu a deixas ir-se, tu a perdes e com ela perdes a preocupação de perde-la, perdes a preocupação de desperdiçar oportunidades, ou de não encontrá-las. Deixas de pensar no corpo, perdes a preocupação de que possas perder a vida ou a saúde, porque estás crescendo em fortaleza, estás expressando melhor a vida, a saúde e a liberdade. Por estares crescendo em tua qualidade de homem e mulher, empregas um melhor critério com respeito a ti mesmo, ao mundo e a tudo o que entra em contato contigo. Se és estudante da Ciência Cristã não és estudante de pessoas, não és estudante do modo como caminham na rua, dos erros que cometem, de seus defeitos, suas pequenas falhas ou seus pequenos fracassos.

             CRITICAR = INABILIDADE DE VER A IDEIA DE DEUS

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O autor, Francis Fluno, CSB, era professor de Ciência Cristã, na California, EUA.

sábado, 1 de agosto de 2015

RESUMOS

LIVRO I: A Espiritualidade da Bíblia – Crônicas e Pai-Nosso

O livro aborda na primeira parte vários tópicos bíblicos mostrando o aspecto espiritual que está na base de cada mensagem geral, ou parábola específica. O livro mostra também por meio de crônicas o entendimento mais elevado a respeito de fé em Deus, da criação como obra divina, da oração eficaz, da aplicação da fé, do amor à humanidade, do amor ao próximo, do amor ao Cristo, da fé nos ensinamentos de Jesus. O autor procura sempre demonstrar a praticalidade atual do Cristianismo deixado pelo Mestre Supremo.
Numa segunda parte, o livro aborda a Oração do Senhor, desenvolvendo para cada frase uma explanação que leva ao entendimento espiritual da mesma. O livro revela o entendimento da pensadora Mary Baker Eddy a respeito da aplicação prática dessa oração, cuja “consciência espiritual”, diz ela, pode conduzir à cura de enfermidades.
O volume I, que agora aparece como segunda edição, foi editado pela primeira vez em 2013. Os 400 exemplares foram esgotados em 2 anos, razão pela qual esta segunda edição teve sua justificativa. Com a necessária revisão houve oportunidade de uma inclusão de mais umas crônica. Senti-me inclinado a essa inclusão pelo fato a seguir relatado: Minha turma de engenheiros de 1959 celebrou em 2014 os 55 anos de conclusão de curso. Participou um colega que havia falhado por alguns anos, devido a problema de saúde. Mas no ano passado compareceu com sua esposa, e isso foi motivo de muita alegria. Tivemos muitas oportunidades de trocar ideias sobre o cristianismo e espiritualidade. Éramos como almas gêmeas. Na volta do encontro, em Pelotas, ele precisou submeter-se a uma intervenção cirúrgica, da qual não acordou mais. Escrevi uma carta à família de meu amigo e, essa carta, transformou-se na crônica: “Tristeza não tem domínio”, incluída nessa 2a. Edição.

Livro II: A Espiritualidade da Bíblia II – Crônicas e Mandamentos

O conteúdo do segundo livro tem metafísica um pouco mais aprofundada e relata experiências do autor na aplicação de verdades bíblicas mostradas no Livro I. Os relatos serão melhor assimilados se o leitor tiver lido o primeiro livro, pois os relatos incluem curas experimentadas pelo autor em suas orações além de detalhar aspectos metafísicos expostos pela Ciência Cristã com referência ao tópico em questão. Nessa primeira parte constam dois artigos sobre o apóstolo Pedro, que mostram em dois episódios comentados, a evolução espiritual do discípulo de Jesus.
Na segunda parte do livro II aparecem os Dez Mandamentos legados por Moisés e transcritos no livro do Êxodo. Cada Mandamento tem uma particularidade que é analisada para se ter uma apreensão mais espiritual e prática do grande valor moral e espiritual do Mandamento. Esse código de honra e conduta para os cristãos deveria ser a norma de procedimento da humanidade que, assim, ficaria livre dos problemas e limitações que hoje a afligem.

FRUTOS:
Indisposição curada 
“Certa manhã senti alguma indisposição ao levantar. Tomei o livro I de Espiritualidade da Bíblia e comecei a ler o capítulo do Pai Nosso—A Oração do Senhor.  Aprofundei-me na leitura e absorvi minha atenção nos textos. Cerca de 15 minutos depois, a indisposição havia desaparecido e tive um dia inspirado pelo que li.” -  OT, Chácara, MG

Nova experiência com o Pai Nosso
“Caro amigo, hoje tive a oportunidade de dedicar um bom tempo para a leitura de teu livro I, Crônicas e Pai-Nosso, e fiquei agradavelmente surpreso, porque não reconheci o “engenheiro” meu colega de Trensurb, enquanto lia, mas percebi tua essência e toda tua disposição em contribuir para um maior aprendizado da palavra do Senhor. Fazes de forma simples e didática, e certamente me proporcionaste a oração mais consciente do Pai-Nosso, que pude experimentar.” – BR, Porto Alegre, RS

ONDE ENCONTRAR:
Os livros podem ser lidos na Biblioteca Pública. Também podem ser adquiridos na Livraria SB (Rua 7 de setembro), ou diretamente com o autor, contato pelo fone 3375.2051, e.mail: ovidiotrentini@gmail.com  


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quinta-feira, 30 de julho de 2015

UM SONHO DIFERENTE

Passeava eu por uma orla do mar, cheia de pedras e rochas, e vi no céu algo que me chamou a atenção. Havia um objeto reluzente, grande, em forma de charuto, com uns 40m de comprimento e diâmetro de uns 10m. Pairava esse objeto em frente a uma nuvem branca. Emitia como que raios sobre a nuvem que faziam as partículas desta girarem e vibrarem num espaço igual ao diâmetro do OVNI.

Depois disso me vi conversando com um cientista em seu laboratório (todo moderno) com equipamentos estranhos que eu nunca havia visto. Explicava-me o cientista que o que eu vira na praia era um experimento tecnológico que permitia a separação das partículas de uma nuvem e, além disso, permitia que se visualizassem objetos contidos na nuvem mas não visíveis quando simplesmente se adentrava na nuvem.

Enquanto falávamos, entrou um jovem adolescente trazendo na mão um objeto parecido com um bibelô de porcelana, que passou às mãos do cientista. Perguntado sobre a origem do objeto disse apenas: “eu trouxe da nuvem”. O jovem era um participante do experimento que eu havia visto na orla.

Ao trazer o objeto, o jovem comprovou o que o cientista dissera, que se pode ver coisas nas nuvens se soubermos como “entrar” nelas. O que ele não explicara foi que se poderia trazer ou transportar coisas por essa tecnologia.

Continuou o cientista  sua exposição agora sobre uma nova tecnologia, por meio da qual poderemos ser “transportados” a outros planetas, instantaneamente. Diante de minha dúvida e incredulidade estampadas no rosto, ele se propôs a levar-me a Marte. Não sei porque, concordei sem saber o que me esperava. Postei-me no meio do laboratório enquanto o cientista apanhou um instrumento algo parecido com uma lanterna de bolso. Quando acionou o aparelho logo me vi num ambiente totalmente diferente: inóspito, sem pessoas, terreno com terra e pedras e rochas. Eu me sentia no local; estava com frio por não usar nenhum abrigo.

Olhando ao redor para a paisagem e as pedras do local, reparei numa pequena pedra que me chamou a atenção pelo formato arredondado, peso e cor escura, parecia uma bolinha de gude. Do local eu podia ouvir o cientista falando comigo enquanto me acompanhava desde o lab. Peguei a pedrinha e a coloquei no bolso.

Pedi para voltar e o cientista desligou a tal “lanterna”. De repente me vi novamente no laboratório. Tudo estava como antes de minha “viagem”. Trocamos algumas ideias sobre esse enorme avanço tecnológico. Tudo parecia como antes, com uma diferença: uma certa pedrinha que eu trazia no bolso colhida durante o experimento.

Depois de despertado do sonho que levou meu sono, eu me pergunto: foi apenas um sonho ou foi premonição do que está por vir? Meu filho responde que é o inconsciente se revelando ao subconsciente!


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