quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Alimentação pura

Relata o livro de Daniel um caso um tanto curioso para o qual eu não tinha uma explicação lógica, a não ser da lógica metafísica. O Rei Nabucodonozor havia conquistado o reino de Israel (aprox. 587 AC) e levou grande parte do povo para o cativeiro babilônico. Entre eles jovens da nobreza. O relato em Daniel dá conta que Daniel e seus amigos Hananias, Misael e Azarias estavam entre os convocados pelo rei para tomarem conhecimento da cultura babilônica para depois assistirem ao rei no palácio. Determinou o rei a ração aos “trainees” das “finas iguarias da mesa do rei” (1:5) do bom e do melhor. Entres essas iguarias, com certeza, havia carnes inclusive carne de porco, proibida aos judeus.

A cerca dessa determinação do rei, Daniel e seus amigos decidiram não desobedecer às leis de seu povo e, assim, pediram ao cozinheiro-chefe designado para eles para que fossem poupados de serem obrigados a comer o alimento para eles proibido. Diante da hesitação do cozinheiro e também medo de ser castigado por desobedecer à ordem do rei, Daniel lhe propôs uma alternativa: “experimenta, peço-te, os teus servos dez dias; e que se nos deem legumes a comer e água a beber. Então, se veja diante de ti a nossa aparência e a dos jovens que comem das finas iguarias do rei...No fim dos dez dias, a sua aparência era melhor; estavam eles mais robustos do que todos os jovens que comiam das finas iguarias do rei”

Uma bela surpresa ao cozinheiro-chefe! Mas eu também sempre me senti surpreso com o resultado, a não ser pela coerência de confiar em Deus. Auxiliaram-me no entendimento as pesquisas recentes de médicos sobre nutrição natural. Uma delas, desenvolvida pelo medico Dr. Gerson (EUA), substituiu alimento normal e comum por alimentação natural. Teve resultados em si mesmo que o livraram de dores de cabeça crônicas. Dizem as pesquisas que os produtos químicos que ingerimos com a alimentação “melhorada” quimicamente acabam por intoxicar certos órgãos que precisam um “esforço-extra” para se purificarem. A alimentação natural com produtos orgânicos alivia o corpo desse “esforço-extra” e a pessoa sente-se, então, melhor, mais aliviada e disposta.

O organismo reage melhor quando nutrido por ingredientes orgânicos, e o que os jovens hebreus experimentaram foi nada menos do que isso: alimentação natural acompanhada de disposição mental de obedecer a Deus. O organismo só podia melhorar e estar em boas condições sob esse regime. O corpo humano na sua constituição e funcionalidade é uma “maquina” perfeita que, apoiada convenientemente por pensamentos elevados funciona bem. Sei agora que uma consciência pura é o melhor apoio ao equilibro do organismo; some-se a isso equilíbrio de conduta moral e sem vícios e o homem não terá o que se queixar da vida.

Para mim, tenho como adequada uma conduta baseada em compreensão espiritual; e quanto à alimentação basta saber o que é bom para o organismo, comer sem preconceitos e preocupações para deixar  as funções do corpo se desenvolverem espontânea e harmoniosamente. Preocupar-se com o que come perturba as funções normais do organismo. Nunca deixe de convidar a sabedoria para vir à mesa. Não haverá exageros nem escassez nem queixas de mau funcionamento.

Adão e Eva simbolizavam os “veganos” (vegetarianos) de hoje, pois viviam num paraíso onde comiam de tudo em estado natural: “De todas as plantas do jardim comereis livremente” (Gênesis 3:2). Também simbolicamente deixaram o terreno paradisíaco e harmonioso porque comeram de coisas proibidas e não acreditaram que elas lhes fariam mal. É assim que funciona na natureza: ela nos provê tudo o que precisamos por meio da flora, mas se não nos satisfazemos com isso vamos buscar mais provisões na fauna e na química, sem saber a que riscos estamos nos submetendo. E quando surgem os problemas recorremos à química para nos aliviar.

Bem faríamos em observar o conselho do Mestre Cristão dado no Sermão do Monte: “Não andeis ansiosos pelo que haveis de comer ou beber... Deus, o vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade, antes que lho peçais” (Mateus 6:25, 8). Na natureza nossas necessidades são supridas pelos alimentos naturais (na medida do possível), representando, assim, a provisão divina antes mesmo de ingerirmos alimentos. É assim que nossas necessidades são supridas antes de “pedirmos”.

Mas...cuidado! A alimentação não deve ser encarada como medicina, embora hábitos sadios na alimentação se revertam em condições saudáveis do organismo. Essa crença de alimentação medicinal pode levar na direção oposta de que o jejum também é medicinal. Mary Baker Eddy, em sua obra Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, relata de um caso de seu conhecimento: “Conheci alguém que, ainda criança, adotou o sistema Graham para se curar de dispepsia. Durante muitos anos, ele só comeu pão e legumes e não bebeu nada a não ser água. (Obs. Não é esta dieta parecida com a dos veganos?).  Agravando-se a dispepsia, decidiu que sua dieta devia ser mais rigorosa, e daí por diante não fez mais do que uma só refeição em vinte e quatro horas, refeição que consistia apenas de uma fina fatia de pão, sem água. Seu médico lhe recomendou também que não molhasse a ressequida garganta senão três horas depois de comer. Passou muitos anos penosos com fome e fraqueza, quase sucumbindo de inanição, e finalmente resignou-se a morrer”, única alternativa que os médicos lhe deixaram. Pobre da humanidade! Que se sente enredada com conceitos e crenças materiais, deixando de lado a Ciência do Infinito Sustentador que contém solução para os problemas humanos, inclusive esse aqui relatado. Continua Eddy o relato do caso de dispepsia: depois de ser inteirado de que a morte seria a única alternativa, “foi aí que a Ciência Cristã o salvou, e agora ele goza de perfeita saúde” (p. 221). O que a Ciência espiritual fez por esse homem foi mudar sua forma de pensar sobre o corpo, de uma base material para uma espiritual.

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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

“Tristeza não tem domínio...”

Sentimento e comoção de pessoas enlutadas podem ser vencidos

Que a tristeza não tenha fim, conforme é decantado na MPB, é o ponto de vista da maioria das pessoas de algum modo envolvidas em casos de luto familiar. Eu preferiria apor um ponto de interrogação na letra da música (“Tristeza não tem fim...”), pois aceitar que o sentimento de tristeza não tenha fim acarreta automaticamente o conceito correlato de que a felicidade tenha fim. Por índole prefiro pensar como permanentes as qualidades boas de origem espiritual. A alegria derivada da Alma, Deus, fortemente ligada à felicidade, é uma qualidade divina expressada pelo homem, na sua identidade de filho de Deus.
  
A Bíblia tem mensagens de consolo para os entristecidos. O profeta Isaías  exortava seus abatidos contemporâneos com a noção de que consolo do Senhor não era distante nem desconhecido: “Como alguém a quem sua mãe consola, assim Eu vos consolarei e em Jerusalém vós sereis consolados” (Isa 66:13). Consolo e conforto é o que uma pessoa de luto precisa, e saber que podemos contar com o consolo de Deus-Pai-Mãe é busca-lo na fonte certa e perene. Quando chegarmos a sentir e perceber que Deus está perto e chegado a nós, já poderemos sentir alguma alegria de origem espiritual.

A tristeza da partida de ente querido, a pesar de justificada humanamente, requer certo cuidado para não ocultar um sentimento de pena de si mesmo, comiseração. Já presenciei casos de extrema tristeza em que a pessoa em prantos dizia: “... e agora quem vai cuidar de mim”. Essa senhora estava com pena de si mesma pois sua vida poderia ficar pior a partir de então, no pensar dela, e por isso chorava desconsoladamente. As pessoas em situação como esta não o fazem de propósito, mas na mistura de sentimentos, muitas vezes, não sabem o que dizer.

Essa questão de contrição e tristeza de alguém é algo que pode significar um crescimento espiritual e psicológico, quando a pessoa reúne suas forças e convicções para enfrentar corajosamente a situação deprimente; e conforme os recursos invocados pode superar a tristeza. O pensamento de separação é o mais forte no sentimento de pesar. Então, se a pessoa conseguir sublimar seus pensamentos para a ideia de que a morte não provocou separação espiritual, que ambos os seres continuam se amando (agora com amor mais sublime) ela pode superar a dor da separação.

No livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, a autora, Mary Baker Eddy, coloca um exemplo bastante curioso relacionado ao tema ora apresentado. Diz ela: “Uma mensagem errada, que por engano anuncia morte de um amigo, causa o mesmo pesar que a morte do amigo causaria. Pensas que tua angustia é causada por essa perda. Outra mensagem, que corrige o engano, cura teu pesar, e ficas sabendo que a tristeza fora apenas o resultado de tua crença” (p. 386).

O caso hipotético relatado mostra que a razão do sofrimento e comoção está enraizada na consciência das pessoas. Tão logo a raiz do sofrimento seja transplantada para um terreno mais espiritual, a tristeza perde força no coração e na mente das pessoas em sofrimento. Em permanecendo acesa a ideia de união de coração e mente, a tristeza pode ser vencida. Quer dizer que ela vai esquecer a pessoa que partiu? Não! Quer dizer que a colocou num patamar onde a tristeza é secundária e não pode assumir o controle emocional das pessoas. Contra as emoções edificantes da alegria, do entusiasmo, do ânimo e da felicidade a tristeza não tem vez. O amor que existiu antes continua depois e é responsável pela expressão de eternalidade no universo. Nessa atmosfera não há separação nem dor e aí podemos nos recolher. E poderemos com autoridade dizer com Eddy: “A tristeza não tem domínio sobre a alegria” (CeS, p. 304)


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sábado, 29 de novembro de 2014

Mostre o que você é

No nosso jardim cresceu certa vez uma pequena plantinha por entre os ladrilhos do piso, numa pequena fenda onde se alojara uma semente.  Quando a planta atingiu uns 10cm, deu uma florzinha que permitiu identificar claramente a espécie do vegetal.  Era uma pervinca maior (se  não me falha a memória).  Num canteiro esta espécie alcança uns 50cm, e produz em abundância belas flores coloridas de rosa forte e lilás.

Essa plantinha humilde ensinou-me uma lição de vida.  Ela, nas condições adversas em que se desenvolvera, era quase desprezível se comparada a outras de sua espécie.  Mas ela simplesmente fez o que suas irmãs fizeram: desenvolveu suas qualidades, em vez de ficar resmungando que não recebera condições adequadas para seu crescimento.  Cada plantinha tem a finalidade de ajudar a demonstrar a beleza da criação divina.  Neste universo de criaturas grandes e pequenas, cada uma tem seu nicho e preenche seu propósito.

O homem da criação divina também tem um propósito; existe para revelar a perfeição e permanência da criação de Deus.  Uma pergunta se impõe quando se lê o relato da criação no Gênesis.  Diz no capítulo primeiro (versículo 26) que Deus criou o homem à Sua “imagem e semelhança”- homem e mulher.  Aceitando o que a Bíblia nos ensina sobre Deus, de que Ele é Amor, Verdade, Vida, Espírito, infinito, eterno, todopoderoso, perfeito e bom, como devemos entender a natureza do homem criado à Sua imagem e semelhança?  Com certeza não pode ter características opostas às qualidades divinas; ou seja, não é material, físico, mau, mentiroso, mortal, rancoroso, e assim por diante.

O que aprendi na Bíblia sobre a natureza do homem me faz encarar humildemente os afazeres humanos como quem não tem qualidades próprias derivadas do corpo físico, mas sim derivadas da fonte eterna e criadora – Deus.  Com tal ênfase de vida, não fico a resmungar contra circunstâncias adversas, mas me aplico a expressar do melhor modo possível o propósito que Deus tem para mim, por mais humilde que seja; assim como tem para cada indivíduo.  A regra é universal e vale para todos os seres humanos – homens, mulheres e crianças.

O livro do Gênesis mostra um dos propósitos da existência do homem: Deus lhe deu domínio sobre plantas e animais.  Domínio com inteligência e amor é o que o homem deve exercer.  Isto revelará suas características, como fez a flor entre as pedras.


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quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Cabo-de-guerra: material x espiritual

                        Opostos na consciência humana:
Pendor da carne (matéria)          X            Pendor do espírito (Espírito)
Medicina                                    X            Fé no espírito, C. Cristã
Desagrada ao Pai                        X            Agrada ao Pai
Crime                                         X            Ação do bem
Agitação                                     X             Temperança
Desobediência                             X             Obediência aos Mandamentos
Vaidade                                     X                    Humildade
Ódio                                        X                      Bondade
Inimizade                                X                      Amizade  

O pensamento humano é um palco onde se desenrolam inúmeros papéis teatrais.  O jogo do cabo-de-guerra é uma exemplificação do que se passa no pensamento do homem quando tem que decidir o caminho que quer trilhar. O jogo das duas “forças” não tem empate, um ganha e outro perde. Nosso pendor e nossos interesses ditarão o rumo de nossos passos, e nesse caminho encontraremos ou problemas e sofrimento, ou paz e cura. O gênero humano tem de aprender a identificar as forças às quais se alia no seu viver diário. Esse aprendizado talvez venha através do sofrimento que o pecado, a ignorância, a superstição ou o medo impõem. Ou virá pela suavidade da inspiração/intuição celestial. O bem e o mal, o certo e o errado são opostos que reivindicam a escolha do indivíduo. A indecisão e a dúvida não cooperam para uma definição de que lado atuaremos, mas podem, isso sim, jogar-nos no fosso divisório, como no jogo citado.

É fácil de perceber que nesse embate de opostos não podemos ficar no meio termo, seja por causa da dúvida ou do medo, ou o pretexto de aproveitar-se do melhor desempenho de um ou outro lado, daquele que favoreça nosso interesse predominante. Em nosso pensamento também não podemos, ou devemos, tentar reconhecer aspectos bons e maus como equivalentes em ambos os lados. Se fizermos uma escala de valores e prioridades para a nossa vida, não podemos aí misturar coisas  que se opõem e, talvez, até se anulem mutuamente. Certamente, faremos a escolha de acordo com o que entendemos seja real e bom. Acontece que se nossos conceitos de certo/errado, bom/mau, real/irreal não estiverem bem orientados, podemos acabar atraindo para nossa vivência humana toda sorte de problemas e sofrimentos.

É o que o apóstolo Paulo procurava alertar os Romanos ao se referir ao “pendor do espírito” e “pendor da carne” (ver Rom. 8:5,6) ; um propicia felicidade e outro traz problemas; um dá alegrias o outro tristezas e aflições. O próprio apóstolo passou por experiências  de conflito mental, conforme relatou: “Não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço... No tocante ao homem interior, tenho  prazer na lei de Deus ; mas vejo nos meus membros outra lei...guerreando contra a lei da minha mente” (Rom 7:22,23).

Precisamos definir uma posição ou direção de nossos esforços pois isso definirá a harmonia—ou não—de  nossa existência humana. Sob este aspecto o e estudo cuidadoso da mensagem cristã dada na Bíblia pode ser um forte aliado, posto que as Sagradas Escrituras, do começo ao fim, apresentam exemplos da superioridade do bem sobre o mal, do Espírito sobre a matéria. Optando pela orientação do senso espiritual estaremos fazendo a melhor escolha. Aliás MBEddy faz uma colocação mais drástica. Diz ela em CeS: “Não podemos escolher como trabalhar pela nossa salvação, mas temos de trabalhar da maneira que Jesus ensinou”  (p. 30). As Escrituras contém o ensinamento dele. No Sermão do Monte (ver Mateus 7) o Mestre faz um interessante desafio. “Aquele que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque estava edificada sobre a rocha. E todo aquele...que não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou sobre a areia” (Mat. 7:24-26). Precisa ser mais clara a definição de nossa escolha? O que queremos na vida?

 Um pensamento alicerçado em Deus, o bem, a Verdade, não será abalado quando confrontado com as vicissitudes da vida humana e/ou mundana. O Cristianismo e a Ciência Cristã nos dão recursos e reforços espirituais nesse afã de espiritualizar o pensamento. O processo se baseia no princípio de que um erro é corregido  pela verdade exatamente oposta. Por exemplo, na matemática um erro ligado à operação 2 + 2 = 4, (p.ex. 2 + 2 = 5) é corrigido pela expressão que afirma a verdade. No mundo das idéias dá-se algo semelhante. A sabedoria corrige a ignorância, o ódio é corrigido pelo amor, e assim por diante.

Com um exemplo será mais fácil de perceber o desenrolar do processo mental. Suponhamos que alguém esteja lutando com dores de cabeça. Sempre em tais casos conjetura-se sobre prováveis causas da moléstia. Pode-se listar algumas pretensas causas: calor, noite mal dormida, trabalho demasiado, hereditariedade, ressaca, medo, etc. Cada nome desta lista tem uma qualidade oposta que anula o mal.

Calor           <              amenidade (do Amor);
noite mal dormida     <      descanso (no conforto de Deus);
trabalho demasiado     <       força (do Espírito);
hereditariedade   <   meu pai e mãe verdadeiro é perfeito (é Deus, o bem);
medo       <       confiança (fé em Deus).
Inimizade   <   amizade

Em seguida afirmamos que as qualidades que combatem o mal, erro, dor, etc, são permanentes porque pertencem a uma das características da Divindade  superior a qualquer manifestação de mal, e que destroem as evidências do mal com Sua onipotência, onipresença re onisciência. Isso estabelece na consciência o reconhecimento da presença da perfeição vinda de Deus, reconhecimento que oblitera qualquer percepção do mal. Uma vez que a consciência chega a esse ponto, podemos passar um grande “X” ou uma borracha sobre a lista dos males e sintomas; com isto ficamos só com a lista das coisas boas, e uma gostosa sensação de bem-estar que não está ligada ao  corpo físico, mas sim ao nosso pendor do Espírito.

MBEddy diz claramente: ” Mantém o pensamento firme no que é duradouro, no que é bom e no que é verdadeiro, e os terás na tua experiência, na proporção que ocuparem teus pensamentos” (CeS, p. 261). Isso é uma regra de cura que leva vantagem sobre as pretensas forças do mal!

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domingo, 19 de outubro de 2014

Aprender com a natureza

O aprendizado com a natureza poderia ser chamado de ecologia espiritual

Hoje em dia há um esforço sincero de transmitir aos jovens e adultos conhecimentos e sentimentos a respeito da natureza. Vê-se esse esforço disseminado por todo o globo terrestre. Tecnologias modernas auxiliam a prover imagens em tempo real do que acontece no mundo, tanto o lado cruel como o construtivo. Escolas, universidades e entidades ambientais espalhadas pelos quatro cantos do mundo estão tratando de fazer jovens e pessoas  entenderem o papel benfazejo da natureza e que os desmandos que se vê acontecer podem e devem ser mantidos sob controle dos humanos. Penso que o melhor controle seja o autocontrole, cada um cuida de si.

Vendo todo esse esforço, às vezes me pergunto sobre a eficácia do ensino sobre a natureza. Deixem-me assinalar  sobre a natureza. Falar ou mostrar coisas sobre a natureza para alguém que não convive com a natureza soa como uma bela teoria. O ensino eficaz ocorre quando o instrutor ensina com e o aprendiz aprende com a natureza. O convívio  com a natureza é essencial. “Árvores, rios, pássaros, campos todos nos ensinam e em silêncio; e aprendemos melhor em silêncio”, palavras o sábio Eckart Tolle (Em harmonia com a natureza, 1948). Por que tribos nativas que vivem numa floresta sabem como e o que colher ou caçar sem agredir o ambiente (a floresta) em que vivem? Seu convívio de longa data com seu habitat as ensinou em preleções silenciosas. A natureza lhes dá o sustento e mais não necessitam.

Imaginemos que uma tribo da natureza fosse infectada com o vírus do consumismo: ter dinheiro para comprar novas armas, equipamentos, motoserras, helicópteros, etc. O que aconteceria à floresta de seu habitat? Seria aniquilada. A busca por mais bens—a ânsia do ter—poderia levar os “selvagens” a cometer os erros dos civilizados, ter cada vez mais sem medir conseqüências. Isso é apenas hipotético para uma tribo selvagem, mas é realístico para o mundo civilizado—lamentavelmente!

O melhor ensino sobre a natureza é o que consegue insuflar na consciência dos alunos ou ouvintes um amor à natureza. Esse é um aprendizado permanente. A pessoa que ama a natureza ou meio ambiente é a pessoa que protege, não agride, não desperdiça os recursos naturais, não maltrata a flora e a fauna, não promove queimadas (sejam pequenas ou grandes), não polui os rios. Quem ama protege o objeto de seu amor! Este é o ideal de todo ambientalista ou ecologista. A ecologia, como ciência, deveria permear todos os ângulos do ensino formal, pois sua definição tem um aspecto todo-abrangente: “é o ramo da biologia que estuda a relação dos seres vivos com o meio ambiente”.

A esta altura até poderíamos perguntar se a ecologia é uma ciência humana ou moral? Pessoas com índole moral, ou atentas a valores espirituais (fraternidade, fé, compaixão) geralmente são ecologistas ao natural, têm conduta adequada ao meio ambiente. Gosto de chamar essa consciência de ecologia espiritual. Alguém que demonstre um caráter cristão genuíno é uma pessoa em quem podemos confiar que terá cuidado com a natureza.

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sexta-feira, 10 de outubro de 2014

O sonho da materialidade

A crença do viver material é tão fugaz como um sonho

O gênero humano, em vez de viver a realidade do divino e infinito, vive no sonho da falsa realidade—a materialidade. Nos sonhos da materialidade os homens sofrem toda sorte de percalços, sofrimentos e prazeres materiais e, não raro, esses viram pesadelos dos quais gostariam de livrar-se, se tão só soubessem como. Essa libertação, no entanto, tem um processo simples: DESPERTAR!

Se alguém está tendo um sonho ruim, outras pessoas não podem entrar no sonho para resgatar o sonhador de maus  acontecimentos pois estes, em realidade, nada mais são do que pensamentos da pessoa. Assim a única maneira de “salvar” alguém  de um pesadelo é  despertá-lo. Isso outras pessoas podem fazer, se tão só soubessem o que o sonhador está sonhando ou pensando. Às vezes pode-se perceber que uma pessoa está tendo um pesadelo, quando ela se agita ou geme (pensando que está gritando) sem nenhuma causa aparente para tal gemido.

O que se passa em um sonho é nada mais que uma visão de nosso pensamento. Se  conturbado gera sonhos pesados. Se feliz gera sonhos alegres. Muitas vezes uma pessoa abriga algum medo inexplicável de algum animal ou alguma situação tida como perigosa, caso em que seus sonhos trazem o tema de modo recorrente. É porque a situação está presente na linha de frente do pensamento. A pessoa sofre no sonho porque lhe parece real o que esteja “acontecendo” nesse seu sonho. Com uma pessoa sob transe hipnótico ocorre a mesma coisa. Se lhe dizem que está frio, ela sente frio mesmo que o termômetro indique calor e ela só se aperceberá da realidade quando despertar do sonho hipnótico. Neste exemplo é fácil perceber como o Despertar é a solução do “aparente” problema.

Nos sonhos nossa existência humana parece uma realidade. Mas o que é ela realmente? Soa como um jogo de realidade x irrealidade. O pensamento materialista afirma que essa existência está ligada—presa—à materialidade. Ainda bem que esse tipo de pensamento não é o único à nossa disposição, pois os frutos de tal consciência  estão a encher o mundo e as manchetes da mídia. Abandonar velhas crenças parece difícil, e se não houver uma grande motivação, fica mais difícil ainda.

Amigos cristãos, vejam o que nosso livro de orientação espiritual nos diz: “Já é hora de vos despertardes do sono” (Romanos 13: 11), e na epístola aos Efésios Paulo alenta: “Desperta, ó tu que dormes; levanta-te de entre os mortos...” (Efes. 5:14). Paulo tratava de motivar seus amigos a se elevarem para fora das crenças da mortalidade e isso sem demora (Já é hora...). Seguindo essa orientação encontramos no livro-texto um importante esclarecimento: “Dominas a situação se compreendes que a existência mortal é um estado de autoengano [um sonho], e não a verdade a respeito do existir” (Ciência e Saúde, p.403).  Dominar a situação é o despertar do sonho da materialidade, ou seja da mortalidade. Então deixamos de apoiar as crenças carnais. Por que é importante esse despertar? É a própria  autora do livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras que responde: “Quando despertarmos para a verdade a respeito do existir, toda a doença, a dor, a fraqueza, o cansaço, o pesar, o pecado e a morte serão desconhecidos, e o sonho mortal cessará para sempre” (p. 218).

A consciência despertada, atenta, para a verdade do existir deixa de conviver com as mazelas do senso material. Essa existência sem problemas é o que todos nós procuramos alcançar. Por que não a vemos no nosso dia-a-dia? Porque precisamos despertar do sonho de que a materialidade seja nosso meio de existência, de subsistência, de inteligência, de proficiência, etc. Estar fora do sonho da mortalidade ou materialidade é estar permanentemente consciente das verdades  e qualidades que compõem o universo da criação divina, daquela criação de que a Bíblia fala que “Viu Deus tudo quanto havia feito e eis que era muito bom” (Gen. 1:31).

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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

A respeito do Congresso de Educação Ambiental

A propósito da realização do III Congresso Internacional sobre meio ambiente recentemente realizado  em Panambi,  me flagrei , há alguns dias atrás, perguntando: “O que será mais importante: salvar e melhorar a humanidade, ou salvar e melhorar o meio ambiente?”  Pois ouso lançar diante vós esse desafio filosófico. Pensem um pouco sobre isso.

Se obtiverem do infinito a resposta de que salvar e melhorar a humanidade é mais importante, estaremos de comum acordo. Mas um argumento muito pertinaz diria: “Mas isso é o trabalho das igrejas cristãs, não é assim?” Nós, ambientalistas ou não, gostaríamos de ver o gênero humano mais engajado na preservação ambiental, mas deixamos para as organizações religiosas a tarefa mais importante de preservar nossa humanidade. Lavamos as mãos, pois o problema não parece nosso! Estará certo esse posicionamento? Será correto ficarmos de braços cruzados quando já estamos vendo o caminho a ser trilhado?

Uma pessoa de caráter, índole e espírito cristãos é a que está melhor preparada para dar à natureza (meio ambiente) a proteção que ela merece. Cultivar esse caráter cristão é prerrogativa e decisão individual. O máximo que podemos fazer é encorajar esse alguém a elevar suas vibrações para que perceba os caminhos que levam essa pessoa -- uma porção da humanidade – a abrir sua mente para as questões da natureza pura.
Saibam os senhores leitores e senhoras leitoras que este evento de suma importância  é um farol que se acende para indicar o caminho. O que estamos fazendo é para ajudar a humanidade -- essa  porção de humanos que nos ouvem e leem – a ver que o meio ambiente precisa de atenção e respeito, precisa de nosso amor, para que a Mãe Terra possa respirar por mais tempo e não venha a responder com violência os maus tratos que lhe impusemos. Estaremos ajudando a melhorar a humanidade fazendo-a perceber como melhorar e proteger o meio ambiente? Sim,

ESTAMOS AJUDANDO A HUMANIDADE A SER MELHOR!

 Esta é a visão que devemos ter enquanto debatemos como amparar a natureza e meio ambiente, nosso e do mundo!
Ovidio Trentini


Pres ARPA FIUZA