segunda-feira, 16 de junho de 2014

Enfim, uma idéia sobre o homem

Na idéia concebida na Mente divina, estão presentes todas as qualidades pensadas pelo Criador divino para o seu filho e ou Sua filha

Há algum tempo ouvi, durante uma cerimônia de sepultamento, o Pastor da igreja evangélica luterana dizer que o “homem começa como idéia de Deus”.

Como gosto desse tema, pus-me a aprofundar o exame dessas palavras, para entender melhor seu significado que eu sabia ter elevado valor espiritual. “O homem uma idéia de Deus!” Que entendimento lógico poder-se-ia desdobrar a partir dessa premissa? Como Cristãos podemos buscar nas Sagradas Escrituras os subsídios metafísicos balizadores de um raciocínio lógico e metafísico, de base cristã.

Para que haja uma idéia, tem de haver primeiro uma mente, e neste caso em foco a Mente é divina (por isso grafei com letra maiúscula). Idéias são o produto da mente e se a Mente é a divina, suas idéias o que são? Esse é um conceito interessante, falando-se de um atributo de Deus, que goza juntamente com outros de infinidade, todo-poder, eternidade, onisciência, próprios da infinita natureza divina. A Mente de Deus é onisciente, por isso sabe tudo, nada ultrapassa ao seu entendimento, nada escapa de sua memória. Ela pode ter infinitos pensamentos, não há limites para ela. Como Deus é bom, Sua Mente é boa e Suas idéias  são boas. É inconcebível que uma Mente boa possa ter pensamentos maus ou imperfeitos. É inaceitável que uma Mente sã possa ter pensamentos doentios. Impossível que uma Mente amorosa tenha pensamentos rancorosos. Mente e idéia gozam de afinidades. A Mente—causa―gera idéias semelhantes—efeitos. Assim, para entender a idéia, deve-se começar por entender a Mente que a concebeu, pois Mente e idéia são um.

É bom saber que a Mente divina, e também a humana, não tem forma como um objeto material. Sua forma é antes um modo de agir mental. Os pensamentos dessa mente têm a forma da ação dessa mente, a direção de seus interesses, a consecução de seus ideais. O homem como idéia de Deus, é um ser sem forma física. Não podemos olhar para um corpo e dizer que seja a idéia de Deus. Uma idéia de Deus não tem forma. Esta forma visível, quando muito, representa a idéia e demonstra as qualidades e funções idealizadas para aquele ser. Na idéia concebida na Mente divina, estão presentes todas as qualidades pensadas pelo Pai-Mãe divino para o seu filho, ou Sua filha. Cada idéia tem suas qualidades, o que torna o homem uma individualidade. O conjunto infinito de individualidades constitui a identidade de todas elas. Muitas individualidades, mas uma só identidade: a de filhos de Deus.

Essa característica de isenção de forma sugere-me que nem a mente humana nem a Mente divina podem estar contidas em algum espaço limitado. Em relação à Mente divina é fácil compreender tal disposição, pois ela é infinita; mas em relação à mente humana esse fato só é compreendido a partir da conclusão de que o homem idéia de Deus não tem forma física. Então, sua mente não pode estar confinada em uma forma óssea. Vale dizer, a mente não está na matéria. A mente pensa, mas não dentro do cérebro.

Essa questão de que uma forma não possa conter a mente, não é difícil de compreender, desde que entendamos que a Mente é Espírito e que este é infinito. Diria alguém que o maior possa estar no menor, ou que o infinito entre no finito? O Espírito não está na matéria. A Mente não entra na finidade do físico. A atividade da Mente, independe do cérebro. As qualidades espirituais manifestam a Mente que é Espírito, em quem o homem-idéia existe como individualidade espiritual, que é a realidade de nossa existência.

A colocação de que o homem é uma idéia de Deus deixa claro, imediatamente, o fato de que o homem é uma criação da Mente. Essa criação é descrita no livro de Gênesis como ocorrendo em tantas etapas ou dias, que são revelações das idéias que a Mente concebeu, todas reconhecidas como boas: “Viu Deus que isso era bom” (Gen. 1). A Mente estava satisfeita com sua obra ideal, ou seja, com suas idéias. O mesmo acontece com os humanos. Se uma cozinheira vai fazer um bolo, um marceneiro uma mesa, tem que primeiro idealizar sua obra, e quando estiver satisfeito com sua idealização, age para que o objeto apareça e se pareça com a idéia mantida na mente. Assim, a forma visível representa a idéia e expõe suas funções e qualidades, as quais já estavam originalmente presentes na idéia. Se a idéia concebida não contiver as qualidades, estas não podem ser incluídas no objeto.  Proponho aqui um dilema ao querido leitor; o que é mais importante: a idéia ou o objeto?

Outro fato importante a respeito do conceito de Deus como Mente, é que há um só Deus e por isso uma só Mente. Não muitos deuses nem muitas mentes. Havendo só uma Mente, as idéias por ela concebidas—os filhos e as filhas de Deus—gozam de qualidades semelhantes por serem oriundas da mesma e única fonte.  Quando o Criador disse: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança”, expressou Seu desejo que Sua criação partilhasse dos atributos divinos. Qual homem assume esse papel de semelhante a Deus: o corporal ou o ideal (idéia)? “Criou Deus, pois, o homem à Sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou... Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom” (Gen. 1:27, 31).

 É bom e importante para a humanidade que Deus tenha criado homens e mulheres à semelhança dEle. Isso iguala os sexos desde sua origem e acaba com a descabida dissensão que a humanidade há tempos estipula. Sendo o homem e a mulher oriundos da mesma fonte, gozam das mesmas qualidades intrínsecas ou espirituais. Visualmente são diferentes. Sim, pois cada idéia tem sua individualidade garantida na Mente criadora. Nenhuma razão, pois, para o gênero humano tentar desfazer essa igualdade original. No dizer popular: “Somos vinho da mesma pipa”. Somos filhos do mesmo Pai-Mãe.

Dou razão àquele Pastor: o homem é uma idéia de Deus! Essa verdade me diz que, por ser idéia, o homem não é corporal nem mortal. Para ser a imagem e semelhança de Deus, Espírito, o homem não pode ser material. Por refletir a Vida, Deus, o homem-idéia é imortal. O verdadeiro ser do homem é espiritual. Para vê-lo temos que elevar nosso olhar, como Jesus quando ressuscitou Lázaro, vale dizer, desviar o olhar da materialidade para a espiritualidade. O saber humano que não segue essa regra, ainda está apegado ao reino material, onde tudo o que vê é aceito como real. Por isso a razão baseada na compreensão espiritual estabelece uma diferenciação mental entre o físico e o espiritual.

O raciocínio que toma como premissa a realidade do Espírito infinito, da Mente divina, do Amor eterno, reconhece e aceita o homem ideal como verdadeiro. Essa era com certeza a posição mental do Mestre Cristão quando disse para sermos “perfeitos como perfeito é o [nosso] Pai celestial” (Mat. 5:48). É possível essa coincidência segundo a materialidade? Nunca. Ela só é possível segundo a espiritualidade. Essa lógica metafísica me convence. E com isso vou  vivendo a plenitude do bem e da graça divina, emulando as obras e o preceito de Cristo Jesus: ”Aquele que crê em mim, fará também as obras que eu faço” (João 14:12).

Lendo o livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, de autoria de Mary Baker Eddy, grande mestra de metafísica dos tempos modernos, encontrei a seguinte resposta à pergunta “O que é o homem?”: “O homem não é matéria; não é constituído de cérebro, sangue, ossos e de outros elementos materiais. As Escrituras nos informam que o homem é feito à imagem e semelhança de Deus. A matéria não é essa semelhança... O homem é idéia, a imagem, do Amor; não é físico. Ele é a idéia composta que expressa Deus e inclui todas as idéias corretas” (p. 475).*                                                                      

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quarta-feira, 11 de junho de 2014

Pensamento atento à Verdade


Conhecer e praticar a verdade são importantes instrumentos de ação mental

O gênero humano tem grande interesse em conhecer ou saber a verdade, em qualquer campo de ação.  Com grande afã as pessoas buscam o conhecimento da verdade para sentir-se seguras nas suas decisões, argumentações, deduções, afirmações e até auto-afirmação.  Não raro o conhecimento da verdade se converte numa necessidade, como nas causas judiciais onde só a verdade pode realmente revelar a culpa ou inocência de alguém sob suspeita.  No campo da religiosidade, a busca da verdade é uma questão de foro íntimo vital para o indivíduo.  Os Cristãos buscam a verdade na Bíblia e nos ensinamentos de Cristo Jesus, o grande Mestre que declarou a seus seguidores:  “... conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32).

A declaração de Jesus é fácil de entender.  No ramo do saber humano pode-se tomar como exemplo a matemática.  Que pessoa tem a maior liberdade para solucionar problemas de matemática?  É aquela que conhece as regras, ou verdades, matemáticas.  Assim, conhecer a   verdade dá liberdade, segurança, tranqüilidade, certeza.  Que pessoa obtém os resultados corretos na solução de problemas de matemática?  É aquela que aplica corretamente as verdades ou regras que conhece.  Assim, para obtermos resultados nosso conhecimento da verdade tem de ser praticado.

O conhecimento e a prática são, pois, dois aspectos da verdade que precisam vir juntos, para que alguém obtenha os desejados resultados favoráveis.  O desconhecimento da verdade ou a falta de praticá-la podem levar os homens a vivenciar problemas.  A ignorância, o medo, a  desobediência e a distração são atitudes mentais que também podem levar as pessoas a problemas, e por causa deste resultado são modos, num sentido bem amplo, de desconhecer e não praticar a verdade.

Gostaria de ilustrar a máscara das atitudes mencionadas, com a cena de pessoas paradas num movimentado cruzamento de ruas aguardando a mudança da luz do semáforo para pedestres.  Pessoas que desconheçam a lei da luz verde expor-se-iam, por sua ignorância, ao tentarem atravessar a via em momento inadequado.  Pessoas dominadas pelo medo talvez não aguardassem  o melhor momento  e atravessariam a via correndo.  Quem conhecesse a lei e propositadamente atravessasse a via, sem aguardar a luz verde, cometeria flagrante desobediência.  E há ainda aquela atitude desligada, descuidada e distraída da pessoa que conhece a lei, não quer desobedecê-la, mas não cuida de seus pensamentos deixando-os absortos em problemas e preocupações, ou em alegrias eufóricas.  Essa distração  também a exporia ao perigo de atravessar a via antes da luz verde.

Para alguém proteger-se desse punhado de atitudes errôneas-errôneas porque não são a aplicação da verdade pertinente-deve esse alguém vigiar seu pensamento. Tal vigilância é tão mais importante se a Verdade a ser conhecida é a divina, e os problemas envolvidos se referem à avenida de nossa existência humana.  As Sagradas Escrituras contêm inúmeras referências, advertências e conselhos contra a prática do descontrole do pensamento.  Também nas obras de Mary Baker Eddy são encontrados muitos esclarecimentos.  Em Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras,  por exemplo, ela diz:  “Como uma crença se origina sem ser percebida, o estado mental deve ser vigiado sem cessar, para que não produza às cegas seus maus efeitos” (p. 377).  

Numa pesquisa bibliográfica recente comecei a ligar a declaração de Jesus Cristo, sobre o conhecer a verdade, como antídoto aos quatro estados mentais mencionados.  As palavras do Mestre com certeza não se referem a momentos estáticos de conhecimento da Verdade; me parecem mais um estado de constante atividade mental.  Mas, como conhecer a Verdade constantemente se a todo momento a ignoramos, ou desobedecemos, ou tememos ou esquecemos?  Conhecer a Verdade anula imediatamente a ignorância, desfaz cabalmente o pecado, esvazia  totalmente o medo e desperta definitivamente o pensamento distraído.   Uma vez vencidos esses inimigos, estaremos livres;  mas livres de que?  Livres das armadilhas do mal.  Não seremos mais ludibriados  pela sedução dos prazeres e dos fáceis lucros de loterias, nem pela insinuação das drogas e seus agentes, nem pela sedição da inescrupulosa desonestidade.  Livres para agir bem, para usufruir nosso verdadeiro ser como filhos de Deus, para compreender a natureza de Deus na Sua infinidade, eternidade, bondade e sabedoria.  A importância dessa liberdade para nossa saúde, fica patente quando lemos em  Ciência e Saúde: “A causa promotora e base de toda doença é o medo, a ignorância e o pecado” (Ibidem, p.411).  

O pensamento vigilante e atento tem ainda a virtude de libertar preventivamente.  A Sra. Eddy fala das “artes profiláticas” da Ciência Cristã, e estas referem-se não só a doenças como também a acidentes.  Cada pessoa recebe da Mente divina, a todo momento, mensagens por meio de pensamentos intuitivos capazes de desviá-la de problema iminente.  O pensamento atento a essas mensagens, obedece a elas e faz a pessoa tomar o rumo da segurança e bem-estar.  Este é o processo profilático de Deus para nos livrar de acidentes.

Comprovei mais de uma vez a veracidade dessa afirmação.  Certa vez, quando atuava como engenheiro rodoviário, voltava de uma viagem de inspeção na companhia do motorista.  Subíamos uma rampa longa quando percebemos a certa distância à frente um trator agrícola que andava no mesmo sentido que nós.  Ao nos aproximarmos dele, e nos prepararmos para realizar a ultrapassagem, que parecia tranqüila, tive a intuição de que o tratorista poderia querer entrar numa propriedade rural localizada à esquerda.  Disse ao motorista que acionasse a buzina de advertência; no que ele imediatamente obedeceu.   Naquele exato momento o trator iniciava a manobra para a esquerda que cortaria nossa frente.  Advertido pela buzina do carro que ele não havia visto, o tratorista manobrou para seu lugar e nós passamos sem qualquer problema.  Até hoje sou grato a Deus pela evidência tão clara de Seu cuidado sempre-presente.

O Salmo 91 expõe claramente como a proteção divina chega até nós: “Aos seus anjos dará ordens a teu respeito para que te guardem em todos os teus caminhos.  Eles te sustentarão nas suas mãos para não tropeçares nalguma pedra” (91: 11, 12).  É’ nossa atribuição estar atentos a esses mensageiros da divina Providência e, assim, manter afastados de nosso pensamento a desatenção, a ignorância, o medo e o pecado; por via de conseqüência, estarão afastados de nossa experiência humana.

Então, se queremos o mais alto grau de liberdade frente às questões humanas, sejam elas problemáticas ou não, temos que constantemente “conhecer” a Verdade divina-Deus perfeito e homem perfeito-e vigiar constantemente o pensamento para que não se extravie pelas avenidas da ignorância, ou do medo, ou do pecado ou da distração.  Quando Deus criou o homem , deu-lhe domínio, isto é, a capacidade de usar conscientemente as faculdades mentais.  Um pensar nobre e elevado, manifesta-se num viver nobre e elevado.  Um pensar isento de pecado, doença e morte, se expressa em existência humana santa, saudável e ativa.  As palavras de Mary Baker Eddy no livro texto resumem o que foi exposto:  “Quando se admite que Deus é a única Mente e a única Vida, então cessa qualquer oportunidade para o pecado e a morte.  Quando aprendemos na Ciência a ser perfeitos, assim como nosso Pai no céu é perfeito, o pensamento envereda por vias novas e sadias-volta-se para a contemplação das coisas imortais e se afasta da materialidade para o Princípio do universo, que inclui o homem harmonioso” (Ciência e Saúde, p. 276).  


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sábado, 7 de junho de 2014

Recomeçar

O indivíduo precisa juntar todos seus recursos morais e espirituais para encetar um novo começo.

A pomba rola havia escolhido o galho de uma palmeira para estabelecer seu ninho e procriar sua família. Mas o galho encurvado não parecia a mim uma boa escolha. A folha ficava bem em frente à minha janela do apartamento. Quando ela já estava com 2 ovinhos no ninho e prudentemente os chocava, veio uma chuva acompanhada de vento muito forte que empurrava as folhas da palmeira como se quisesse arrancá-las. Foi no começo da noite, e a pombinha não teve outra alternativa senão buscar abrigo seguro.

Na manhã seguinte vi a infeliz (sob minha ótica) dona do ninho examinar o lugar onde o mesmo estivera antes de começar o vento. Fiquei observando a reação do animalzinho. Ela voou, e não tardou a voltar com um raminho no bico disposta a reconstruir seu “lar”. Examinou detidamente o local anterior, tentou ajeitar o raminho, mas não gostou. Então pulou para outro ramo e lá lançou seu ninho. Trabalhou o dia todo. À noitinha já estava quase pronto. Essa espécie de ave se contenta com meia dúzia de gravetinhos. No dia seguinte estava sentada no novo ninho demonstrando plena confiança de recompor seu lar.

Repensando o acontecido veio-me o pensamento de que é da natureza dos seres vivos sentir-se encorajados a recomeçar a reconstrução de um lar desfeito ou de uma casa destruída por elementos da natureza. Em meu Estado no Sul do Brasil houve inumeráveis exemplos desse ânimo construtivo após os vendavais que se abateram em algumas partes do Estado, durante a primavera recente. Noticiários televisivos não se cansavam de mostrar cenas de destruição, de enchentes, de desmoronamentos, de árvores tombadas, casas destelhadas, e assim por diante. Também eram noticiados eventos de solidariedade na ajuda de vizinhos entre si e de agricultores arregaçando as mangas para replantar ou repor as plantas perdidas.

E ainda há outros tipos de vendavais ou elementos que varrem a experiência humana. As crises econômicas, a desagregação social, o antagonismo étnico, os desencontros religiosos, as ameaças climáticas globais, o avanço do consumo da droga, instabilidade econômica e de emprego, dificuldade de adquirir uma casa, e tantos outros exemplos que se poderiam citar. Como reagem as pessoas às ameaças como as citadas? Também aqui o ânimo daquela avezinha serve de exemplo. É conhecido o dizer de um sábio: “Se perdeste dinheiro, não perdeste nada; se a honra, perdeste muito; se a coragem, perdeste tudo.” De fato, é preciso muita coragem para reiniciar o que havíamos construído.

“Pode ser muito difícil”, diria alguém. Pode. Isso quer dizer que não vale a pena encarar o desafio? posto o desânimo é o maior inimigo do homem nesse momento importante em sua vida. Se não tiver fortaleza própria, pode recorrer a recursos fora do seu e amigos,  entidades assistenciais, igreja, e assim por diante. Para sair de uma pior, terá de usar muita sabedoria, coragem moral, e outras virtudes que possam instrumentalizar sua ação.

Aliás, usar a sabedoria é o que desde o inicio deveria ter sido feito. Minha amiga pombinha não foi esperta ao escolher um lugar tão impróprio para um ninho. Não é isso o que às vezes vemos acontecer com os seres humanos? Constroem suas casas em locais impróprios e sujeitos aos elementos da natureza. Na Bíblia, no Sermão do Monte,  o Mestre Jesus nos recomenda a não construirmos sobre a areia; isto vale para o fundamento dos afetos também. Não raro vê-se relações humanas edificadas sobre terreno instável e que não resistem às lufadas dos ventos de discórdia. Até a realização profissional, se for edificada sobre fundamentos inadequados, não se confirmará.

Em todas suas ações, o homem deseja uma justa recompensa aos seus melhores esforços. O mais sólido alicerce para uma realização efetiva é composto de sabedoria, humildade, respeito, confiança numa inteligência superior, entre outros elementos. Onde encontramos tais compostos? Onde é seu reservatório? Se olharmos para dentro de nosso eu humano, veremos uma provisão muito minguada, se não inexistente. Temos que olhar para fora e acima de nosso ego. Teremos, então,  oportunidade de ver a fonte das qualidades básicas para uma feliz vivência humana. Nossos olhos não podem divisar a fonte de onde emanam todas as qualidades que precisamos, mas nosso pensamento alcança as alturas onde tais qualidades se encontram, e as traz para nossa vivência. O elo para esta conquista é a oração.

A fonte suprema das qualidades que precisamos para edificar a obra de nossa vida é Deus, a suprema inteligência que criou e governa o universo, inclusive o homem. As Sagradas Escrituras recomendam sabiamente: “Entrega teu caminho ao Senhor; confia nEle...” (Salmo 37:5). Não faça planos baseado apenas nas aptidões humanas! Edifique sua vida sobre fundamentos sólidos–as qualidades divinas. Não construa sobre a areia instável do saber humano (ver Mat. 7). Cave—aprofunde sua busca até encontrar solidez da rocha sobre a qual construir. Assim você conseguirá conquistar a almejada estabilidade—um viver feliz como resultado de edificar com sabedoria e inteligência de origem divina!

Uma notável pensadora do séc. XIX, Mary Baker Eddy*, fundadora do jornal The Christian Science Monitor , afirmou que: “O progresso nasce da experiência. É a maturação do homem mortal, pela qual este abandona aquilo que é mortal em troca aquilo que é imortal” (CeS**, p.296). O que o homem vivencia é o que seu pensamento evidencia. Por isso a troca dos elementos que não produzem harmonia nem progresso é vital para o gozo de felicidade, palavra que aqui resume a experiência humana harmoniosa, estável, dotada de saúde e paz―experiências de vidas re-erguidas pela reconstrução sobre o fundamento sólido da rocha eterna do Cristo.

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*Descobridora e Fundadora da Christian Science, nome que ela deu a sua descoberta, traduzida ao português como Ciência Cristã.

**Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Apegar-se a Deus com amor...

O motivo para orar a Deus deve ser o amor

Os cristãos em sua vida religiosa têm inúmeros motivos para recorrerem ao Pai celestial. Normalmente a gente enumera os aspectos negativos, ou seja os problemas, como motivos para recorrer a Deus. Mas para sermos fiéis às instruções da Bíblia, não devemos esquecer os bons motivos. Estes são mais importantes do que aqueles.

É muito fácil para alguém recontar os momentos em que recorreu a Deus por causa de algum aperto, seja ele físico, moral, financeiro ou pessoal. Muitas vezes foi o último recurso ao qual pensara recorrer, mas premido pelo medo ou desespero acaba por buscar esse recurso. Há vezes em que o arroubo do espanto momentâneo nos tira dos lábios: “Meu Deus!” e nem sequer pensávamos nEle. Haja paciência de nosso bom Pai para agüentar tanta hipocrisia! Sorte nossa que Seus atributos de graça e misericórdia não têm limites. Se Ele agisse como os humanos, revidaria na primeira oportunidade. Então sim, Ai de nós!

Que bons motivos podem ou devem levar uma pessoa a recorrer a Deus em caso de premência? Dentro da família humana são os pais a quem os filhos fariam bem recorrer diante de algum desafio, e os pais não se sentiriam à vontade se fossem deixados por último. “Por que não nos procuraste logo?” seria a primeira pergunta. Um filho que não teme aos pais, mas pelo contrário os ama e respeita, falaria em primeiro lugar com eles.  Se ele os teme talvez deixe a consulta para outra ocasião, por causa da repreensão, talvez.
Vê-se nesse exemplo que o amor dentro a família aproxima seus membros. Não é diferente na família divina. Deus como nosso Pai-Mãe gosta de ver Seus filhos recorrendo a Ele para solucionar problemas. É o Salmo 91 que nos dá o mais belo exemplo de como recorrer a Deus. É o meu texto favorito: “Porque a mim se apegou com amor, Eu o salvarei”, ou como diz na NTLH: “Eu salvarei aqueles que me amam e protegerei os que reconhecem que eu sou Deus, o Senhor’” (91: 14, NTLH). Há tantos outros que mostram o amor do Pai para com Seus filhos, mas esta frase soa para mim com destaque especial. É porque já atravessei situações difíceis de problema físico, e esse versículo foi o chamado que me tocou o pensamento. O medo, quase pavor que me dominava na ocasião, me deixava tremendo dos pés à cabeça. A  mensagem importante do Salmo acabou ressoando acima do pavor. O necessário é apegar-se Deus “com amor”, não com medo. Deus ouve o apelo e atende a oração dirigida a Ele com amor; e isso tem lógica, pois Deus mesmo é amor, e como podemos nos dirigir a Ele sem ser por amor? Como falar com o AMOR sem ter amor no coração? Esse é o sentimento que nos une a Deus imediatamente e apaga toda e qualquer inclinação mental oposta de medo, ou mesmo de rancor. Quando nos voltamos a Deus com amor, estaremos atentos às Suas palavras, gozaremos com Sua graça, cheios de expectativa de receber DELE o melhor para nós.

Existe algo impossível para Deus? Não. Esta convicção nos  vem com clareza quando oramos a Deus levados pelo amor, e depois disso a aflição se vai,  o medo se vai, a preocupação, os etcs se vão.  Primeiro sentimos uma grande paz e alegria com a consciência de que o Pai-Mãe está conosco, sempre. É um momento de profunda reflexão do Bem presente, aqui e agora. Não queremos sair dessa  consciência. Depois vem a percepção de estarmos bem e que o corpo não profere queixa alguma. Houve uma cura espiritual.

Esse resultado por mais almejado que seja, não deve ser o motivador da oração ou recurso a Deus. Nosso motivo deve ser o de demonstrar nosso amor ao Pai-Mãe. Quando dizemos a Deus o que precisamos e qual solução almejamos dEle, nossa oração deveria que ser posta entre aspas, pois isso não é mais oração. Isso não passa de uma tentativa de ensinar a Deus como solucionar nosso problema. Nós pedimos mas queremos que Ele faça como nós desejamos. A fé  não funciona assim. Quando pedimos a Deus, tem que ser com a humildade de deixar que Ele faça conforme Sua vontade, pois Ele conhece nossas necessidades, antes mesmo de Lhe pedirmos algo.

Na Oração do Senhor, o Mestre ensinou-nos a orar: “Faça-se a Tua vontade assim na terra como no céu” (Mat. 6: 10), e, a menos que realmente deixemos que Ele governe, nossa oração não será oração e não teremos certeza de que será ouvida. Sei que isso é assim, pois já passei por todas essas fases, com desfechos tanto positivos como também negativos. Com o tempo aprendemos a lição, o recurso divino torna-se o primeiro recurso e não haverá tentação de usar outro. No livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras Mary Baker Eddy indica como entender o versículo acima citado. Diz ela: “Faze-nos saber que, como no céu assim também na terra, Deus é onipotente, supremo” (p. 16).


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segunda-feira, 26 de maio de 2014

LUZ, SEM SOMBRA

Bom é tomar uma posição iluminada

Quando submetemos um objeto à exposição de uma fonte luminosa, veremos a sombra dele projetar-se em qualquer anteparo colocado atrás do mesmo.  A sombra é a área onde não há pontos de luz incidentes por causa da interposição do objeto.  Um olho humano colocado hipoteticamente no lugar da fonte luminosa não veria a sombra; é como se a luz não visse a sombra, ou dela não tomasse conhecimento.  Aliás, ela, de fato, não toma conhecimento de qualquer ponto de trevas ao seu redor: a fonte projeta luz, não trevas.

Também é conhecido o fenômeno da variação na aparência da sombra conforme a posição relativa entre a fonte e o objeto.   Podemos fazer a sombra quase desaparecer, se a fonte estiver verticalmente sobre  o objeto.   Há um modo de fazer desaparecer a sombra.  É rodear o objeto com fontes de luz de igual intensidade.  Então, em todas as direções há luz desfazendo sombras, e poderíamos, categoricamente, afirmar que tudo é luz.

Na Bíblia há muitas referências a luz e trevas ou sombras, como dois opostos; um representando o bem, a verdade, o divino, o espiritual, e o outro representando o mal, a dúvida, o erro, o material.  Relacionando essas referências bíblicas com o fenômeno físico da fonte luminosa e do objeto, pode-se fazer comparações metafísicas  e ilustrativas.

O ambiente de luz e sombras é semelhante às circunstâncias humanas que nos rodeiam, e o anteparo ou a tela onde se projeta a sombra é nossa experiência humana.  Quando olhamos o quadro humano e material,  ele parece cheio de coisas opostas, coisas boas e ruins, saúde e doença, honestidade e pecado, abundância e carência, e assim por diante, ambos os lados parecendo reais.  Dependendo de nosso posicionamento mental, veremos mais sombras do que luz; e se nos colocássemos diretamente na sombra, nem veríamos a luz  pois obstruída estaria pela materialidade do objeto.  Assim, quando nos colocamos no lado do erro, ou a favor do erro, do engano, da desonestidade, do crime, da droga, ficamos impedidos de perceber a presença da verdade, ou do oposto específico do mal que estamos vendo, sentindo ou presenciando.  Parecer-nos-ia como se tudo fosse material ou desarmonioso, e que os opostos do bem predominassem.

Se, pelo contrário, assumirmos o ponto-de-vista da luz, ou seja, procurarmos ver o quadro como Deus o vê, a sombra desaparecerá.  Ficará claro para nós que para a Verdade não há erro, para a Vida não há morte, assim como para o Amor  sempre presente não há medo nem ódio.  (Verdade, Vida, Amor foram grafados com maiúscula por serem nomes bíblicos  para Deus).  Nossa experiência retrata a posição mental que assumimos. Enquanto o erro, o material ou o imperfeito nos parecerem  reais, é sinal que precisamos mudar de base mental, ou ponto-de-vista.  Nesse sentido a Ciência Cristã é de grande ajuda, conforme afirma Mary Baker Eddy, sua Descobridora e Fundadora: “O efeito desta Ciência consiste em instigar a mente humana a uma mudança de base, sobre a qual possa ceder à harmonia da Mente divina” (Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, p. 162).

Isso demonstra a importância de constantemente vigiarmos nossos pensamentos, e, tão logo identifiquemos uma posição mental errônea, saibamos sair dela.  Aliás, o Mestre Cristão  sempre alentou seus seguidores a vigiar e orar para estarem sempre alertas (lembram-se da parábola das 5 virgens néscias?).  Jesus Cristo foi o melhor exemplo de alguém com pensamento alerta e suas obras demonstram o que espera aqueles que O seguem.

O Mestre tinha uma visão metafísica dos fatos, contrariando as opiniões humanas.  Seu discernimento profundamente espiritual de que o “Pai” é maior do que tudo,  trazia tanta luz espiritual para a cena, que qualquer sombra do mal se desvanecia, não importando as aparências, quer fossem de um doente incurável, de um corpo inerte ou de uma tempestade ameaçadora.  Todas essas aparências não o demoviam de sua posição mental de ficar ao lado da luz. E, como sabia que o bem está sempre presente em todo o lugar, ele demonstrou a nulidade do mal, projetando a luz divina onipresente sobre as circunstâncias.  Tal qual a luz ao redor do objeto anula as sombras.

Quando no Sermão do Monte Jesus alertou que “se teus olhos forem bons, todo teu corpo terá luz” (Mateus 6:22), chamava a atenção para que nosso pensamento fosse “bom”, ou iluminado, inspirado, divino, ensejando com isso cercar nosso corpo, ou experiência humana, da luz divina que, por ser onipresente, anula as sombras do erro.  Então tudo é LUZ, sem sombras.


                                                          .oOo.

terça-feira, 20 de maio de 2014

A benfazeja árvore

Sou um apaixonado das árvores.  Elas oferecem tanta coisa boa para a humanidade; é só pensar nos frutos, na madeira, nas flores, nas sementes, na sombra, na proteção da terra, no armazenamento de águas.  Se os homens compreendessem melhor esses seres vegetais, ou por outra, se tivessem uma ótica diferente sobre as árvores do que meros objetos de lucro, muito poderiam aprender com elas.  A presença das árvores na natureza é crucial para a própria existência e sobrevivência da raça humana sobre a Terra.  Se não houvesse árvores nas suas miríades de espécies e tamanhos, não teríamos rios perenes nem frescor de matas.  Haveria apenas um enorme deserto, calor e pó.

A presença de árvores e o bem que fazem ao ambiente ao seu redor, pode ser um exemplo de vida para nós.  Nossa presença individual em nosso círculo de relações deve ser como a duma árvore, oferecendo nossas qualidades e aptidões para benefício de nossos semelhantes, seja na beleza do caráter, numa postura estável, na constância de nossa sinceridade, nos recursos de nosso trabalho, na pontualidade de nossos frutos, na amenidade de nossos relacionamentos, na sabedoria de nossos preceitos, na proteção e apoio diante de adversidade.  Sem falar nas lições morais que as árvores nos brindam; é por demais conhecida  o dizer do filósofo: “Seja como o sândalo, que perfuma o machado que o fere!”  Teríamos a mesma coragem moral?

Cristo Jesus, o Mestre Cristão, ensinou algo parecido ao recomendar no seu Sermão da Montanha (Mateus 5:39): “Não resistais ao perverso: mas qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra.”  Teríamos tanto coragem cristã?  Parece que as árvores têm um belo caráter cristão!

Esses seres vegetais merecem todo nosso amor e proteção.  Antes de derrubar uma árvore devemos examinar bem nossos motivos para tal ato, e se não há solução alternativa.  Em Porto Alegre, há alguns anos, um homem derrubou uma grande árvore porque nela os pássaros se abrigavam à noite e pela manhã irrompiam na sua alegre algazarra de boas-vindas ao novo dia.  Aquele cidadão (se é que se pode chama-lo assim) não entendia nada de natureza.  Olhava para dentro de si mesmo e, talvez por não ver algo de valor, desprezava a natureza ao seu redor.  O homem que tem dentro de si  riquezas morais e valores espirituais sabe respeitar a natureza, começando pelo amor às árvores.

Dedico aos amigos este poema que encontrei afixado num outdoor da SOGIPA, em Porto Alegre:

 PRECE  DA  ÁRVORE


Tu que passas
         e levantas contra mim teu braço;
antes de fazer-me mal,
olha-me bem.
Sou a sombra amiga que
         te protege contra o sol.
Meus frutos saciam tua fome
          e acalmam tua sede.
Sou a viga que suporta o teto de tua casa,
as tábuas de tua mesa,
a cama em que descansas.
Sou o cabo de tuas ferramentas,
          a porta de tua casa.
Quando nasces
tenho madeira para teu berço.
Quando morres, em forma de ataúde,
ainda te acompanho ao seio  da terra.
Se me amas como mereço . . .
Defende-me contra os insensatos.
  

                                                (autor desconhecido)
                                                           .oOo.

Ao luar

Qualidades visíveis refletidas de nosso Criador

Para quem mora na cidade, o panorama que vi da janela do ônibus naquela noite fria foi algo diferente. Viajava no inverno, há alguns anos, para outro Estado, durante a noite porque era a única ligação disponível para o meu destino no sul do Brasil. Durmo pouco em viagens, pois gosto de ver onde estou passando e me localizar geograficamente. Mas naquela noite algo diferente me chamou a atenção, e não foram as luzes de algum povoado ou casa perdida na vastidão da noite. Olhando para fora via toda a paisagem desfilando ao lado do veículo. Não eram as luzes dele que me abriam a paisagem, mas a luz do luar: uma noite azulada de lua cheia! Divisavam-se nitidamente os animais no campo, as árvores, os capões de matos, o perfil das colinas, e de vez em quando uma isolada luzinha na campanha. A luz do luar era tão forte que as próprias estrelas se humilhavam e escondiam diante de tanta beleza.

Normalmente é a luz do sol que nos permite ver a paisagem e o panorama. O astro-rei tem luz própria para iluminar o caminho. A luz da lua é uma luz emprestada. Nosso satélite brilha por refletir a luz do sol, e essa condição lhe tira as características da luz solar: calor, intensidade. Esse reflexo evidencia que o luar tem uma fonte de luz muito forte, que lhe permite evidenciar o ambiente tal como o sol, mas em menor intensidade.

Luz refletida! Esta composição de palavras—luz e reflexo—me remete o pensamento a uma contemplação metafísica, ao associar a luz com a Luz Divina e o reflexo com a nossa identidade de filho—reflexo ou imagem―de Deus. O luar deriva sua característica da luz solar; nós derivamos nossas qualidades de Deus como Seus reflexos. Podemos deduzir as reais qualidades do homem criado por Deus das características de Deus: Deus perfeito, homem perfeito; Deus inteligente, homem inteligente; Deus forte, homem forte; Deus amoroso, homem amoroso; Deus Espírito, homem espiritual, e assim por diante.

Assim como a luz do luar permite que se veja a natureza, algo semelhante pode ser associado ao nosso reflexo da luz divina. Através de nossas obras, nosso existir, podemos revelar algo da natureza perfeita da criação divina. Os pensamentos que abrigamos na consciência se expressam em atos e palavras, e eles revelam a natureza benévola, inteligente, amorosa, desses pensamentos e qualidades que derivamos de nosso reflexo de Deus. No evangelho de Mateus, Cristo Jesus ensinou seus seguidores a serem “perfeitos, assim como é perfeito vosso Pai, que está nos céus” (Mat.5: 48). Só somos perfeitos como o Pai, se expressamos as mesmas qualidades do original de quem somos reflexo. Assim, para entendermos perfeitamente quem e o que somos devemos iniciar por compreender corretamente quem e o que Deus é. As Sagradas Escrituras são nosso melhor livro de texto nesse afã.

No livro-texto da Ciência Cristã, Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, Mary Baker  Eddy explica: “Para compreender a realidade e a ordem do ego  na sua Ciência, temos de começar por considerar Deus como o Princípio divino de tudo o que realmente existe” (pg.275). E em outra instância: “Deus perfeito e homem perfeito” tem de ser “a base do pensamento e da demonstração” (pg 259). Por isso é que quando nossa vida reflete a grandiosidade e perfeição da criação divina, a humanidade pode ver esse fato extraordinário manifestado. Que tipo de manifestações são essas?  Harmonia, alegria, suprimento, saúde, isenção de pecado, força, fraternidade, capacidade intelectual. Precisamos mais?


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