segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Agradar a Deus

O livre-arbítrio do homem deve ser balizado pela virtude

Para ser feliz o homem deve pautar sua vida para que esta esteja de acordo com lei de Deus; essa coerência, embora desafie o saber humano, é a garantia de felicidade humana duradoura. Os cristãos que têm na Bíblia seu ponto de apoio para ações corretas na sociedade podem espelhar-se em nosso Mestre Cristão. No evangelho de João, relata-se que Jesus asseverou a seus discípulos:

Aquele que me enviou está sempre comigo[...]porque eu sempre faço o que Lhe agrada” (João 8: 29).

Essa é mais clara diretriz para nossas ações e atitudes. Quando estivermos prestes a realizar algo ou tomar alguma decisão é de todo útil perguntar-nos: “Agrada a Deus o que estou fazendo?” Para agradar a Deus é necessário agir de acordo com a lei divina.   Temos nos Dez Mandamentos o resumo das leis que agradam a Deus. Se tão só nos lembrarmos dessa regra em meio aos afazeres humanos, poderemos gozar do apoio do divino Amor, da Mente infinita e todo-sábia, nos nossos assuntos diários. Mary B. Eddy nos alenta a esse posicionamento mental:       
 
“Pergunta-te: Estou vivendo a vida que mais se aproxima do bem supremo?...Se assim for, então o caminho se tornará cada vez mais claro ‘até ser dia perfeito’. Teus frutos darão provas daquilo que o compreender a Deus traz ao homem” (CeS, p. 496).

Para saber se estamos agindo de acordo com a vontade de Deus, nem sempre nos apercebemos de qual é a essa vontade. Por minha experiência faço a verificação com a pergunta: “Estão meus atos ferindo algum dos mandamentos?” Conforme a resposta sei se devo ir avante com as decisões tomadas ou se devo reformular alguma orientação. Conhecendo-se os Dez Mandamentos (ver Êxodo 20) é fácil fazer essa checagem. O que o ser humano precisa ter ou expressar para tal “check up” é humildade e disposição de conformar sua vida e atitudes a essa lei divina.

Levar uma vida de virtudes, de gestos que sirvam à elevação da raça humana, é um ótimo sinal de nossa disposição. O resultado de tal vida é a satisfação, o suprimento, a abundancia, a saúde na vida humana evidenciando o apoio divino ao que fazemos. O salmista cantou essa verdade do seguinte modo:

“O que a mim me concerne o Senhor levará a bom termo; a tua misericórdia, ó Senhor, dura para sempre; não desamparas as obras das tuas mãos(Salmo 138: 8).

É muito fácil viver sem atender ou atentar a vontade de Deus, basta deixar-se levar pelas correntes de pensamento dominantes entre os homens. A mentalidade carnal e materialista não se ocupa em louvar a Deus no viver diário. No entanto, isso é algo muito necessário, pois ajuda a elevar a mentalidade do gênero humano para que saia fora de seu atual viver materialístico.

Algo muito comum entre os humanos é a crítica ao que outros fazem ou dizem. Criticamos atitudes que “julgamos” incorretas ou inconvenientes. Mas isso é nossa opinião. Criticar os outros é um dos muitos modos de desagradar a Deus, pois isso nos fixa o olhar para defeitos ou falhas na criação divina além de desrespeitar a Lei Áurea: “Fazer aos outros o que queremos que eles nos façam”. Entre os cristãos, a única crítica admissível é a autocrítica. Com a pergunta: “Agrada a Deus o que estou fazendo?” mostramos uma capacidade de autoexame, tomando-se uma distância de nosso ego para ter uma perspectiva de nossas ações ou até de nossos pensamentos.

Esse autoexame nos é muito útil quando diante de tentações ou sugestões—conflitos de vontades—que tenderiam a nos afastar da consciência de estar com Deus ou de deixar que Deus nos oriente. Ninguém pode fazer a pergunta por nós. Isso é assunto de foro íntimo e individual. Se nos voltamos para a Bíblia em busca de auxílio espiritual encontramos na epístola de Paulo aos Romanos a admoestação:

Os que estão na carne não podem agradar a Deus(Romanos 8:8).

Também encontramos na mesma epístola o conselho:

“Não vos conformeis com este século [modo de pensar humano], mas transformai-vos pela renovação da vossa mente [nosso modo de pensar], para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus(Romanos 12:2).
“Não conformar-se com este século” é um proceder inspirado que orienta todo nosso viver humano. O progresso espiritual individual determina o grau de nossa não-conformidade aos padrões mentais reinantes entre a humanidade. É difícil, ou é fácil fazer isso? O caso depende da inclinação mental de cada um. Cada um é responsável pelo seu modo de pensar e agir. Sempre podemos apelar para a inspiração das Escrituras:

“Ensina-me a fazer a Tua vontade, pois Tu és o meu Deus; guie-me o Teu bom Espírito por terreno plano” (Salmo 143:10).

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quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Canção para ninar, e viver


                    O querido PAI-MÃE  me                  acolhe,

                    Nos Seus BRAÇOS me                       aninho,

                    Sua MÃO forte me                            afaga,

                    Sua VOZ suave me                            acalma,

                    Seu AMOR constante me                   ampara,

                    Sua CIÊNCIA de luz me                    alumia.

                    “Eu”, nessa paz,                                adormeço,

             e vivo: belo, forte, livre, puro e são.



quarta-feira, 24 de agosto de 2016

A lição de Naamã

Quando um mergulho restaura uma vida

     As Sagradas Escrituras estão repletas de narrativas de elevado valor moral e espiritual, as quais, devidamente compreendidas e interpretadas, adquirem atualidade.  O valor eterno da mensagem bíblica é assim demonstrado, dando-nos renovado interesse nesse Livro dos Livros.

     No segundo livro dos Reis encontra-se a história do comandante do exército sírio, Naamã, que foi a Samaria por conselho de uma menina israelita que servia em sua casa a procura de liberdade do seu temido mal: a lepra.

     Conta a narrativa que o profeta Elizeu, o "homem de Deus", mandou dizer a Naamã:
"Vai, lava-te sete vezes no Jordão, e a tua carne será restaurada, e ficarás limpo." 
A primeira reação do oficial foi de desprezo às palavras do profeta; mas, aconselhado por seus servos a obedece-las:
 "...desceu, mergulhou no Jordão sete vezes, consoante a palavra do homem de Deus; e sua carne se tornou como a carne de uma criança, e ficou limpo" (II reis 5: 1-19). 

     Nesse relato encontramos duas lições importantes e aplicáveis a todos os problemas humanos.  A primeira lição depreende-se do relato bíblico.  Naamã precisava desfazer-se da arrogância e da soberba, e tornar-se suficientemente humilde para crer nas palavras de Elizeu e obedece-las.  Uma vez cumprido o mandato, ele ficou livre para sempre do mal que era tido incurável.

     O profeta sabia, por meio da sua inspiração celestial, que essa virtude de ser humilde era o que o visitante deveria conhecer e começar a exercitar.  Com a humildade ele venceu o mal.  Será que Naamã, ao voltar a seu lar, não valorizou melhor a pequena serva israelita que, de sua humilde condição social, lhe indicou o caminho para a cura?

     Cristo Jesus dava grande importância a essa qualidade moral.  Por várias vezes teve que recomendá-la a seus discípulos, até que aprendessem.  O Mestre associava a humildade à pureza espiritual, como deixou claro ao evocar a infância como estado mental desejável para entrar no reino dos céus; ou quando repreendeu a disputa deles sobre quem seria o maior entre eles, e ainda quando lhes lavou os pés antes da ceia pascal num gesto decisivo e prático do que lhes havia ensinado.

     A segunda lição tem um cunho metafísico e é compreendida com auxílio da Ciência Cristã.  Mary Baker Eddy, a Descobridora e Fundadora da Ciência Cristã, dá no seu livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras  a seguinte interpretação espiritual de rio:
"Canal do pensamento.  Quando manso e não obstruído, simboliza o curso da Verdade; mas lamacento, espumante e impetuoso, é o símbolo do erro" (p. 593).

     Aqui chegamos ao ponto fundamental da questão e ao ensinamento aplicável contemporaneamente.  A ordem foi para Naamã mergulhar sete vezes - vale dizer, persistir na ação - no canal do pensamento do "curso da verdade",  para ficar purificado.  Ele precisava lavar-se ou livrar-se do pensar mundano - que era o que lhe causava o problema.

     Tal como Naamã, também nós precisamos fazer algo ao nos confrontarmos com um problema.  Se algum mal chegou a se manifestar em nossa experiência é porque estávamos com o pensamento mergulhado no rio "espumante e impetuoso" da materialidade, o reino dos problemas.  Para nos livrarmos da desarmonia temos que sair daquele "rio" e mergulhar com toda humildade no "curso da verdade", da compreensão espiritual oposta à materialidade.  Essa é a linha de trabalho cristão para destruir qualquer das formas do mal, e é o que se observa em todas as experiências de cura espiritual e cristã efetuadas pelo poder de Deus.

     A oração que nos permite "mergulhar" no curso da Verdade e do Amor é a que reconhece a supremacia do Espírito, bem como a presença e poder absolutos de Deus.  Essa consciente comunhão com Deus, o bem supremo, se manifesta sensivelmente na experiência humana através da cura, ou da solução de outro problema.  A irrealidade do mal fica claramente exemplificada no gesto de lavar com água, resultando a eliminação tanto da doença (ou suas evidências) quanto da impureza física externa.  Cristo Jesus fez idêntica demonstração com o cego que foi mandado lavar-se no tanque de Siloé.  Diz a Bíblia que "ele foi, lavou-se e voltou vendo" (João 9:7).  É lógico que o poder curativo não estava na água do Jordão para Naamã como não estava na fonte para o cego.  O poder que deu esses resultados semelhantes em épocas e situações tão distintas, é o mesmo poder infinito e irresistível que atua hoje: o poder de Deus.

     Tive muitas experiências mediante a aplicação da Christian Science, mas uma delas ilustra melhor  o que foi dito.  Estava preparando a sala para Escola Dominical de um grupo de cientistas cristãos (que na época ocupava espaço na casa de meus pais para seus serviços religiosos), quando caí de uma pequena escada e torci levemente o pé direito.  Afirmei imediatamente a Verdade que uma ideia nunca cai, e muito menos uma idéia de Deus.  A dor diminuiu e pude terminar meu trabalho.  À noite, no entanto, a dor voltou e com mais intensidade, a ponto de quase não poder caminhar.  Fiquei preocupado com o dia seguinte pois deveria participar de um desfile na Escola Militar que frequentava.

     Senti-me um tanto inseguro quanto ao compromisso; então, para tranquilizar-me, tomei um exemplar de um Arauto da Ciência Cristã e nele encontrei um artigo que fazia referência à perfeição do homem espiritual, criado segundo a imagem, semelhança e reflexo de Deus.  Explicava, ainda, que o homem, como reflexo de Deus, não leva consigo um único elemento de erro.  Senti como se esta mensagem divina fora escrita para mim, e ela comigo permaneceu até me abençoar.

     Na manhã seguinte, quando saí de casa ainda sentia fortes dores e dificuldade de caminhar.  No trajeto até o quartel, meus pensamentos eram todos voltados para  a mensagem que lera e seu conteúdo espiritual.  Ocorre que me esqueci do problema e não senti mais dor, antes mesmo de chegar ao local do desfile, do qual participei durante mais de uma hora sem qualquer vestígio de dor.

    Essa experiência é um tanto paralela à de Naamã, pois tive de mostrar suficiente humildade de aceitar aquela mensagem inspiradora e mergulhar nas águas purificadoras do "rio" de pensamentos da Verdade, para achar o alívio que necessitava.  Quando assim procedi, manifestou-se a sempre-presença da lei divina de harmonia e perfeição.  Em Ciência e Saúde a Sra. Eddy esclarece o processo mental envolvido, ao afirmar: 
"Mantém o pensamento firme no que é duradouro, no que é bom e no que é  verdadeiro e os terás na tua experiência, na proporção em que ocuparem teus pensamentos" (p. 261).

     Por intermédio da Ciência do Cristianismo podemos aprender o valor real que as narrativas bíblicas têm para todas as épocas.  E, uma vez compreendidas e assimiladas, essas narrativas tornam-se como lições, cujos ensinamentos devemos aplicar no viver diário para deles tirar o máximo proveito.
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(Publicado nO Arauto da Ciência Cristã, de janeiro 1993 )

domingo, 14 de agosto de 2016

Enfim, uma ideia sobre o homem

Uma ideia sobre a qual é bom pensar

Há algum tempo ouvi, durante uma cerimônia de sepultamento, o Pastor  dizer que o “homem começa como idéia de Deus”.

Como gosto desse tema, pus-me a aprofundar o exame dessas palavras, para entender melhor seu significado que eu sabia ter elevado valor espiritual. “O homem uma idéia de Deus!” Que entendimento lógico poder-se-ia desdobrar a partir dessa premissa? Como Cristãos podemos buscar nas Sagradas Escrituras os subsídios metafísicos balizadores de um raciocínio lógico, de base cristã.

Para que haja uma idéia, tem de haver primeiro uma mente, e neste caso em foco a Mente é divina (por isso grafei com letra maiúscula). Idéias são o produto da mente, e se a Mente é a divina, suas idéias o que são? Esse é um conceito interessante, falando-se de um atributo de Deus, que goza juntamente com outros de infinidade, todo-poder, eternidade, onisciência, atributos próprios da natureza divina. A Mente de Deus é onisciente, por isso sabe tudo, nada escapa ao seu entendimento, nada escapa de sua memória. Ela pode ter infinitos pensamentos, não há limites para ela. Como Deus é bom, Sua Mente é boa e Suas idéias também são boas. É inconcebível que uma Mente boa possa ter pensamentos maus. É inaceitável que uma Mente sã possa ter pensamentos doentios. Impossível que uma Mente amorosa tenha pensamentos malvados. Mente e idéia gozam de afinidades. A Mente, a causa, gera ideias semelhantes, os efeitos. Assim, para entender a idéia, deve-se começar por entender a Mente que a concebeu.

É bom saber que a Mente divina, como também a humana, não tem forma qual um objeto material. Sua forma é antes um modo de agir. Os pensamentos dessa mente têm a forma da ação dessa mente, a direção de seus interesses, a consecução de seus ideais. O homem como idéia de Deus, é um ser sem forma. Não podemos olhar para um corpo físico e dizer que seja a idéia de Deus. Uma idéia de Deus não tem forma delimitada. Esta forma visível, quando muito, representa a idéia e demonstra as qualidades e funções idealizadas para aquele ser.

Na ideia concebida na Mente divina, estão presentes todas as qualidades pensadas pelo Pai-Mãe divino para o seu filho, ou Sua filha. Cada idéia tem suas qualidades, o que torna o homem uma individualidade. O conjunto infinito de individualidades constitui a identidade de todas elas. Muitas individualidades, mas uma só identidade: a de filhos de Deus.

Essa característica de isenção de forma sugere-me que nem a mente humana nem a Mente divina podem estar contidas em algum espaço limitado. Em relação à Mente divina é fácil compreender tal disposição, pois ela é infinita; mas em relação à mente humana esse fato só é compreendido a partir da conclusão de que o homem idéia-de-Deus não tem forma física. Então, sua mente não pode estar confinada em uma forma óssea. Vale dizer, a mente não está na matéria. A mente pensa, mas não dentro do cérebro.

Essa questão de que uma forma não possa conter a mente, não é difícil de compreender, desde que entendamos que a Mente é Espírito e que este é infinito. Diria alguém que o maior possa estar no menor, ou que o infinito entre no finito? O Espírito não está na matéria. A Mente não entra na finidade do físico. A atividade da Mente independe do cérebro. As qualidades espirituais manifestam a Mente que é Espírito, em quem o homem-idéia existe como individualidade espiritual, que é a realidade de nossa existência.

A colocação de que o homem é uma idéia de Deus, deixa claro imediatamente o fato de que o homem é uma criação da Mente. Essa criação é descrita no livro de Gênesis como ocorrendo em tantas etapas ou dias, que são revelações das idéias que a Mente concebeu, todas reconhecidas como boas:

Viu Deus que isso era bom(Genesis 1).

A Mente estava satisfeita com sua obra ideal, ou seja, com suas idéias. O mesmo acontece com os humanos. Se uma cozinheira vai fazer um bolo, um marceneiro uma mesa, tem que primeiro idealizar sua obra, e quando estiver satisfeito com sua idealização, age para que o objeto apareça, e se pareça com a idéia mantida na mente. Assim, a forma visível representa a idéia e expõe suas funções e qualidades, as quais já estavam originalmente presentes na idéia. Se a idéia concebida não contiver as qualidades, estas não podem ser incluídas no objeto.  Proponho aqui um dilema ao querido leitor; o que é mais importante: a idéia ou o objeto?

Outro fato importante a respeito do conceito de Deus como Mente, é que há um só Deus e por isso uma só Mente. Não muitos deuses nem muitas mentes. Havendo só uma Mente, as idéias por ela concebidas—os filhos e as filhas de Deus—gozam de qualidades semelhantes por serem oriundas da mesma e única fonte.  Quando o Criador disse: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” expressou Seu desejo de que Sua criação partilhasse dos atributos divinos. Qual homem assume esse papel de semelhante a Deus: o corporal ou o ideal (idéia)?

“Criou Deus, pois, o homem à Sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou... Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom” (Gen. 1: 27, 31).

Bom é para a humanidade que Deus tenha criado homens e mulheres à semelhança dEle. Isso iguala os sexos desde sua origem, e acaba com a descabida dissensão que a humanidade há tempos estipula. Sendo o homem e a mulher oriundos da mesma fonte, gozam das mesmas qualidades intrínsecas ou espirituais. Visualmente são diferentes. Sim, pois cada idéia tem sua individualidade garantida na Mente criadora. Nenhuma razão, pois, para o gênero humano tentar desfazer essa igualdade original. No dizer popular: “Somos vinho da mesma pipa”. Somos filhos do mesmo Pai-Mãe.

Dou razão ao Pastor: o homem é uma idéia de Deus! Essa verdade me diz que, por ser idéia, o homem não é corporal. Para ser a imagem e semelhança de Deus, Espírito, o homem não pode ser material. Por refletir a Vida, Deus, o homem-idéia é imortal. O verdadeiro ser do homem é espiritual. Para vê-lo temos que elevar nosso olhar, como Jesus quando ressuscitou Lázaro, vale dizer, desviar o olhar da materialidade para a espiritualidade. O saber humano que não segue essa regra, pois ainda está apegado ao reino material onde tudo o que vê é aceito como real. Por isso a razão, baseada na compreensão espiritual, estabelece uma diferenciação mental entre o físico e o espiritual. O raciocínio que toma como premissa a realidade do Espírito infinito, da Mente divina, do Amor eterno, reconhece e aceita o homem ideal, espiritual e perfeito como verdadeiro. Essa era com certeza a posição mental do Mestre Cristão quando disse:

“Sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celestial” (Mateus 5: 48).

É possível essa coincidência segundo a materialidade? Nunca. Ela só é possível segundo a espiritualidade. Essa lógica metafísica me convence. E com isso vou  vivendo a plenitude do bem e da graça divina, emulando as obras e o preceito de Cristo Jesus:

“Aquele que crê em mim, fará também as obras que eu faço” (João 14:12).

Lendo o livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, de autoria de Mary Baker Eddy, grande mestra de metafísica dos tempos modernos, encontrei a seguinte resposta à pergunta “O que é o homem?”:

“O homem não é matéria; não é constituído de cérebro, sangue, ossos nem de outros elementos materiais. As Escrituras nos informam que o homem é feito à imagem e semelhança de Deus. A matéria não é essa semelhança... O homem é idéia, a imagem, do Amor; ele não é físico. Ele é a ideia de Deus, ideia composta que inclui todas as idéias corretas” (p. 475).


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sábado, 16 de julho de 2016

Regra Áurea na natureza

A natureza nos devolve o que dedicamos a ela.

A Regra Áurea do Cristianismo (Fazer aos outros o que queremos nos façam) também é devida no trato com a natureza. Esta sempre responde de acordo com o que recebe; seja nas lides individuais seja nas coletivas. Se descuidamos de como agimos em relação ao meio ambiente, com o qual convivemos e do qual dependemos, acabaremos por ver na natureza manifestações desagradáveis ou até desfavoráveis para nossas atividades e nossa sobrevivência. Será isso uma espécie de revide aos atos humanos? Não! É a apenas o eco de nossa atitude para com a natureza. A “aparente” maldade da natureza é nada mais do que a manifestação da maldade humana no modo como tratam a natureza, i. é, o meio em que vivemos.

Quando o gênero humano age descuidadamente, ou até deliberadamente, contra o esforço da natureza de nos prover e atender nossas necessidades, algo compatível virá como resposta. Se usamos os dons da natureza  com desperdício, com poluição, degradação, venenos (agrotóxicos) acabaremos por receber limitações na forma de escassez (água!), alimentos envenenados, rios com água e fauna comprometida, erosão destrutiva, eliminação de agentes favoráveis às colheitas (abelhas!), ocorrências que desalentam ao trabalho produtivo. Se pensarmos em escala maior, veremos o desmatamento desvairado comprometendo o regime de chuvas; em grandes áreas de monocultura teremos que empregar aspersão aérea de agrotóxicos, o que pode atingir áreas além da propriedade comprometendo fatores produtivos alheios à propriedade do responsável.

Lidar com a natureza, fauna e flora, com amor cristão nos dá um retorno mais prazeroso e satisfatório. A dona de casa que cuida de seu jardim com amor, que fala com as plantas (mostrando seu carinho por elas!), que não deixa faltar água ou nutrientes, que tem alegria na companhia de suas amigas vegetais, terá um ambiente de muita beleza e harmonia. A pessoa que trata de animais (domésticos ou não) terá deles uma resposta de amizade e lealdade além de produzir melhor suas aptidões. Li certa vez que um produtor rural, obtinha o máximo de produção de leite, desde que introduzira música ambiental suave no local da ordenha. Algo parecido um vitivinicultor obtivera o melhor resultado oferecendo música clássica (harmoniosa) ambiental ao vinhedo. O que são esses exemplos? São provas de como a natureza responde aos estímulos com a mesma moeda.

Exemplos dos benefícios para os homens vindos da natureza tratada com amor e respeito são muitos e variados, e cada pessoa é capaz de fazer uma lista desses exemplos de seu conhecimento. Olhando-se na outra direção, pode-se ver exemplos negativos de comportamento humano. Pessoas olhando para uma árvore a ser abatida por causa do mero trabalho de varrer as folhas perdidas no inverno. Para não ter trabalho, corta-se a árvore. É uma insensatez humana! Em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, há vários anos houve um caso que teve repercussão social. Numa propriedade, na área urbana, havia uma casa com várias árvores no pátio. Numa delas (não sei de que espécie) os pássaros se acolhiam para o repouso da noite. Sabe-se que muitos pardais juntos fazem uma razoável zoeira antes do silencio noturno, ou ao amanhecer do dia. Pois o morador dessa casa cansou-se da cantoria dos pássaros, e derrubou a frondosa árvore. Simplesmente não queria mais ouvir o canto dos pássaros. É até difícil encontrar um qualificativo para tal atitude desumana e anti-natureza.

Gosto de evocar o espírito cristão no trato com a mãe natureza: Fazer à natureza o que gostamos que ela nos ofereça. Se queremos que ela nos sacie a fome, demos-lhe antes nutrientes para que possa realizar seu trabalho. Se queremos, por exemplo, que as abelhas produzam mel para nosso uso, providenciemos a elas um ambiente livre de agrotóxicos, ou até plantemos espécies florais melíferas; o mel das flores é também alimento para as abelhas. Se queremos que as fontes naturais continuem abastecendo nossos rios e nossas populações, devemos antes protegê-las contra obras destrutivas, tal como aterrar o terreno em volta ou abater as árvores e arbustos que ali cresceram para proteger a vertente. Se precisamos construir uma casa no local da fonte, devemos antes fazer alguma obra de proteção canalizando o precioso líquido para galerias protetoras.

O ser humano não é o único ser vivo inteligente? Pois faça valer sua inteligência e sabedoria cuidando da natureza em vez de aborrecê-la. Cuide do ambiente natural e ele responderá com benesses a todos.

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sexta-feira, 8 de julho de 2016

Governo do corpo pela Mente

O recurso mais valioso ao homem
Os homens possuem um potencial de realizações incomensurável. A fonte de tal potencial está na consciência do homem. Quer ele saiba ou não de tal fato, nada em sua vida ou atividade ocorre que não tenha passado por sua consciência. Todo seu modo de pensar e agir é filtrado por essa aptidão mental. As boas experiências humanas, bem como os ditos maus acontecimentos, evidenciam o conteúdo da consciência. A experiência humana é como uma projeção do que se passa na consciência do ser humano. Até aqueles acontecimentos ditos como alheios à influência humana (acidentes fortuitos, cataclismos  naturais) têm sua origem na consciência humana. Sofre as consequências dos agentes naturais quem alimenta crenças nessa possibilidade.

É de responsabilidade do indivíduo orientar sua consciência e sua vivência. Para tal precisar definir que parâmetros quererá que estejam presentes e que lhe sejam aceitáveis. A regra é simples: se pensar mal, sofre o mal; se pensar o bem, gozará do bem. Humanamente nem sempre é fácil destrinchar o mal do bem. Ninguém gosta do mal (para si), muitos temem o mal como se fosse uma realidade, mas como separar mentalmente o mal que não queremos e o mal que tememos para que não façam parte de nós e nossa vivência?

Sei por experiência própria que ter a consciência voltada para valores espirituais é um santo remédio para a infelicidade e a superação das limitações humanas impingidas pela materialidade, cujos conceitos tendem a nos prender a padrões de vivência cheios de inquietação, problemas, limitações e males de toda ordem. Buscar uma fonte mais elevada de consciência iluminada pelas qualidades divinas de amor, sabedoria, espiritualidade, é uma solução que cada pessoa pode procurar. Na Ciência do Cristianismo encontrará orientações que podem estabelecer e estabilizar a consciência num patamar mais elevado, a partir da qual a vivência humana passa a evidenciar harmonia irradiada para todos os recantos da vida.

A Ciência do Cristianismo nos ensina como elevar nossa consciência a uma comunhão com a Mente divina. Essa comunhão ciente e consciente de nosso ser [somos um com Deus] com a Mente de Deus que é infinita, única, sabe tudo, nos põe em contato com capacidades e aptidões nunca antes sonhadas:

“As capacidades humanas se ampliam e se aperfeiçoam na proporção em que a humanidade alcança o verdadeiro conceito a respeito do homem e de Deus” (CeS, p. 258),

escreve Mary Baker Eddy, a reveladora da Ciência do Cristianismo para nossa época. Cabe a nós buscar overdadeiro conceito sobre Deus o homem”. Ela também afirma:

“Os mortais têm um senso muito imperfeito do homem espiritual e do alcance infinito do pensamento desse homem” (Idem, p. 258).

Nosso caminho , então, é enveredar mentalmente no rumo da Mente infinita, Deus, de quem a Bíblia nos diz termos sido criados à imagem e semelhança (ver Gênesis 1: 27). O Homem e suas qualidades são intimamente ligados à natureza de Deus que é Mente, Amor, Vida e Verdade infinitos e sempre-presentes. Essa ligação indelével preenche nossa consciência com qualidades referentes ao “verdadeiro conceito sobre Deus e o homem”, e por isso nossas capacidades “se ampliam e se aperfeiçoam”, características evidenciadas bem diante de nossos olhos. Ter nossa mente voltada para deixar-se guiar pela Mente divina traz à nossa vivência realizações que soam extraordinárias ao conhecimento humano.

Um exemplo do que pode realizar alguém que deixe sua mente ser governada pela Mente divina vemos na vida e obra do Mestre Cristão: curas extraordinárias, libertação do pecado, da morte, da fome, etc. Mary Baker Eddy esclarece a questão:

“Deus cura os doentes por intermédio do homem, sempre que o homem é governado por Deus [a Mente divina] (CeS, p. 495; 1-20).

Por que será que o “alcance do pensamento do homem espiritual” é tão extraordinário? Para nós humanos ele é extraordinário porque normalmente nosso pensamento consciente lida com as naturais deficiências do mundo material. Se aprendesse a lidar com a capacidade inerente à Mente infinita, que é divina, saberia que nessa Mente não há limitações, do tipo que vemos e aceitamos em nossas crenças. Quem aprende a deixar-se guiar pela Mente infinita, aprende que as limitações enfrentadas pelos humanos são como que ilusões que não nos assustam e que podemos superar com os pensamentos comunicados por Deus, a inteligência universal e eterna. Entre as limitações podem ser incluídos problemas físicos de toda ordem. Estes não mais nos assustarão nem nos empurrarão para o desânimo porque sabemos que o poder infinito do Bem atua em nosso favor.

Nosso Mestre Cristo Jesus foi o melhor exemplo de alguém que tinha sempre sua mente e seu ser ligados a Deus; e que coisas maravilhosas realizou! Suas palavras:

Aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço” (João 14: 12),

são verídicas e valem para todas as épocas e para todos. Para desenvolver a capacidade que ele demonstrava precisamos alcançar a elevação mental do Mestre, deixando nossa mente refugiar-se na Mente divina. O apóstolo Paulo dá um conselho fundamental para quem deseja aproximar-se da vida e obras de Cristo. Diz ele:

“Não vos conformeis com este século [o mundo dos conhecimentos humanos materiais], mas transformai-vos pela renovação de vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12: 2).

Jesus disse que fazia sempre a vontade do Pai, e sabedor que era de que essa vontade é sempre para o Bem, pôde fazer o que fez. Se nós deixarmos que a vontade do Pai-Mãe sempre seja atendida em nossos afazeres e atividades, veremos o Bem do Reino dos Céus se manifestar visivelmente em nossas vidas.  Na prática estaremos deixando que nossa mente e nosso corpo sejam governados pela Mente infinita. Sempre daremos cumprimento aos Mandamentos divinos, sempre teremos Deus no alto de nossa escala de valores pessoais, dedicaremos ao nosso próximo o melhor de nossos sentimentos, apoiaremos nossas atividades nos valores morais e espirituais da melhor coexistência.

Com certeza, traremos evidências do quanto é benéfico ao homem deixar-se governar por uma Mente superior. Eddy esclarece a questão:

“O corpo parece agir independentemente só porque a mente mortal é ignorante a respeito de si mesma, de suas próprias ações e de seus resultados—ela ignora que a causa predisponente, remota e determinante de todos os efeitos é uma lei dessa chamada mente mortal, não da matéria. A Mente tem domínio sobre os sentidos corpóreos e tem o poder de vencer a doença, o pecado e a morte. Exerce tu essa autoridade outorgada por Deus. Toma posse de teu corpo e governa-lhe a sensação e a ação... Deus fez o homem capaz disso, e nada pode invalidar a capacidade e o poder divinamente outorgados ao homem” (CeS, p. 393).

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quarta-feira, 25 de maio de 2016

O que anda escasso?

A evidência de escassez de algo em nossa vida pode denotar pobreza de pensamento! 

A sociedade humana sente o problema da escassez nos mais diversos aspectos de sua existência. Por todos os lados ouvem-se relatos ou manifestações ou queixumes de riquezas ou bens mal distribuídos; fala-se de falta de dinheiro, de bens, alimentos, trabalho, segurança, saúde, moralidade, etc. Não raro a mente humana culpa o Criador por tais diferenças, como se Ele permitisse que alguns de Seus filhos gozem de abundância e outros sofram de privação. Tolo engano do pensar humano. Esse erro de crença da humanidade sobre a verdadeira natureza do Pai Supremo, a Mente infinita, vem de muitos séculos e é a causa de muitos dos problemas de escassez.

Pode essa manifestação de escassez ser vencida ou modificada? Nos afazeres humanos, na administração pública, nas políticas nacionais, as diferenças podem ser vencidas por gestões honestas e transparentes; já na gestão familiar a escassez pode ser combatida pela orientação de zero-gastos desnecessários. Mas isso não é suficiente. Para acabar com a escassez deve-se chegar à raiz da mesma. E qual é essa raiz? O erro de que a materialidade seja a fonte de todo bem. Quando deixarmos de olhar para a matéria como fonte de suprimento, estaremos tocando a raiz do mal. O mal básico são as crenças materialísticas que abrigamos na consciência.

Uma consciência espiritualizada que se afasta da materialidade como realidade, aproxima-se da consciência semelhante à de Cristo que só reconhecia como real o que está em Deus ou vem de Deus. Deus é Espírito infinito, todo-poder, toda-presença, todo-bem. Como um todo não tem partes ou porções, e esse todo é a fonte de nosso ser e nosso suprimento. O Salmista retratou no Salmo 23 todo seu reconhecimento da Verdade suprajacente:

O Senhor [Deus infinito] é meu Pastor; nada me faltará (Salmo 23: 1).

Qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo, em qualquer tempo, que abrigue tal entendimento do fato divino, cantará com o Salmista. Quem mantiver tal reconhecimento na consciência, sem qualquer vacilação ou dúvida, nunca sofrerá de escassez, mas gozará de abundância. O segredo na aplicação dessa regra está na firmeza da convicção do fato. As mensagens espirituais da Bíblia nos dão o rumo:

“A fé é a certeza de cousas que se esperam, a convicção de fatos que não se vêem” (Hebreus 13:1)

A fé absoluta é a convicção dos fatos espirituais que não são percebidos pelos sentidos físicos porque não fazem parte do mundo material, embora este mostre os efeitos da presença e ação dos fatos espirituais. A força geradora não é vista, mas os efeitos sim.

Os leitores que valorizam a mensagem bíblica encontram diversos relatos de superação de recursos limitados diante de necessidades humanas. O Mestre Cristo Jesus demonstrou mais de uma vez a suficiência de alguns pães e peixes para alimentar multidões, que o seguiram ao deserto para ouvir sua mensagem e constatar suas curas. Moisés demonstrou superação de escassez de água em um lugar privado do líquido precioso e vital. Obedecendo a ordem divina, foi ao local onde só havia umas rochas. Após golpear uma delas, jorrou água em abundância para o povo e o gado.

Houve um incidente com Pedro e Jesus que contém um ensinamento para os dias de hoje. Era na época da coleta de imposto pelo império romano. O Mestre e seu discípulo não tinham isenção de tal obrigação fiscal. Foi Pedro quem avisou o Mestre sobre essa questão. Jesus disse a Pedro que fosse pescar e do seu trabalho obteria o dinheiro necessário. Pedro obedeceu e a demanda foi atendida.

“Vai ao mar, lança o anzol, e o primeiro peixe que fisgar, tira-o e, abrindo-lhe a boca, acharás um estater. Toma-o e entrega-lhes por mim e por ti” (Ver Mateus 17: 24-27).

Qual o ensinamento para nós nesse relato? O Mestre mandou que Pedro fizesse aquilo que era de sua profissão: pescar. O modo de empregar essa aptidão, sendo de acordo com a lei de Deus, é fonte de suprimento para necessidades humanas. Vale para nós: quando a integridade e a ética orientam nosso labor, podemos confiar em Deus para a retribuição suficiente e adequada. Confiança dessa verdade e convicção de sua eficácia, que embasem nosso trabalho, sempre produzirão frutos abundantes.

O Mestre Jesus, em seu sermão no monte, enfatizou a seus ouvintes (e seguidores até o dia de hoje) que a preocupação com nossa dispensa ou roupeiro não deve estar em primeiro plano. Disse:

“Não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos?” (Mateus 6: 31).
Ele mesmo propõe a solução:
“Buscai em primeiro lugar, o Seu reino e a Sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Idem 6: 33).

O sábio rei Salomão escreveu em seus livros de sabedoria:

“Deveras me apliquei a todas estas cousas para entender tudo isto: que os justos, e os sábios, e os seus feitos estão nas mãos de Deus” (Eclesiastes 9: 1).

O que aprendi desse versículo é que quando atuamos com sabedoria e justiça em nossos afazeres (demonstrando atributos morais que se manifestam em honestidade, pontualidade, respeito aos demais), não buscando a retribuição em primeiro lugar, o fruto de nosso trabalho vem das mãos do Pai Divino. Este sempre retribui conforme nossa atuação e nossa consciência de união a Ele.

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