sexta-feira, 20 de maio de 2016

Não tropeçar numa irrealidade

Tropeços ao caminhar muitas vezes são causados por pequenas saliências que descuidamos em nosso caminho. Grandes obstáculos são facilmente vistos e desviados. Os pequenos geralmente são despercebidos até nos causarem uma queda ou quase queda.
Em nossa vida também encontramos todo tipo de motivos de tropeço: medo, rancor, ódio, ignorância, doença, desafios de toda ordem. Alguns afetam nossa integridade física, outros ameaçam nossa integridade moral, quando não a espiritual.
A Bíblia, com suas mensagens voltadas à perfeição do Deus criador e Sua maravilhosa criação, nos oferece muitas passagens que deixam bem claro a quem podemos recorrer para nos protegermos de “tropeços” de toda ordem. Gosto muito, por exemplo, da seguinte mensagem:
O Senhor “aos seus anjos dará ordens a teu respeito, para que te guardem em todos os teus caminhos. Eles te sustentarão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra” (Salmo 91: 11, 12)
Nesses versículos o salmista mostra seu discernimento de verdades espirituais que guiam e norteiam—ou deveriam nortear—nossas  vidas. Os anjos de Deus, que têm ordens do Pai para nos protegerem, são os pensamentos ou intuições divinas que nos vêm durante a oração ou em momentos de necessidade. As “pedras” de que eles nos protegem não são materiais; são percalços mentais que albergamos no pensamento e que fustigam o pensar claro. Esse pensar claro é nossa resposta aos anjos de Sua presença que nos protegem de qualquer circunstância quiçá ameaçadora.
Quem estuda a Ciência do Cristianismo aprende a reconhecer como irrealidade as circunstâncias ou ameaças materiais por serem opostas às criações de Deus-Pai. Tudo o que pertence ao reino, domínio ou universo de Deus tem dEle a chancela da realidade. Deus como Verdade e Mente criadora cria todas as formas de realidade, com as quais convivemos mental e espiritualmente. O apóstolo Paulo deu a dica dessa proposição:
Nele vivemos, nos movemos e existimos(Atos dos Apóstolos, 17: 28).
Algumas formas de realidade são a saúde, a alegria, a felicidade, a força, a inteligência, a coragem, e assim por diante. Seus opostos são, portanto, formas de irrealidade. Assim, temer a doença, por exemplo, é aceitar uma irrealidade pois sempre tememos o que nos parece real. Sentimos algum sintoma adverso e já vem a sugestão de que algo doentio esteja se evidenciando no corpo. Por isso temos medo dela. Esse medo da doença ou de alguma moléstia é como uma pedra de tropeço em nossa fé cristã, pois na fé não há medo; há confiança e certeza. Em nossas considerações sobre a existência do homem, temer a doença é como tropeçar numa irrealidade. Crer no mal, de qualquer tipo, é tropeçar numa irrealidade.
Às vezes esse tropeço nos derruba pessoalmente. O que fazer então? É fazer o que faz uma pessoa que tropeça numa pedra ou saliência no piso. É levantar-se e refazer o passo sobre o obstáculo para demonstrar a si mesmo que pode superar essa adversidade. Os tropeços espirituais representados pelo medo ou angústia tenderiam a nos fazer crer na irrealidade, alimentados que são pelos sintomas evidenciados pelo corpo. Esse é o processo mental que se dá em nossa consciência. Acreditamos nos sintomas e sofremos com isso; mas a compreensão de que o mal é irreal como oposto ao Bem, expulsa o medo e, com isso, remove o tropeço em nossa existência. Então, não tropeçamos numa irrealidade.
Mary Baker Eddy, autora do livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, um livro de texto de metafísica aplicada da Ciência do Cristianismo, escreve:
“Quando a ilusão da doença ou do pecado te tentar, agarra-te  firmemente a Deus e Sua ideia...Não deixes que o medo ou a dúvida [ou seja, os tropeços] obscureçam tua clara compreensão [espiritual] e tua calma confiança [na realidade do bem]...” (CeS, p. 495).
Há algum tempo tive uma experiência que me comprovou o ponto em foco. No meio da noite me acordei sentindo uma dorzinha no peito. Junto com a sensação vieram pensamentos de temor. Não me assustei mas reconheci que esse medo estava por trás dos sintomas. Por isso em minha oração tratei de afastar o medo. Minha arma de combate foi a oração, inspirada pelo Salmo 91, cujos versículos foram mencionados acima. Confortou-me o pensamento de que Deus me protegia por meio de Seus anjos que me sustinham para não tropeçar nalguma pedra. Percebi que na minha frente estava o medo querendo me fazer tropeçar: medo de uma irrealidade que não fora nunca nem será jamais criada ou permitida pelo Criador. Quando vi com clareza este aspecto do mal, senti que o medo não me ameaçava mais; havia sumido. Ficou só a gostosa e feliz sensação da presença de Deus-Pai-Mãe como a Verdade dos fatos reais. Segui dormindo sem qualquer sentido de desconforto.

PONTO METAFISICO:
O homem criado à imagem e semelhança do Deus único está sempre consciente de sua condição de perfeição espiritual. Esse é o estado de existência real do homem, verdade que vale para mulheres e homens de qualquer idade, raça ou geografia. Na Ciência divina nenhum outro estado de existir é reconhecido como real. Na medida em que nos apercebemos dessa Verdade metafísica, ela orienta nossos pensamentos para ações e movimentos sem tropeços de qualquer natureza.


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domingo, 24 de abril de 2016

“Me ama; Me guarda; Me guia”

 “Pai-Mãe-Deus, que me ama,
Guarda-me quando durmo,
Guia meus pezinhos para junto de Ti.”
Mary Baker Eddy

O poema acima é uma oração para crianças antes de dormir. Foi musicada para servir de canção de ninar. Embora pensada para uma criança aprender a oração, na sua simplicidade, as palavras contêm algumas profundas e básicas verdades, que os adultos podem aproveitar para sua inspiração. Digo isso porque eu  mesmo faço proveito desse recurso.
Fiz da poesia um resumo com ideias básicas, e estas estão escritas na linha de frente de minha consciência. Aprendi a orar:
“Deus, meu Pai-Mãe:Me ama; me guarda; me guia.
A todo momento posso repetir, e repito mesmo: “Tu me amas, me guardas, me guias”. A expressão pode servir de base para uma pesquisa nas Sagradas Escrituras. A título de curiosidade vou reproduzir o desdobramento de uma dessas pesquisas metafísicas; vale apenas como exemplo, pois cada pessoa tem sua própria índole de buscar fontes para sua inspiração.
1.      Amor        
Deus-Pai-Mãe me ama.
O Amor do Pai é infinito, inclui a todos como filhos e filhas, sem discriminação, é incessante e invariável, é fiel e fidedigno, é envolvente e caloroso. Por Ele somos supridos em nossas necessidades, aprendemos a amar nossos semelhantes, pois o Amor se reflete em amor, o que também pode ser dito: o Amor se reflete em amar. Atitude que tem plena relação ao que o apóstolo João escreveu:
Nós amamos porque ele nos amou primeiro” (1 João 4: 19).
Das muitas referências bíblicas a respeito do Amor de Deus, uma nos vem logo à memória: Salmo  23, o salmo do Pastor e seu amor pelo rebanho humano. O texto é largamente difundido como inspiração em momentos difíceis. Mas adquire uma significação especial, quando o traduzimos para “eu e o Pai”, ao mesmo tempo em que usamos os verbo no tempo presente. Sugiro ao prezado leitor que faça esse exercício. Vou citar as primeiras frases, e você leitor segue o texto na mesma linha:
    “Pai, Tu és meu pastor, nada me falta.
    Tu me fazes repousar em pastos verdejantes ...”
Depois de assimilar o Salmo 23 nessa linha de inspiração, tenho mais uma sugestão. Eddy expõe um significado metafísico do mesmo Salmo quando demonstra o elevado valor  inspirativo de seu conteúdo:
“O Amor [divino] é meu pastor; nada me faltará.       O Amor me faz repousar...” (CeS, p. 578)
No livro “A Espiritualidade da Bíblia – Crônicas e Pai-Nosso” consta o Salmo citado na forma de uma carta do amor do Pai-Mãe ao Seu filho—cada um de nós. Garanto ao estimado leitor que nunca mais terá dúvidas de que Deus                                                NOS AMA.

2.      Guarda

Deus-Pai-Mãe me guarda
O termo guardar tem conotações distintas conforme se refira ao pessoas ou a Divindade. Para as pessoas o termo “guardar” tem geralmente o valor de “dever” em relação a leis ou regras, ou de “economizar” em relação a coisas e valores. Mas o termo “guardar” com relação a Deus significa proteger, resguardar, cuidar, suprir/prover, amparar. O salmista cantou essa relação:
    “Guarda-me, porque em Ti me refugio” (Salmo 16: 1).
Aliás os Salmos têm inúmeras referências ao termo guardar. No Salmo de número 91, é apontado como o Pai-Mãe nos inclui em seu cuidado e guarda:
“Aos Seus anjos dará ordens a teu [nosso] respeito, para que te guardem em todos os teus caminhos. Eles te [nos] sustentarão nas suas mãos para não tropeçares nalguma pedra” (Salmo 91: 11, 12).
 Eddy complementa a ideia bíblica:
“A Mente divina, que forma o botão e a flor, cuidará do corpo humano, assim como alimenta e veste os lírios; não interfira nenhum mortal no governo de Deus, introduzindo as leis dos falíveis conceitos humanos(CeS, p. 62).
Moisés, o notável líder hebreu, deixou para seu povo uma bênção, a qual podemos absorver para nosso íntimo:
“O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; o Senhor sobre ti levante Seu rosto e te dê a paz” (Números 6: 24-26).

3.   Guia

“Deus-Pai-Mãe me guia”

Que Deus nos guia é uma garantia para nós de que estamos no melhor caminho. De Deus temos orientação, temos suprimento de ideias e pensamentos para decisões, somos providos de intuições que são o meio do Pai-mãe nos passar instruções ou orientações. Sempre que precisarmos Deus nos comunica ideias adequadas ao atendimento de alguma necessidade humana. O salmista tinha experiência na questão de deixar-se guiar por Deus, confiando em Seu poder. Em vários Salmos ele registrou sua convicção:

“Se tomos as asas da alvorada e me detenho nos confins dos mares, ainda lá me haverá de guiar a tua mão e atua destra me susterá... Sonda-me, ó Deus, e conhece meu coração, prova-me e conhece meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho [pensamento] mau e guia-me pelo caminho eterno” (Salmo 139: 8,9, 23, 24).
Bem faríamos em seguir o apelo do salmista de pedir que Deus examine nossos pensamentos e os corrija, se necessário. O salmista não se cansa de apelar a seu Deus:
“Ensina-me a fazer a tua vontade, pois tu és o meu Deus; guie-me teu bom espírito por terreno plano” (Salmo 143: 10).
O que é um terreno plano senão um local sem percalços e obstáculos? É como desejamos que seja nosso caminho humano, não é mesmo? Eddy nos dá mais um forte motivo para buscarmos sempre a orientação com o divino Pai-Mãe:
“Tudo o que guia o pensamento espiritualmente, beneficia a mente e o corpo” (CeS, p. 149).
Eis uma boa indicação para deixarmos o pensamento ser guiado espiritualmente, pois isso nos coloca no “caminho eterno”, que é plano e desembaraçado. Para onde nos leva esse caminho indicado pelo Amor? Eddy nos dá a resposta:
“Assim como os filhos de Israel foram guiados triunfalmente através do Mar Vermelho, ... da mesma forma,  a ideia espiritual guiará todos os desejos corretos na sua passagem dos sentidos para a Alma, de um senso material de existência para o  espiritual, elevando-nos à glória preparada para aqueles que amam a Deus” (CeS, p. 566).
Voltando ao tema da crônica, meu exercício metafísico é repassar em pensamento, rapidamente, cada aspecto: “Me ama, Me guarda, Me guia” sob a luz dos argumentos explicitados. A calma e a serenidade que recebo não tem palavras para explicar.
 Só posso recomendar! Vale a pensa vivenciar!

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sexta-feira, 25 de março de 2016

HINO 224

Hinário da Ciência Cristã
1.      Apraz-me em Ti pensar, Senhor, / De Ti dependo eu;
Afastas todo meu temor, / Fiel amigo és.
E quando tudo mais falhar, / Só Tu me restarás;
Que satisfeito, possa eu, / Teu nome celebrar.

2.      E todo o bem que pode haver, / de Tua fonte vem.
Já tudo tenho em meu viver, / Pois Deus é eterno bem.
Mais forte seja a minha fé, / P’ra ver além do véu,
E crer então no Salvador, / No Verbo redentor.

3.      Aquele que meu céu firmou, / Sustento aqui dará;
Se Cristo tudo me legou, / Que pode me faltar?
Nas mãos de Deus me entregarei, / Por fim vou triunfar.
De hoje em diante buscarei / Louvar-te sem cessar.

     Os versos deste hino me são muito gratos pela inspiração que propiciaram  em várias ocasiões. Vou mostrar como uso a inspiração de cada frase do hino.
1)     Apraz-me em Ti pensar, Senhor”:                                                                Tenho prazer nos Teus decretos e inspirações, Meu Pai-Mãe;
De Ti dependo eu”:                                                                                          Sem a Tua ajuda ou ação sou nada; Tu me dás forças e inteligência para qualquer realização.
Afastas todo meu temor”:                                                                      Com a consciência de Teu Amor presente o medo se vai.
Fiel amigo és”:                                                                                        A Tua fidelidade e benevolência me mantém.
E quando tudo mais falhar”:                                                                Sejam ameaças ou ajudas inúteis.
Só Tu me restarás”:                                                                                             És o primeiro e último socorro; não procuro outra ajuda.
“Que satisfeito possa eu”:                                                                                           Terei total alegria em Tua ajuda.
“Teu nome celebrar”:                                                                                            Nenhum outro nome honrar.

2)     E todo bem que pode haver”:                                                                            Tu és a fonte de suprimento para minhas necessidades.
De Tua fonte vem”:                                                                                    Nenhum bem em minha vida tem outra origem.
Já tudo tenho em meu viver”:                                                                         Plena satisfação de necessidades e benevolências.
Pois Deus é o eterno bem”:                                                                                       Além de eterno é infinito, sem limites de tempo ou espaço.
Mais forte seja a minha fé”:                                                                                       Para cumprir Teu mandado.
P’ra ver além do véu”:                                                                                                    A visão material não ajuda nesse afã.
“E crer então no Salvador”:                                                                                           O Teu Cristo que me apoia sempre.
“No verbo redentor”:                                                                                                   Tua Palavra tem a solução para meus problemas humanos.

3)     Aquele que meu céu firmou”:                                                                            Tu és o que firma meus passos e vida.
Sustento aqui dará”:                                                                                       Aqui e agora tenho soluções à disposição.
Se Cristo tudo me legou”:                                                                                Tua Verdade supre todas minhas necessidades
Que pode me faltar?”:                                                                                  Nada, absolutamente nada me falta.
“Nas mãos de Deus me entregarei”:                                                                  No cuidado do Pai-Mãe posso confiar.
“Por fim vou triunfar”:                                                                                      Posso ter a certeza no final feliz.
“De hoje em diante buscarei”:                                                                         Meu objetivo de vida.
“Louvar-Te sem cessar”:                                                                                  Dar cumprimento à oração: “Santificado seja o Teu nome!”

Associando a esse texto de profundo significado espiritual e que eleva nossa alma ao paraíso a bela melodia do hino, tem-se uma joia de inspiração para mente e coração, razão e sentimento, capaz de afastar pensamentos de angustia ou temor, pressentimentos ou ressentimentos.

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terça-feira, 8 de março de 2016

O que você pede a Deus?

Para fazer um pedido a Deus tem de saber pedir

Os cristãos são ensinados a rogar ou pedir a Deus por suas necessidades. Nada mais acertado. Mas cada pedinte deveria ter bem claro os motivos para fazer o pedido, as expectativas de atendimento, a certeza do merecimento. Uma coisa que precisa estar claro também é que o Pai atende necessidades humanas, não vontades humanas.

A indagação do título desta crônica faz parte de uma família de questões de fé. Cada pergunta tem uma questão implícita que pode encaminhar devidamente nossa petição.

O que você pede a Deus? Sabe-se que alguém faz uma petição a Deus porque tem alguma necessidade, ou melhor, sente falta de algo que muito quer: bens, suprimentos, dinheiro, carros, casas, coisas medidas em quantidades; conhecimento, superar obstáculos, expressar mais qualidades boas. O que você está pedindo é algo que o Pai normalmente supre a Seus filhos? Você sente falta desse “algo”? Parece que Deus lhe esqueceu ou excluiu do rol de beneficiados? Corrigir esses pensamentos é um passo que deveria anteceder o pronunciamento da petição.

A quem você se dirige quando faz um pedido? Você tem em mente um Ser Supremo que ama Sua criação e zela por ela, ou faz o pedido a um ser antropomórfico sentado num trono no céu, de longas barbas brancas, observando os homens para ou ajudar ou castigar? Este é o Deus apresentado à humanidade há séculos e aceito como único. Se for este seu conceito a  respeito da Divindade Infinita, recomendo uma reformulação, pois tal Ser imaginado não é Deus e não pode fazer nada. Você se dirige em oração diretamente a Deus ou a algum intermediário? Veja bem a quem dirige seu pedido.

Quando você faz um pedido a Deus? De vez em quando, conforme as necessidades ou circunstâncias? Isso não é suficiente, pois dá a impressão que você só se lembra do Pai divino e Todo-poderoso quando algum problema aperta. Quando foi a ultima vez que pediu algo ao Pai?

De que modo você faz o pedido? Em sagrado recolhimento, ou abertamente para que outras pessoas saibam? Quanto mais reservado o momento da petição tanto mais próximo você se sentirá do Pai e mais certo será o atendimento. O pedido que fazemos a Deus é assunto reservado aos dois interessados – você e Deus. É um momento sagrado que não pode ser compartilhado para não ser espoliado. O modo de fazer um pedido corretamente foi ensinado pelo Mestre Cristão, Jesus Cristo:

“Quando orares, entra no teu quarto e, fecha a porta, orarás a Teu Pai que está em secreto; e Teu Pai que vê em secreto te recompensará abertamente” (Mateus 6: 6).

Não se esqueça de que Deus conhece nossos pensamentos antes mesmo que expressemos em palavras.
Você sente que merece receber o que é pedido?  A expectativa de atendimento mostra uma sintonia de alma e mente com o Doador, Deus, e demonstra afinidade e proximidade espiritual. Cito novamente o que Cristo Jesus que recomendou:
“Por isso, vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco” (Marcos 11: 24).
Quem é merecedor do atendimento se predispõe a ser grato antes mesmo de ver o resultado de sua petição.

Pedir a Deus é como pedir a um amigo?  Pode ser, se consideramos o Pai Supremo como o identificou Jesus no Pai-Nosso: “Abba-Pai”, ou seja, papai!. Pedir algo ou um favor a um amigo nos deixa na expectativa de receber o que foi pedido.

Você sente gratidão junto com a expectativa?  A sensação de alegria junto com a expectativa de uma resposta positiva do Pai-Mãe, aliada ao entendimento de que Deus já atendeu, abre o caminho para o sentimento de gratidão antecipada. O Mestre Cristão deu exemplo dessa disposição no evento da ressurreição de Lázaro:
         “Pai, graças te dou porque me ouviste” (João 11: 41).
Mary Baker Eddy também cita esse sentimento nobre:
“Somos realmente gratos pelo bem já recebido? Então... estaremos preparados para receber mais” (CeS, p. 3).
Você está pronto para uma resposta negativa? Esta é uma pergunta um tanto desafiadora; mas ela é válida nos casos em que estamos pedindo algo que não servirá para nosso adiantamento moral e espiritual. Aqui entra o fator humildade na questão do pedir a Deus. Conta-se que um garoto era conhecido por suas orações a Deus. Certa feita, no âmbito de uma exposição de animais, ele gostou especialmente de um pônei. Então, recomendaram-lhe que pedisse a Deus. O que o garoto fez. Dali a pouco foi novamente interpelado, face a não concretização do pedido. “Deus não ouviu tua oração?”.  “Ah, ouviu sim, mas Ele disse Não!” Essa disposição pura e inocente e do garoto serve de exemplo para nossa disposição ao fazer um pedido a Deus.

PONTO METAFISICO:
Pedir a Deus por causa de uma carência, tem na base um pensamento e reconhecimento dessa falta, de que carecemos de algo. Sabendo, sempre, que Deus tem o suprimento pronto, nos ajuda a afastar “ganchos” que tenderiam a trancar ou reter a solução de se manifestar visivelmente em nossa experiência. As diversas perguntas que foram formuladas acima servem para remover esses “ganchos”. A fixação do pensamento em algo que nos falte, quero dizer que  parece nos faltar, precisa ser erradicada para vermos o caminho livre até a consecução do pedido.

Jesus Cristo tinha um pensamento livre de limitações sugeridas pelo senso material. Seu “segredo” ele revelou no Sermão da Montanha:

“Deus, vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade, antes que lho peçais” (Mateus 6: 8).

Uma dúvida atroz talvez assalte o pensamento humano desavisado: “Se Deus sabe o que preciso, porque Ele me deixa passar necessidade ou me deixa sofrendo?” A quem faça tal indagação está na hora de saber que a visão de carência humana é pura ilusão mental, qualquer que seja sua natureza ou forma visível. Por isso é que Jesus ressaltou a seus seguidores, como foi indicado acima: crede que já recebestes, é o  mesmo que dizer: saibam que nada lhes falta!

O ímpeto/impulso de nos dirigirmos a Deus por algo que desejamos ou queiramos é sinal de fé cristã que encontra no Salmo da Proteção uma forte ajuda, e que promete ajuda a qualquer tipo de petição:

“Eu salvarei aqueles que me amam e protegerei os que reconhecem que eu sou Deus, o Senhor. Quando eles me chamarem, eu responderei e estarei com eles nas horas de aflição. Eu os livrarei e farei com que sejam respeitados. Como recompensa, eu lhes darei vida longa e mostrarei que sou o seu Salvador” (Salmo 91: 14-16, NTLH)

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sábado, 5 de março de 2016

Progresso espiritual

O progresso não é só desejável, ele é conquistável

O conceito de progresso subentende estar em movimento, ir em frente. É o oposto de estagnação, aguardar, ou retrocesso, ir para trás. Num estratagema militar qualquer movimento é válido, cfe as circunstâncias.

Os 3 movimentos podem fazer parte da vida de qualquer pessoa, ou empresa, ou Município, Estado ou País. Logicamente o progresso é o mais desejado; os outros têm de ser ou tolerados ou superados. Na vida das pessoas a postura moral pode assumir condições desses três estágios de progresso.

Até na natureza observamos fenômenos de progresso, com o qual contamos para harmonia de nossas vidas. Dou como exemplo, o nascer do sol, diariamente. À medida que vemos seu progresso nos céus, nos regozijamos com a normalidade do dia. Outros exemplos de progresso na natureza é o fenômeno do crescimento que vemos na flora e na fauna, e com o qual contamos para nosso sustento e suprimento, além de nossa atividade comercial e industrial.

A presença de progresso na vida de uma família, dá-lhe a sensação de estabilidade, bem-estar, possibilidade de realização de planos ou sonhos, tranquilidade, e até felicidade. Não importa o ponto de partida, movendo-se à frente para melhores condições o progresso está presente. Estou lembrando de alguém que tendo frequentado grupo de AA agora consegue resistir à vontade de tomar bebida alcoólica. A mesma sensação de realização sente quem saiu de uma clínica de reabilitação social por causa de drogadição. E o que dizer da pessoa que sente sua saúde melhorar de um mal demorado? São exemplos de progresso na vida humana. Bem-aventuradas são as pessoas que se dedicam a ajudar pessoas que desejam progredir, seja na recuperação como na progressão. São fomentadoras de felicidade na sociedade.

No que tange a vida individual das pessoas, cada um precisa aprender a identificar os parâmetros que fomentem ou o progresso, ou o retrocesso, ou a estagnação.

Parâmetros positivos: Iniciativa, coleguismo, afinco, estudo, preparação, dedicação, solidariedade, honestidade, ética, sinceridade, amor fraternal, castidade, despontar de novas ideias.
Parâmetros negativos: preguiça, desânimo, falta de planejamento individual, negativismo, despreparo, ódio, hábito de postergar, medo, mentira, ódio, ciúme, cobiça.

As melhorias na condição humana da vida das pessoas são influenciadas pela presença desses e outros parâmetros na vida de cada um.

E quanto ao progresso espiritual? Como o medimos? Não o medimos, nós o sentimos; no fundo da alma. Ansiamos por ele? Sim! Podemos atingi-lo?  Sim! Vale a pena busca-lo? Com certeza! Mas como?

Por exemplo: percebemos que estamos progredindo espiritualmente quando notamos que estamos mais amigáveis com as pessoas, mais interessados no bem-estar delas; quando nos alegramos com o progresso de outros; quando percebemos que podemos amar ao próximo como a nós mesmos, e de fazer aos outros o que queremos que façam a nós: no trânsito, por exemplo, ou no escritório, na família, na escola, no trabalho, no esporte, etc.
Outro traço de progresso espiritual pode ser visto quando a pessoa busca na fonte Divina solução para seus problemas, inclusive os de doença, de “azar”, ameaças, violência, escassez, desamor, infelicidade, relações difíceis. Essa atitude de voltar-se a Deus para solução de problemas, com base na fé de que  o Pai gosta de ajudar e que pode fazê-lo como ninguém, é a que encaminha as melhores soluções e que melhor prepara nosso caminho para o progresso. Qualquer solução de origem divina é definitiva e plenamente satisfatória, motivando nossa gratidão e reconhecimento.

Mary Baker Eddy, que restaurou a Ciência do Cristianismo para nossa época, alentava seus alunos e seguidores a fazerem seu esforço particular para progredirem espiritualmente:

“Cada dia exige de nós provas mais elevadas, em vez de declarações do poder cristão... Esse é um elemento de progresso e o progresso é a lei de Deus, lei que exige de nós apenas aquilo que com certeza podemos cumprir(CeS,  p. 233).

O apóstolo Paulo exortou seus amigos de Éfeso a movimentarem sua fé a fim de progredirem espiritualmente. Escreveu:

“...quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo  as concupiscências  do engano, e vos revistais no espírito do vosso entendimento, e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade” (Efésios 4: 22-24).

Pode-se ver nitidamente o progresso espiritual em andamento. A versão NTLH projeta mais um pouco de luz no tema:

“...abandonem a velha natureza de vocês, que fazia com que vocês vivessem uma vida de pecados e que estava sendo destruída pelos seus desejos  enganosos. É preciso que a mente e o coração de vocês sejam completamente renovados. Vistam-se com a nova natureza criada por Deus,  que é parecida com a Sua própria natureza e que se mostra na vida verdadeira, a qual é correta e dedicada a ele.” (Efésios 4: 22-24)

Como fecho de ouro gostaria de oferecer umas palavras de Eddy:

“O propósito e o motivo de viver corretamente podem ser alcançados agora. Conquistado esse ponto, terás começado como devias. Terás começado pela tabuada da Ciência Cristã [a Ciência do Cristo], e nada, a não ser a  intenção errônea, poderá impedir teu progresso. Se trabalhares e orares com motivos puros, teu Pai abrirá o caminho” (CeS, p. 326).


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